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Campeão olímpico aposentado

21 de novembro de 2016

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A notícia não chega a ser surpresa. O francês Yannick Agnel, campeão olímpico do 200 livre, confirmou no final de semana que parou de nadar, algo que já havia levantado como possibilidade logo após os Jogos do Rio.

Um dos maiores nomes da história da natação francesa, Agnel tem 24 anos e conquistou três medalhas olímpicas em Londres: ouro no 200 livre e 4×100 livre, prata no 4×200 livre. Um ano depois, foi campeão mundial da prova em Barcelona. No Rio, não conseguiu passar das eliminatórias do 200 livre.

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Seus principais resultados foram conquistados quando treinava com Fabrice Pellerin em Nice, época em que tinha como companheira de treinos Camille Muffat, que morreu em acidente de helicóptero em 2015. Os dois eram amigos e tiveram em Londres-2012 o auge de suas carreiras – a nadadora também conquistou três medalhas, sendo uma de ouro no 400 livre.

A relação dos dois nadadores com o técnico era conflituosa “Os resultados eram bons, mas nossa cabeça não, não o jeito que estávamos vivendo. Nossa relação com Fabrice era muito, muito complicada. Falo por mim e pela Cammile”, disse Agnel em entrevista à SwimVortex pouco antes dos Jogos do Rio. Ele diz que foi por isso que Muffat parou de nadar e ele resolveu treinar nos EUA com Bob Bowman, técnico de Michael Phelps.

A estadia nos EUA durou cerca de um ano, e Agnel disse que o estilo de vida americano foi ótimo, o treinamento era insano mas a experiência não funcionou esportivamente. Ele resolveu voltar para a França e treinou em Mulhouse, com Lionel Horter, nos últimos dois anos. Ficou fora do Mundial de Kazan por uma infecção pulmonar e se classificou para a Olimpíada de forma polêmica, depois de ficar em terceiro no 200 livre na seletiva francesa, em prova marcada por erro no placar.

No Rio, Agnel ficou longe de seus melhores tempos e da final. Logo após a prova, ele já havia dado sinais de que não queria mais nadar. “Se eu continuar nos próximos quatro anos como nos últimos, vocês vão me encontrar dentro de um caixão. Eu sei o que quero fazer depois disso e não é nadar. Acho que já deu”.

Em seu post de anúncio da aposentadoria, no Facebook, Agnel disse que escrevia com o estômago “embrulhado”, mas que estava animado para navegar por um novo horizonte. “A vida é cheia de riquezas e curiosidades para se confinar na água com cloro”.

Pelas suas declarações, fica claro que a morte da amiga foi um acontecimento que o marcou profundamente. Antes das Olimpíadas, ele disse: “Você tem que viver a vida, temos que fazer de todos os dias um dia para sorrir e gostar de si mesmo. Essa é a maior lição que tirei de tudo isso. Ela nunca se perdeu, está no meu coração, na minha cabeça. Ela está sempre ali com a gente“.

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