Mais uma aposentadoria: Eamon Sullivan

15 de julho de 2014

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Depois de Camille Muffat, foi a vez do australiano Eamon Sullivan anunciar sua aposentadoria. O velocista australiano se retira das piscinas aos 28 anos em função das lesões, que sempre acompanharam sua carreira, que inclui três medalhas olímpicas e três de Mundial.

Há um mês, Sullivan saiu do time para o Commonwealth Games por uma lesão no ombro, que sempre o acompanhou. Isso depois de ter feito 21”65 nos trials da Austrália, o quarto melhor tempo do mundo esse ano.

sullivan

Confesso que fiquei triste com a notícia, principalmente depois de ler sua declaração: “Uma das coisas que tenho mais orgulho em minha carreira é ter superado lesões. Eu cheguei a um ponto em que tive tantas lesões que se tornou demais para lidar. No final das contas, meu corpo me decepcionou, então estou muito desapontado, mas é a hora certa”.

O que mais admirei na carreira de Sullivan é que, além das lesões, ele superou decepções que não devem ter sido fáceis. Em Pequim, bateu o recorde mundial do 100 livre duas vezes: abrindo aquele histórico revezamento 4×100 livre e na semifinal da prova individual. Na final, acabou em segundo por apenas 11 centésimos.

Sullivan foi batido pelo rival Bernard na final do 100 livre em Pequim

Sullivan foi batido pelo rival Bernard na final do 100 livre em Pequim

Um ano depois, Sullivan teve que operar o quadril e perdeu o Mundial de Roma enquanto se recuperava de um vírus. Depois, durante um training camp no Arizona (onde parte da seleção brasileira esteve recentemente), ele precisou operar o apêndice.

Depois de Pequim, Sullivan nunca voltou a ser “o cara a ser batido” em suas provas. No 100 livre, ele viu ainda o surgimento do compatriota James Magnussen. Ainda assim, conseguiu vaga para as Olimpíadas de Londres e foi finalista na prova de 50 livre. Sua melhor prova em anos, ironicamente, foi esse 21”65 esse ano. De certo modo, uma forma bonita de encerrar a carreira, apesar de ficar a tristeza de ver que ainda estava em altíssimo nível.

Durante o Commonwealth Games, em 2006

Durante o Commonwealth Games, em 2006

 Vale lembrar que Sullivan esteve entre os australianos envolvidos na polêmica do Stilnox antes das Olimpíadas. Ele e os companheiros de revezamento admitiram ter tomado o medicamento, que não é doping mas foi proibido pela seleção australiana.

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