Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

As outras histórias do Open

22 de dezembro de 2015

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Com todo o foco voltado para a obtenção de índices olímpicos, algumas histórias do Open acabaram recebendo menos destaque. Nesse post selecionamos 15 fatos marcantes da competição que não merecem ser passados em branco.

1- As juvenis do 100 costas 
A prova de 100 costas feminino teve 3 nadadoras juvenis 1 (nascidas em 2000) chegando à final. E elas não fizeram feio, terminando em 3o, 4o e 5o lugar. Estamos falando de Maria Pessanha, Fernanda Goeij e Ana Giulia Zortea, que nadaram para 1’03”51, 103”69 e 1’04”44 na final, respectivamente. Todas já haviam chamado atenção depois de ótimos resultados no Brasileiro Juvenil de Verão, onde algumas inclusive fizeram tempos mais fortes do que no Open em suas provas (Goeij havia nadado para 2’16 no 200 costas, novo recorde de campeonato, e no Open fez 2’17”83).

2- Mais Maria Pessanha
Aliás, vale a pena falar mais sobre Maria Pessanha. A atleta de 15 anos do Marina Barra esteve no Mundial Júnior esse ano, onde não conseguiu chegar perto de seus melhores tempos, mas teve um excelente final de ano. No Open, fez sua melhor marca pessoal no 200 costas, prova em que terminou em quarto com 2’17”68; fez também sua melhor marca pessoal no 200 borboleta (2’15”18), terminando em 3o lugar, e também foi terceira no 100 costas (1’03”41), prova em que nadou para 1’02”68 no Brasileiro.

Joanna Maranhao. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Joanna Maranhao. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

3 – O primeiro pódio absoluto de Clarissa Rodrigues
Clarissa Maria Rodrigues tem vários recordes de categoria no 100 borboleta, desde o infantil 1. Com 16 anos, a atleta está saindo do juvenil 2 agora e subiu pela primeira vez no pódio em um brasileiro absoluto, ficando em terceiro lugar após nadar para 1’00”75, sua melhor marca pessoal. No 50 borboleta, fez 27”43. Pernambucana, Clarissa defendeu o Sport até o ano passado, e esse ano passou a treinar em São Paulo, no SESI.

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4- O 100 livre de Luana Ribeiro
Nadadora de 19 anos, Luana Ribeiro tem hoje a quarta vaga para o revezamento 4×100 livre do Brasil. A nadadora já havia feito 55” no Brasileiro Junior, e agora nadou para 55”40 sua melhor marca pessoal e terceiro lugar no Open. No 50 livre, ficou em quarto lugar, nadando para 25”65. A vaga não está garantida (Daynara de Paula, Graciele Herrmann, Daiane Becker são algumas que já nadaram para tempo melhor desde o ano passado), mas Luana está em franca evolução e vai brigar muito para permanecer no time olímpico.

Torneio Open de Natacao na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Torneio Open de Natacao na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

5- Giovanny Lima em ascenção

Giovanny Lima teve um ótimo ano em 2015. Começou o ano com o 4’00”22, feito no Open do ano passado no 400 livre, e fechou o ano nadando duas vezes para 3’53 no Open (eliminatórias e finais). No 200 livre, tem o 5o melhor tempo do ano (1’49”18, feito na abertura do revezamento no Mundial Junior). No Open, fez 1’49”19 na eliminatória e 1’49”31 na final, e hoje tem o quinto tempo para o 4×200, caso o revezamento se classifique na repescagem.

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6- Nathalia Almeida no 200 medley
Joanna Maranhão é absoluta nas provas de medley há mais de 10 anos. Mais do que absoluta, nenhuma outra nadadora sequer chega perto de suas marcas no 200 e 400 medley no Brasil. Esse domínio continua intacto, mas é digno de nota o 2’16”61 de Nathalia Almeida no 200 medley, primeira brasileira depois de Joanna e Gabrielle Rose a baixar de 2’17 na prova. O índice olímpico é bem difícil (2’14”26), mas nunca uma nadadora que não seja Joanna chegou tão perto do índice.

Torneio Open de Natacao na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Torneio Open de Natacao na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

7– A “volta” de Kaio Marcio
Joanna Maranhão e Thiago Pereira estão há um passo de se classificar para a quarta Olimpíada (os dois nadaram abaixo do índice no Open). Outra nadador remanescente da equipe de Atenas-2004 é Kaio Marcio de Almeida, que não fez o índice, mas está próximo. Kaio fez 52”60 no 100 borboleta (o índice é de 52”36, mas já há três nadadores abaixo da marca; para ficar com uma delas, Kaio precisa nadar para menos de 52”17). No 200 borboleta, Kaio fez 1’57”67 (o índice é de 1’56”97). Ele já chegou mais perto este ano, quando nadou para 1’56”99 no Maria Lenk, ficando muito perto de se classificar para o Mundial de Kazan.

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8- A competição de Maria Paula Heitmann
Não é surpresa para ninguém que a juvenil 2 Maria Paula Heitmann tem chances reais de conseguir vaga para o revezamento 4×200 olímpico do Brasil. O foco da nadadora no segundo semestre foi justamente o Open, sem polir para o brasileiro de categoria. O resultado foram duas marcas muito fortes: 4’14”96 no 400 livre e 2’00”24 no 200 livre, até o momento o terceiro melhor tempo do país. Se as Olimpíadas fossem hoje, Maria Paula estaria dentro do time.

Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

9- Rafaela Raurich logo atrás
Rafaela Raurich é outra que vem melhorando muito e buscando uma vaga no revezamento 4×200 livre. A nadadora fez exatamente o mesmo tempo nas eliminatórias e finais da competição, 2’00”67, e hoje está com o sexto tempo para o revezamento. No 400 livre, nadou duas vezes no mesmo dia para 4’16, terminando em quarto na final da prova.

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10- Quebras de barreiras I
Muito legal ver Fabio Santi nadando abaixo de 2’00 pela primeira vez no 200 costas. O nadador do Pinheiros já havia feito 2’00”01 no Maria Lenk de 2013, sua melhor marca até este Open. Nas eliminatórias do 200 costas, Fabio fez 1’59”38, ficando a 1 segundo e 16 centésimos do índice olímpico.

Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

11- Quebra de barreiras II
Jessica Cavalheiro é outra que beirava a tempo a barreira dos 2’00 no 200 livre. Chegou a fazer 2’00”00 abrindo o revezamento do SESI no Maria Lenk deste ano. Na final do Open, Jessica nadou para 1’59”77, e até o momento tem a segunda vaga para o revezamento olímpico do Brasil. Além disso, se tornou a quarta nadadora do país a baixar de 2’00, depois de Monique Ferreira, Manuella Lyrio e Larissa Oliveira.

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12- Quebra de barreiras III
Ana Carla bate há tempos na trave do 1’10 no 100 peito (chegou a nadar para 1’10”00 no Pan Pacific no ano passado). Na final da prova no Open, a nadadora fez 1’09”97, quebrando a barreira do 1’10 sem trajes pela primeira vez. Boa marca também no 50 peito, nadando para 31”37.

Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

13- A insatisfação de Jhennifer Conceição 
Jhennifer Conceição começou bem a competição, nadando para 31”17 no 50 peito, melhor tempo da história do país sem trajes de borracha. No 100 peito, foi a única a baixar de 1’09 na competição, fazendo 1’08”84 nas eliminatórias, tempo que a deixa a 99 centésimos do índice olímpico. O estilo peito é há tempos o mais fraco do país no feminino, Jhennifer sabe disso e já disse várias vezes que não quer ir às Olimpíadas para nadar o revezamento, mas pegando o índice na prova individual (e reiterou isso depois de nadar a final do 100 peito nesse Open).  Seu melhor tempo é o 1’08”75 feito no PAN.

Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA


14- O 1’00”14 de Pedro Cardona
Que Felipe França, Felipe Lima e João Junior disputariam centésimo a centésimo as vagas para o 100 peito nas Olimpíadas todo mundo já esperava. Mas o 1’00”14 de Cardona nós não esperávamos. O tempo está a apenas 14 centésimos da marca de João, hoje com a segunda vaga para as Olimpíadas.

Pedro Cardona. Trofeu Daltely Guimaraes, Campeonato Brasileiro Senior na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Pedro Cardona. Trofeu Daltely Guimaraes, Campeonato Brasileiro Senior na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

15- A melhora de Arapiraca 
Luis Rogério Arapiraca passou a focar mais em piscina depois de ficar fora do Mundial de Kazan nas maratonas aquáticas. Sua maior chance de ir para as Olimpíadas do Rio é na prova de 1500. Ele já chegou a nadar abaixo do índice (15’14”77), em 2011, quando fez 15’12”69 no Maria Lenk. O 15’23”29 do Open é seu melhor tempo desde 2013. Ainda falta baixar bastante até chegar no melhor tempo da vida (e índice), mas certamente é possível.

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