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Os 13 melhores fatos da primeira seletiva olímpica

24 de dezembro de 2015

Torneio Open 20151 comentário em Os 13 melhores fatos da primeira seletiva olímpica

O Open foi bom. Muito bom. Algumas provas não atingiram as expectativas, mas outras superaram e muito. Apesar de nada ainda definido, o número de atletas que obtiveram índice olímpico nessa primeira seletiva foi expressivo e isso só tende a aumentar. Algo provavelmente inédito, por exemplo, é o fato de todas as provas masculinas terem pelo menos um representante garantido. Só o 1500 está em stand by (mesmo sabendo que três nadadores já nadaram abaixo da marca em 2015 e não tivemos o recordista brasileiro nessa primeira tentativa).

As mulheres também não fizeram feio. Índice em cinco provas individuais com tempos sólidos.

Ou seja, percebe-se que não foi fácil decidir os melhores acontecimentos do Brasileiro Senior/Torneio Open. Em uma conversa eterna com a Bia (e até por isso pedimos desculpas pelo atraso) chegamos ao nosso ranking dos melhores fatos dessa primeira seletiva olímpica na última semana:

13- Dois índices para Leonardo de Deus

Apesar de não ter nadado para seus melhores tempos, Leonardo de Deus saiu de Palhoça com 100% de aproveitamento. Três provas, três classificações temporárias. Nos 200 borboleta ele é finalista de mundial, no 200 costas, ele é semifinalista olímpico e, principalmente no borbo, com grandes chances de fazer final no Rio 2016. Ainda está, por enquanto, com uma das vagas para o revezamento 4×200 livre.

Leonardo de Deus. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Leonardo de Deus. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

12- 48”4 de Nicolas Oliveira

Se tem alguém na natação brasileira que sabe decidir na hora certa, esse alguém é Nicolas Oliveira. O nadador do Minas às vezes dá a sensação que ressurgiu das cinzas, mas a verdade é que nunca está fora das seleções brasileiras, independente de lesões. Sempre constante, tanto nos 100 como nos 200 livre, é uma peça fundamental para ambos os revezamentos. No Open, já fez índices nas duas e é uma das pessoas que mais podem ficar “tranquilas” quanto à convocação olímpica.

Nicolas Oliveira. Torneio Open de Natacao na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Nicolas Oliveira. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

11- O recorde e índice de Enderica

Com a ausência de Brandonn Pierry nos 1500 livre, esperava-se um bom duelo entre Lucas Kanieski e Miguel Valente, em busca do índice olímpico. O que aconteceu foi uma vitória incrível e isolada do equatoriano Esteban Enderica, que não só fez o índice olímpico, como bateu o recorde sul-americano com 15’09”82, mais de 10 segundos a frente do melhor brasileiro.

Esteban Enderica. Torneio Open de Natacao na Unisul. 16 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Esteban Enderica. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

10- Os 200 livre feminino

Está cada vez mais a real a possibilidade de termos apenas nadadoras sub 2 minutos no revezamento 4×200 livre. Ainda ousamos dizer que um 1’59” pode não garantir vaga olímpica. Manuella Lyrio teve o melhor tempo com 1’58”43. Jessica Cavalheiro baixou os 2 minutos pela primeira vez e encontra-se com o segundo tempo: 1’59”77. Maria Paula Heitmann está cada vez mais próxima da quebra da barreira, com 2’00”24. Larissa Oliveira já nadou abaixo dos 2 minutos algumas vezes esse ano e por enquanto encontra-se com o quarto tempo, com 2’00”54. Ainda temos Rafaela Raurich e Joanna Maranhão, por exemplo, que também têm plenas condições de fazer o tempo.

Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Pódio 200 livre feminino. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA


 

9- Os 100 peito masculino

Já esperávamos uma prova disputada e mais de dois nadadores abaixo do índice. Mas esperar é uma coisa, ver acontecer é outra. E vimos Felipe França, absoluto, João Luiz Gomes Jr., Felipe Lima e Pedro Cardona acontecendo. Os três primeiros são os principais responsáveis pelas mais belas disputas por vagas dos últimos dois ciclos. Pedro Cardona é novo nessa briga adulta e que não seja subestimado pelo tamanho. Isso porque nessa primeira seletiva tivemos os quatro, mas pode-se acrescentar mais pelo menos dois nomes com chances de conquistar essas duas tão cobiçadas vagas.

Joao Gomes. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Final 100 peito masculino. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

8- O índice de Nicholas Santos

“Ué, mas ele fez o terceiro tempo da prova.” Sim, os maiores destaques do 100 borboleta foram, definitivamente, Henrique Martins e Marcos Macedo. E esse oitavo lugar é pra eles também, afinal há 6 anos que um brasileiro não está tão próximo de quebrar a barreira dos 52 segundos, o que dirá dois. O que dirá três né, e é aí que entra Nicholas. O cara é medalhista mundial nos 50 borboleta e nessa prova ele é indiscutível. Mas é uma prova não-olímpica. Nicholas podia escolher entre a ousadia de disputar uma vaga nos 50 livre e a ousadia de conseguir render nos 100 borboleta, assim como na sua especialidade. Saiu dos 54 segundos para o índice olímpico, com 35 anos de idade.

Henrique Martins. Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

100 borboleta masculino. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

7- A provável quarta Olímpiada de Joanna Maranhão

Digo provável, porque só termina quando acaba. Mas considerando a confirmação de sua classificação em abril (nas duas provas em que já fez índice), Joanna irá para sua quarta Olimpíada. Thiago também está rumo à quarta, assim como Kaio Márcio que também pode alcançar o feito, mas o recorde no masculino são cinco, de Rogério Romero. Joanna está prestes a se tornar a primeira nadadora brasileira a ir à uma quarta Olimpíada, juntando-se a um seleto grupo de mulheres que alcançaram o feito.

Joanna Maranhao. Trofeu Daltely Guimaraes na Unisul, Campeonato Brasileiro Senior. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Joanna Maranhao. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA


 

6- O recorde mundial Junior

Já era para ser dele, mas um exame antidoping atrapalhou tudo. Ou melhor, a ausência dele. Seja lá por qual motivo, não testaram Brandonn Pierry nos Jogos Pan-Americanos, quando foi campeão nos 400 medley e de acordo com a regra, o recorde só pode ser validado se for feito o teste. A culpa não foi dele e esse erro alheio ficou engasgado. Brandonn sequer nadou os 1500 para focar nos 400 medley, mais pela obtenção de índice olímpico do que o recorde em si, mas o importante é que os dois saíram e o exame foi feito.

Brandonn Almeida. Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Brandonn Pierry. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

5- O recorde sul-americano de Guido

Sério, se me permitirem a piada sem graça, Guilherme Guido parece vinho, assim como Nicholas Santos. Guido melhorou sua marca pessoal abrindo o revezamento pan-americano, após anos. No Mundial não foi tão bem, ficando de fora da final, mas no Finkel nadou novamente para 53” baixo, surpreendendo ele mesmo. Em Palhoça, pela manhã, garantiu o índice com tempo bem parecido ao do Finkel, mas de tarde seus 53”09, novo recorde sul-americano, os colocaram em nono no ranking mundial de 2015 (em que possui três americanos e o deixaria hoje em uma final olímpica).

Guilherme Guido. Trofeu Daltely Guimaraes, Campeonato Brasileiro Senior na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Guilherme Guido. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

4- Os 100 livre de Etiene

Se não saiu nos 100 costas, prova em que é campeã pan-americana, os 100 livre foi consolidado. Os 54”26 de Etiene Medeiros já acendeu a expectativa de uma mulher sul-americana na casa dos 53 segundos (sempre queremos mais) e são 4 décimos abaixo do antigo recorde de Larissa Oliveira. Ter três mulheres atualmente abaixo dos 55 segundos é sensacional, sendo uma muito próxima da barreira dos 54.

Etiene Medeiros. Trofeu Daltely Guimaraes, Campeonato Brasileiro Senior na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Etiene Medeiros. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

3- Os 400 do Altamir

Mais do que o resultado em si, essa prova provavelmente foi a mais emocionante da competição. Vimos toda a arquibancada comemorar o índice do jovem nadador do Flamengo, que já havia ido muito bem nos 200 livre, em que permanece com o terceiro tempo, e culminou com índice olímpico e melhor marca pessoal nos 400 livre: 3’50”32.

Luiz  Altamir. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Luiz Altamir. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA


 

2- 21”37

Ele já sabia que estava indo para melhor marca pessoal. Entrou no revezamento com esse propósito. Mas com certeza ninguém esperava assim, de cara, um 21”37. O tempo é simplesmente a quarta melhor marca da história sem trajes, segunda melhor marca do ano. Não foi o tempo que o deixa quase classificado para as Olimpíadas, porque Bruno Fratus preferiu nadar a prova, invalidando o resultado do revezamento. Mas o que que tem? Afinal, 21”66 e 21”50 também foram de tirar o chapéu e o mais importante: os adversários sabem.

Bruno Fratus. Torneio Open de Natacao na Unisul. 16 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Bruno Fratus. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

1- Manu

Manuella Lyrio foi o nome da competição, na visão da Yes Swim. Provavelmente a mais constante dos nadadores. Três provas, duas melhoras de tempo (sendo um recorde brasileiro) e um índice olímpico. Nos 100 livre, mantém-se com o segundo tempo para o revezamento 4×100 livre com 55”20 feito na final do Open. Nos 200 livre, o índice: 1’58”43, muito próxima a sua melhor marca, que também lhe dá a vaga para o reve 4×200. Nos 400, primeira brasileira a baixar os 4’10”, com 4’09”96. Nessa última prova, o mais impressionante foi a passagem: 2’01”80, que reflete a vontade cada vez mais aflorada da nadadora.

Manuella Lyrio. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Manuella Lyrio. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

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Um comentário em "Os 13 melhores fatos da primeira seletiva olímpica"

  1. Flavia Delaroli C disse:

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