Finkel – O melhor e o pior do quarto dia

4 de setembro de 2014

Troféu José Finkel 2014Nenhum comentário em Finkel – O melhor e o pior do quarto dia

Mais um belo dia de competição em Guaratinguetá. Todo dia está tendo recordes sulamericanos e hoje não foi diferente. Veja o balanço dessa quinta:

MELHOR
Bom, está difícil passar uma etapa sem destacar Etiene Medeiros. A pernambucana está em uma fase excepcional e “apenas colhendo os frutos que plantei com meu treinador Fernando Vanzella e equipe”, como disse em entrevista. E haja frutos. Hoje foi o terceiro recorde sulamericano individual de Etiene. Na verdade, quarto se contarmos que ela bateu o recorde nas eliminatórias e nas finais dos 50 costas hoje, com o segundo melhor tempo do mundo em 2014: 26”41. Ela só me deixa cada vez mais ansiosa para assistir a esse Mundial.

Para não perder o embalo de recordes. Felipe França teve o melhor resultado masculino do dia, também batendo recorde sulamericano nos 100 peito de manhã. E vou dizer, que por seu parcial de 26”21 nas eliminatórias, vem coisa boa nesses 50. De tarde, fez seu segundo melhor tempo e o suficiente para vencer fácil também. Esses 100 peito, aliás, foi a primeira prova masculina com 3 nadadores com índice. Felipe Lima carimbou o passaporte para Doha e João Luiz Jr dessa vez ficou de fora da prova que vem se tornando tradição no país.

Mas devo dizer que o melhor da noite não teve recorde sulamericano. O melhor da noite sequer levou ouro. Demais mesmo foi ver Lucas Salatta fazendo o índice dos 200 borboleta, após 4 anos de fora da seleção absoluta. Quem conhece a história do nadador sabe de seu potencial e talento. Ele que foi para sua primeira Olimpíada há exatos 10 anos, na época com 17 anos de idade. Hoje, terminou em segundo, atrás de Leonardo de Deus, outro que se garantiu para o Mundial de Doha, somando 5 índices brasileiros nessa quinta-feira.

PIOR
Se tem algo que pode ser considerado o pior para um atleta, talvez seja travar. Travar quando se é favorito então, nem se fala. Mas travar por ter arriscado é digno e compreensível. Foi o que aconteceu com Daiane Marçal nos 200 borboleta. A nadadora sabia que estava bem e nas eliminatórias classificou-se com o melhor tempo para a final. Mas o que ela queria não era só o ouro. A briga dela era contra o relógio. E, faltando 2 segundos para conquistar o índice para Doha, resolveu arriscar na passagem. Nos 100 borbo deu certo e conquistou o índice, apesar de não saber se vai por ter empatado com Daynara a segunda vaga. Até os 150 estava tudo sob controle, mas daí pesou. E só considero isso como pior do dia, porque sua coragem merecia um final mais feliz. Mas arriscar é isso, jogar a moeda pro alto.

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