Os 9 melhores fatos do Troféu Maria Lenk

16 de abril de 2015

Troféu Maria Lenk 20152 comentários em Os 9 melhores fatos do Troféu Maria Lenk

Essa lista trata-se apenas da minha opinião. Ninguém é obrigado a concordar com ela, pelo contrário. Aliás, sintam-se à vontade para numerar suas preferências nos comentários. Mas acredito que a opinião em geral não deve fugir muito desses 9 itens:

9- A briga por pontos
O Maria Lenk é um atrativo para entusiastas do esporte pela presença de estrelas da natação nacional (e muitas vezes mundial), pela disputa por vagas para seleção, busca por índices. O evento fica ainda mais emocionante quando há uma disputa acirrada por pontos entre as equipes. Foi o que ocorreu esse ano, onde a briga pelo título só foi definida na última prova, por menos de 10 pontos. Essa circunstância pode incentivar os nadadores a darem ainda melhores resultados, motivados a ajudarem seus times. E ainda fica mais legal de acompanhar com as equipes sem nadadores estrangeiros (Pinheiros e Corinthians 100% nacional e Minas com ajuda dos hermanos).

8- Rafaela Raurich nos 200 livre
Ela é ainda juvenil I e já quase classificou-se para o Mundial de Kazan, pelo revezamento 4×200 livre. Com o quinto tempo do Brasil e incríveis 2’01”44, Rafaela tem tudo para ser a melhor nadadora juvenil do Brasil dos últimos anos. Para se ter uma ideia, ela tem melhor tempo que Gabrielle Roncatto, que é dois anos mais velha e muito acima da média na sua própria idade. Inclusive, ambas são as classificadas na prova para o Mundial Junior em Cingapura esse ano.

7- Os top 8 do mundo
Sempre bom destacar os nadadores que com seus tempos no Maria Lenk entraram no top 10 do mundo. O que dá uma perspectiva de quem pode pegar final no Mundial esse ano. Tudo bem que a seletiva americana ainda não aconteceu e há outras de times europeus que também ainda vão rolar, mas muitos dos principais nadadores já competiram esse ano. Seletiva japonesa, australiana e francesa, por exemplo, já foram registradas. Nisso, temos até o momento:
Nicholas Santos – 1º tempo nos 50 borboleta (22”90)
Etiene Medeiros – 1º tempo nos 50 costas (27”38)
Leonardo de Deus – 2º tempo nos 200 borboleta (1’55”19)
Felipe França – 2º tempo nos 50 peito (27”07)
Cesar Cielo – 2º tempo nos 50 borboleta (23”11)
Bruno Fratus – 2º tempo nos 50 livre (21”74
Cesar Cielo – 3º tempo nos 100 livre( (21”84)
Felipe Lima – 3º tempo nos 100 peito (59”78)
Felipe França – 6º tempo nos 100 peito (59”84)
Henrique Martins – 8º tempo nos 50 borboleta (23”38)
Thiago Pereira – 8º tempo nos 200 borboleta (4’13”94)
Etiene Medeiros – 8º tempo nos 50 livre (24”78)

Foto: Satiro Sodré/SS Press

6- Os Felipes sub-minuto nos 100 peito
Pela manhã, Felipe Lima estabeleceu o segundo tempo do ano (agora terceiro) em 2015, com um tempo muito próximo ao que venceu o Mundial de Barcelona há dois anos. A tarde, foi a vez de Felipe França baixar o minuto, fazendo o quinto tempo do ano (agora sexto). Posso estar enganada e preciso apurar, mas acredito que desde 2009 com os trajes, não havia dois nadadores abaixo do minuto simultaneamente. Ambos têm grandes chances de chegar a uma final em Kazan, quiçá subir ao pódio.

Felipe Ferreira Lima Felipe Ferreira Lima of Brazil competes in the Men's 200m breastsroke heats on day 2 of the Maria Lenk Swimming Trophy 2015 at Fluminense Club in Rio de Janeiro, Brazil.

Foto: Ivo Gonzalez/ Getty Images

5- Joanna is back
No Open em dezembro, já vimos que o talento de Joanna é indiscutível. Apenas alguns meses de treino foram suficientes para obter índice para o Mundial em suas principais provas. Talento somado a treino e dedicação, então, levaram Joanna a nadar suas 4 provas individuais em altíssimo nível, todas muito próximas à suas melhores marcas pessoais feitas com traje. Além disso, baixou seu tempo nos 200 livre, abrindo o revezamento do Pinheiros e nos 100 costas, também no revezamento, tempo que lhe deu a segunda vaga para o Pan.

Joanna Maranhao Joanna Maranhao competes in the Women's 4x100m medley final on day six of the Maria Lenk Swimming Trophy 2015 at Fluminense Club on April 11, 2015 in Rio de Janeiro, Brazil.

Foto: Ivo Gonzalez/ Getty Images

4- 200 livre de Larissa e Manuella
Logo no primeiro dia, Larissa Martins e Manuella Lyrio proporcionaram uma das mais belas disputas do Maria Lenk nos últimos anos. Não só por nadarem lado a lado do primeiro ao último metro, mas pelo excelente nível técnico, onde ambas (pela primeira vez na história aqui no país) obtiveram o índice para Kazan, consequentemente baixando o antigo recorde sul-americano. Mas para deixar ainda mais emocionante a prova, a princípio o tempo de Larissa Martins não apareceu no placar, deixando a dúvida de quem havia levado a prova. Manuella, naturalmente, comemorou, não pela vitória que era incerta, mas pelo tempaço. Segundos depois, o placar mostrou que a campeã havia sido Larissa Martins. Os tempos: 1’58”53 e 1’58”74.

Manuella e Larissa, da esquerda pra direita
Foto: Satiro Sodré/SS Press

3- Leonardo de Deus nos 400 livre
A prova foi dele e de mais ninguém. Liderando desde o princípio, Leo de Deus passou já os primeiros 100, um segundo a frente dos 7 finalistas, com 54”84 Nos 200 metros, já estava a mais de um corpo de liderança do segundo colocado, este já com uma vantagem sobre os outros 6. Sua parcial foi 1’52”13. A equipe do Corinthians, que já esperava o recorde sul-americano, gritava eufórica. Leonardo de Deus conseguiu segurar o ritmo, mesmo cansando nos últimos 100 metros e bateu um dos mais antigos recordes da natação sul-americana, que pertencia a Ricardo Monasterio desde 2003. Seu tempo: 3’49”62, primeiro nadador da América do Sul a baixar os 3’50. Leo deu Deus ao fim da prova não teve nem forças pra comemorar o feito.

2- Os 1500 de Brandonn
Essa prova foi incrível por diversos motivos. Primeiramente pela divisão de prova. Brandonn começou atrás, sua estratégia foi fantástica e controlada, passando o primeiro terço da prova no bolo entre os 5 primeiros. Mas a cada 500m, Brandonn aumentava o ritmo: 5’05”65, 5’04”55 até os 1000m. Foi quando assumiu a liderança. Aos 1400 metros, Brandonn estava fora do índice a não ser que desse um tiro nos últimos 100 metros. E foi o que aconteceu, com 57”77, o jovem nadador do Corinthians pegou o índice para o Mundial de Kazan (feito que um brasileiro não conseguia há anos em prova de fundo), bateu o recorde brasileiro e levou a arquibancada à loucura, fechando os últimos 500 para 5’02”00. Isso tudo com apenas 18 anos de idade, com categoria elegível para nadar o Mundial Junior esse ano. Seu tempo: 15’12”29. Digno de nota também, o tempo de Lucas Kanieski, que não ficou pra trás e também teve uma estratégia negativa, terminando com 15’14”18.

Foto: Satiro Sodré/SS Press

1- 4×200 feminino, recorde sul-americano após uma década
Já era previsto, mas mesmo assim não deixa de ser surpreendente. O recorde sul-americano feito pelas brasileiras na final olímpica em Atenas já havia virado um tabu. Após 11 anos, ser superada por um quarteto de um Clube chega a ser irônico, o recorde aliás foi destruído. O feito fica ainda mais poético, com Joanna Maranhão presente no quarteto tanto de 2004, como de agora. Há 11 anos, como caçula do time e em 2015 como a mais experiente. E a prova de que era um tabu é que, após 11 anos de tentativas, o tão almejado recorde de 8’03”22 feitos por Joanna, Manuella, Gabrielle e Larissa semana passada devem durar apenas até Kazan. E quem sabe com um sub-8 minutos.

Foto: Divulgação

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2 comentários em "Os 9 melhores fatos do Troféu Maria Lenk"

  1. iago disse:

    Concordo com todos os pontos carol, principalmente por ate nem ter citado o nome do cielo, pois, na maioria do sites de natação, mesmo sabendo que ele nao nadou bem a competição, ainda colocam ele como um destaque quase que absoluto. So acrescentaria a força que os mais jovens tiveram, com um número maior de indices conquistados para o mundial de cingapura!!

  2. Rafael Oliveira disse:

    Carol, suas escolhas foram muito boas, mas eu também destacaria os 200m borboleta masculino: o Léo mostrando uma técnica refinada e o Kaio que por muito pouco não conseguiu o índice.

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