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Os 8 melhores acontecimentos do Troféu Maria Lenk

22 de abril de 2016

Troféu Maria Lenk 2016Nenhum comentário em Os 8 melhores acontecimentos do Troféu Maria Lenk

Abaixo, os oito melhores acontecimentos, em nossa opinião, da última seletiva brasileira:

8- Dois classificados nos 1500

Tudo bem que foi por muito pouco, mas o fato é que temos dois nadadores classificados para as Olimpíadas em uma prova de 1500. Nas edições de Atenas, Pequim e Londres, a prova passou batida na delegação brasileira. Ou seja, há quatro ciclos olímpicos que não tínhamos um representante. O último foi Luiz Lima em Sydney 2000.

No último dia de competição, Miguel Valente e Brandonn Pierry, em uma emocionante prova – sempre com Brandonn fazendo um final incrível de recuperação – decidiram o ouro na batida de mão, ambos a poucos centésimos do índice olímpico. Miguel com 15’14”40 e Brandonn com 15’14”58. Para Miguel, um gostinho ainda mais especial, não pela vitória, mas pela vaga garantida – Brandonn já estava classificado para os 400 medley.

Brandonn Pierry Miguel Valente maria lenk rio 2016

Foto original: Satiro Sodré / SS Press

7- Os tetras

Me perdoem por inventar esse termo, mas após essa seletiva temos a confirmação de três nadadores “tetra-olímpicos”. Joanna Maranhão, Kaio Márcio de Almeida e Thiago Pereira estão classificados para sua quarta Olimpíada. Os três estiveram na edição de Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. Os três também já foram finalistas olímpicos, sendo que Thiago a um passo a frente conquistou sua primeira medalha, na última edição. E o mais legal é que os três estão em sua melhor forma. Kaio está próximo, Thiago já nadou para suas melhores marcas sem traje, Joanna nunca esteve tão bem, superando até algumas marcas sem traje. Podemos – e devemos – esperar pela melhor edição de suas vidas. Last but not least.

thiago pereira kaio marcio joanna maranhão 4 olimpiadas

Fotos originais: Satiro Sodré / SS Press

6- O recorde brasileiro de Manuella

Recordes nacionais são cada vez mais raros de serem batidos. Uma seletiva olímpica geralmente possui um nível sempre mais elevado e com mais possibilidades de recordes, mas o que vimos na edição de 2016 foi uma raridade de recordes. E devido a essa escassez, sempre importante exaltar quem o faz. Manu já havia batido o recorde na prova no Open e no Maria Lenk baixou ainda mais o tempo, ficando a poucos centésimos do índice olímpico com 4’09”48. Manuella poderá mesmo assim nadar a prova no Rio, já que já está convocada e não temos nenhuma outra representante abaixo do índice.

Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 16 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Ricardo Sodré/ SSPress

Foto: Ricardo Sodré/ SSPress

5- Os sub-2 minutos nos 200 livre

Foram nada menos que 5 nadadoras abaixo dos 2 minutos nos 200 livre apenas no Troféu Maria Lenk: Larissa Olveira, Manuella Lyrio, Jessica Cavalheiro, Gabrielle Roncatto e Maria Paula Heitmann. Fora as 5, apenas Monique Ferreira quebrou essa barreira na história país (a primeira da América do Sul). Mais que isso, temos agora uma nadadora para 1’57” (quase 1’56”), uma para 1’58” (quase 1’57”) e duas para 1’59” (quase 1’58”). O retorno do Brasil na final olímpica dessa prova nunca esteve tão próximo e viável.

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Foto: Satiro Sodré / SS Press

4- Os 50 livre de Etiene

Pouco se falou do tempo que Etiene fez na final dos 50 livre. A pernambucana nadou para sua segunda melhor marca pessoal, que também é o segundo melhor tempo da América do Sul: 24”64. É de se entender  o ofuscamento, dado que a prova aconteceu menos de 10 minutos após a confirmação da ausência de Cielo nas Olimpíadas. Mas passado o momento, não podemos deixar de exaltar o tempo da nadadora, que é o décimo tempo do mundo em 2016. Essa final olímpica talvez seja a mais palpável para a nadadora, mesmo não sendo sua principal prova.

Etiene Medeiros. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 16 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Foto: Satiro Sodré/ SSPress

3- O feito que ninguém acreditava

Com Ítalo Manzine em ascensão durante os últimos anos e Cesar Cielo nadando contra essa maré, a possibilidade de ter outro nadador classificado para a prova dos 50 livre que não fosse Cielo e Fratus deixou de ser utópica. A única certeza que tínhamos referente a essa seletiva durante todo o ciclo olímpico, dissipou-se ao longo de 2015. Mas mesmo assim, no inconsciente, parecia impossível não ter a presença do único cara que subiu no pódio olímpico nas duas últimas edições olímpicas e que nesse meio tempo levou 3 títulos consecutivos mundiais – tudo na mesma prova.

Mas como só acaba quando termina, essa máxima do esporte ficou ao lado de Ítalo e o beneficiou na última queda n’água possível para obtenção da vaga. Uma prova perfeita para Ítalo, mais de 2 décimos abaixo de sua melhor marca pessoal feita nas eliminatórias. Ele acreditou o que ninguém acreditava. Mas sempre bom frizar: não era Ítalo que estava descreditado, mas Cielo que talvez tenha sido superestimado.

Italo Duarte. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Foto: Satiro Sodré/ SSPress

2- Segundo melhor tempo do mundo para João Gomes Jr.

2015 não foi um ano fácil para o nadador, agora com 30 anos. João começou o ano com um teste positivo, do Mundial de Doha e pela suspensão acabou ficando de fora da seletiva onde definia-se os representantes para o Mundial de Kazan. João, assim, não teve competição internacional ano passado. No Finkel, já deu a volta por cima, vencendo a competição e fazendo melhor marca pessoal. No Open, não venceu, mas fez o índice olímpico e virou o ano com a vaga temporária.

Na última seletiva, foi a redenção. João Luiz vai para as Olimpíadas com o melhor tempo do Brasil em uma das provas mais disputadas do país, onde tivemos 5 nadadores abaixo do índice. Não só isso, seu tempo é o segundo melhor tempo de 2016 até o momento, atrás apenas do recordista mundial Adam Peaty. E 4 centésimos do recorde sul-americano com traje. 59”06 subiria também no pódio do Mundial de Kazan e na última edição olímpica em Londres.

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1- A competição de Larissa Oliveira

Larissa Oliveira teve uma competição excepcional. Foram três provas nadadas e três melhoras de tempo. Duas delas, novo recorde sul-americano. Em todas, índice olímpico. Nos 50 livre, só não competirá nas Olimpíadas, porque fez o quarto tempo. Mas melhorou quase meio segundo com seus 25”18.

Em suas principais provas, os 100 e 200 livre, competirá tanto as provas individuais, quanto os revezamentos no Rio, como principal atleta. Ela bateu o recorde sul-americano em ambas (foram os únicos recordes sul-americanos da competição). Nos 200 livre, tornou-se a primeira sul-americana a baixar o 1’58”, e logo para 1’57”37. Nos 100 livre, quase quebrou a barreira dos 54 segundos, com novo recorde de 54”03. Nas palavras da própria nadadora: “a melhor competição da minha vida”.

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Foto: Buda Mendes/Getty Images

Menção honrosa: o aproveitamento do treinador Mirco Cervales. Fizemos um post dedicado ao excelente planejamento de Mirco Cevales, em que tivemos a maioria de seus atletas nadando para suas melhores marcas pessoais.

Veja aqui a cobertura completa do Troféu Maria Lenk

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