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5 provas inesquecíveis de Cesar Cielo

10 de janeiro de 2017

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Há 30 anos, em 10 de janeiro de 1987, nascia em Santa Bárbara D´Oeste Cesar Augusto Cielo Filho. Primeiro e único campeão olímpico da história da natação brasileira, atual recordista mundial do 50 e 100 livre, primeiro tricampeão mundial do 50 livre. Os títulos falam por si: Cielo é o maior nadador da história do país.

Como homenagem pelo aniversário de 30 anos, listamos abaixo cinco provas inesquecíveis de Cesar Cielo:

5- PAN 2007 – 50 livre – 21”84 – Ouro
Essa prova foi um marco. Naquele mesmo ano, Cielo já havia ganhado a prova de 50 jardas no NCAA, repetindo feito de Gustavo Borges. No Mundial de Melbourne, ficou em sexto na final do 50 livre e quarto lugar na final do 100 livre, superando o recorde sul-americano das duas provas.

O PAN, disputado no Rio de Janeiro, foi marcante não só pelo título nas duas provas, mas por Cielo ter baixado dos 22” pela primeira vez na vida. Foi também a primeira vez que um sul-americano superou essa barreira. Com 21”84, ele ficou a 20 centésimos do mítico recorde mundial da prova, de Alexander Popov.

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4- Mundial de Barcelona – 2013 – OURO – 50 livre – 21”32

Essa prova teve um gosto diferente, de redenção, como Cielo mesmo falou em entrevistas após a prova. Um ano antes, Cielo era o favorito ao bicampeonato olímpico da prova em Londres, tinha o melhor tempo do ano e dois títulos mundiais no ciclo olímpico. Na final, acabou em terceiro, nadando acima da marca que havia feito no Maria Lenk, superado por Florent Manaudou e Cullen Jones.

Um ano depois, chegamos ao Mundial de Barcelona. Na semifinal do 50 livre, Manaudou fez um tempo muito forte (21”37), se classificando para nadar a final na raia 4 como favorito. Na final, Cielo fez uma prova praticamente perfeita e com 21”32 se tornou o primeiro tricampeão mundial do 5o livre. Mais do que isso, fez o que na época foi o melhor tempo da história sem trajes, provando que seu status como um dos maiores velocistas de todos os tempos independe do maiô e do traje. Manaudou, o algoz de Londres, terminou na quinta colocação, fora do pódio.

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3- Torneio Open 2009 – OURO e RECORDE MUNDIAL – 50 livre – 20”91

Depois de um Mundial de Roma perfeito, onde venceu o 50 e 100 livre e bateu o recorde mundial do 100, só faltava uma coisa para Cielo: o recorde mundial do 50 livre. A virada de 2009 para 2010 marcaria o fim dos trajes tecnológicos, que foram banidos pela FINA, e havia uma última chance de tentar bater a marca ainda com trajes: no Open, realizado no Pinheiros, clube que Cielo defendia na época.

Na final, a arquibancada estava lotada. Não era todo dia que São Paulo tinha a chance de ver Cesar Cielo nadando em alto nível. Em uma prova perfeita, o nadador fez 20”91 e superou em 3 centésimos a marca de Frederick Bousquet. Recorde mundial para loucura completa da torcida e de Cielo, que coroava um ano perfeito.

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2- Mundial de Roma-2009 – 100 livre – OURO e RECORDE MUNDIAL – 46”91

Em 2009, Cielo chegou ao Mundial de Roma como campeão olímpico do 50 livre e medalhista de bronze na prova de 100 livre. O Mundial consolidou sua posição não só como um dos maiores velocistas do momento, mas um dos maiores da história. Ele se tornou o terceiro nadador a vencer as provas de 50 e 100 livre na mesma edição de um Mundial: antes dele, apenas Alexander Popov (em 1994 e 2003) e Anthony Ervin (em 2001) haviam conseguido o feito.

Cielo saiu de Roma consagrado como um dos maiores nadadores do mundo: ouro no 50 livre, onde começaria um reinado que durou três Mundiais, e ouro com recorde mundial no 100 livre, uma prova inesquecível, com recorde que permanece até hoje.

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1- Olimpíadas de Pequim-2008 – OURO – 50 livre – 21”30

Para entender um pouco a dimensão do que foi esse momento para a natação brasileira, pergunte a qualquer amigo que goste de natação onde eles estavam no dia que Cielo ganhou o ouro olímpico. Todos se lembram. Vendo em casa sozinho, reunidos em casa com suas equipes, em uma balada acompanhando pelo celular, no aeroporto, não importa: sempre que falo sobre esse dia, todos lembram exatamente onde estavam e o que estavam fazendo.

Aquele foi também o dia em que Cielo deixou de ser só um atleta que acompanhávamos no mundo da natação e passou a ser um ídolo do esporte brasileiro como um todo. O ouro foi o primeiro do Brasil em Pequim e o primeiro da história da natação. Cielo entrou para um grupo seleto de atletas do país com duas medalhas na mesma Olimpíada, dado que já havia subido ao pódio do 100 livre, empatado em terceiro lugar com Jason Lezak. Seu 21”30 foi novo recorde olímpico (que permanece) e ficou na época a 2 centésimos do recorde mundial. E para completar, aquele choro no pódio. Que dia para todos nós, e mais do que isso, que dia inesquecível para ele.

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