14 melhores fatos da natação mundial em 2014

30 de dezembro de 2014

Commonwealth 2014, Curiosidades, Europeu 2014, Mundial Doha 2014, Pan Pacific 20141 comentário em 14 melhores fatos da natação mundial em 2014

O ano de 2014, mesmo sendo o ano “vazio” do ciclo olímpico, ficou marcado por competições de altíssimo nível, com retorno de importantes nomes da natação, diversos recordes mundiais em piscina curta e longa e uma grande expectativa criada para o restante do ciclo que encerra nos Jogos Olímpicos do Rio. Além disso, foi o ano das mulheres!

Abaixo os 14 melhores acontecimentos do ano na natação mundial:

14. Prêmio Laureus a um nadador
O Prêmio Laureus, que existe desde 1999, é o principal prêmio esportivo do mundo. É considerado o Oscar do esporte. Nenhum nadador havia vencido o prêmio desde sua estréia. E o primeiro na verdade foi uma mulher: Missy Franklin. Ela foi premiada esse ano pelos feitos de 2013 e venceu nomes como Yelena Isinbayeva do atletismo e Serena Williams do tênis.

13. O ano de Kosuke Hagino
Sem dúvidas, o principal destaque asiático do ano, saiu dos Jogos da Ásia com 7 medalhas, sendo 4 ouros. Foi anunciado inclusive como MVP do evento (Most Valuable Player). No Pan Pacific, levou 2 ouros de 5 medalhas conquistadas, sendo um dos destaques também em Gold Coast. No Mundial de Doha foi campeão dos 200 medley e prata nos 400 medley. O japonês vem em uma ascedência incrível e estabeleceu suas melhores marcas em piscina longa esse ano nas provas dos 200 medley (com recorde asiático), 200 costas, 100 costas, 400 livre e 200 livre (essas duas últimas com recorde japonês).

12. O ano de Florent Manaudou
Não tivemos o embate sempre esperado nos 50 livre em piscina longa, mas terminamos o ano com um belo duelo em piscina curta. Só não foi tão belo porque o francês massacrou Cesar Cielo, vencendo facilmente com novo recorde mundial em Doha. Manaudou ainda levou o 50 costas destruindo o recorde mundial da prova e conquistou a prata nos 100 livre, atrás do brasileiro. Sem contar o ouro no 4×100 livre e a prata no 4×50 livre. No europeu, foram simplesmente 4 ouros em 4 provas disputadas e acabou o ano como melhor tempo nos 50 livre em longa, que também é o melhor tempo da era pós-trajes: 21”32. Além disso, fez esse ano sua melhor marca nos 100 livre: 47”98, mostrando que não é só nadador de 50.

11. 4×100 livre feminino australiano no Commonwealth Games
O recorde anterior não era nada fácil, batido no Mundial de Roma pelas holandesas com traje. A marca sobreviveu ao Mundial de Shangai, às Olimpíadas de Londres e ao Mundial de Barcelona. Sobreviveu ao ataque americano, australiano e até da própria laranja mecânica. Mas esse ano, Bronte Campbell, Melanie Schlanger, Emma McKeon e Cate Campbell baixaram quase 1 segundo desse recorde, com 3 das 4 integrantes nadando na casa dos 52 segundos.

10. O “surgimento” de Adam Peaty
O britânico chegou chegando. Do anonimato no início do ano, acabou 2014 como recordista mundial dos 50 peito em piscina longa, além de campeão europeu dos 50 e 100 peito, campeão do Commonwealth Games nos 100 peito e vice-campeão mundial de curta nos 50 e 100 peito. Seu novo recorde de 26”62 superou o tempo feito por Cameron Van Der Burgh na época dos trajes.

9.  O ano de Chad Le Clos
Foi mais uma vez coroado Rei da Copa do Mundo, com 27 vitórias sem perder qualquer prova. Bateu recorde mundial dos 100 e 200 borboleta em piscina curta. Saiu de Doha com 4 ouros individuais. Seu ano de piscina curta foi incontestável.  E ainda levou 2 ouros, 1 prata e 4 bronzes no Commonwealth Games.

8. O Mundial de Doha
O mundial de curta esse ano foi atípico. Positivamente atípico. Com uma relevância maior dada ao campeonato por diversos países, a competição ficou marcada por nada menos que 23 recordes mundiais batidos. Um mundial com resultados inacreditáveis, diversas quebras de barreira e o melhor:  o destaque da seleção brasileira (como principal seleção da competição) em um evento desse nível.

7. Inclusão dos recordes mundiais Juniors
A oficialização dos recordes mundiais pela FINA é um ótimo parâmetro para sabermos onde se encontram nossos jovens nadadores e, assim, podermos acompanhar sua evolução. Ter uma tabela oficial de recordes é algo motivador e impõe competitividade. E o Brasil tem o recordista mundial júnior do 100 livre: Matheus Santana.

6. Os retornos
O mais famoso deles, o de Michael Phelps, que confirmou boatos que já haviam iniciado em 2013. Voltou de forma digna, classificando-se para o Pan Pacific (onde venceu os 100 borboleta) e o Mundial de Kazan. Dois renomados nomes que também voltaram a natação competitiva em 2014 foram a sueca Therese Alshammar, agora mãe, e a americana Katie Hoff, essa que havia parado devido aos estudos.

5. Final de 50 livre feminino no Commonwealth Games
Pode-se dizer que foi o 50 livre feminino mais forte da história. Não só pelo tempo de Fran Halsall, a campeã, mas pelo conjunto de resultados das oito finalistas.  Isso porque trata-se de um campeonato restrito a países que fazem parte da Comunidade Britânica, excluindo americanas e muitas europeias. A britânica baixou os 24 segundos pela primeira vez pós-trajes. E nessa mesma final foram batidas 4 melhores marcas pessoais. Entenda.

4. O dia 3/dezembro de Mireia Belmonte
Um dia para não sair da memória da espanhola. Justiça seja feita, o ano inteiro de Mireia foi excelente, o Mundial de curta então nem se fala. Mas aquele primeiro dia de finais em Doha foi o ápice do ano. Foram dois ouros, superando a favorita Katinka Hosszu em suas principais provas, duas provas duríssimas, batendo recorde mundial em ambas, quebrando duas difíceis barreiras. Primeiramente, venceu os 200 borboleta, ultrapassando a húngara no final de prova e tornando-se a primeira mulher a baixar os 2 minutos na prova com 1’59”61. Depois, mais uma vez com um incrível final de prova, levou os 400 medley com 4’19”86. Sem contar o resto da competição, onde venceu os 400 e 800 livre. Ela ainda bateu o recorde mundial dos 1500 livre em piscina curta no final do ano.

3. O ano de Katinka Hosszu
O ano da húngara foi simplesmente indiscutível. Tornou-se novamente rainha da Copa do Mundo, onde levou nada menos que 51 ouros e 68 medalhas. Em Doha, saiu com simplesmente 8 medalhas, sendo 4 de ouro, onde bateu 4 recordes mundiais. Seu mundial foi ainda mais emocionante após ter que se reestruturar de duas pesadas “derrotas” para a espanhola no primeiro dia em suas principais provas, mas terminou a competição com o prêmio de melhor nadadora do feminino. Aliás, ganhou também o prêmio de melhor do ano pela FINA. Fez dois tempos simplesmente absurdos nesse Mundial: 55”0 nos 100 costas e 1’59” nos 200 costas, o que nos faz cogitar uma rival para Missy na longa, será? Isso sem mencionar os 3 ouros no Campeonato Europeu, de 6 medalhas conquistadas.

2. Os feitos de Katie Ledecky
Poderíamos falar só dos 400 livre, poderíamos falar só dos 800, ou só dos 1500. Afinal, a americana bateu o recorde mundial de longa nas 3 provas. Poderíamos até mesmo falar de seus 200 livre, segundo melhor tempo do ano. No geral, Ledecky foi a melhor nadadora de 2014, quase imbatível. No mano a mano não perdeu nenhuma. Nos 400 livre, o tempo mais impressionante: 3’58”37, feitos no Pan Pacific, baixando meio segundo de seu próprio recorde mundial feito na seletiva americana também desse ano (que já era histórico, ao superar o tempo de Pelegrini da era dos trajes). Nos 800 livre, incríveis 8’11”00 feitos em um Invitational em Houston (pois é!), dois segundos abaixo de seu próprio recorde mundial. Nos 1500 livre, também no Pan Pacific, Ledecky baixou simplesmente 6 segundos de seu antigo recorde, com 15’28”36.  E para finalizar, seu tempo dos 200 livre, segundo melhor tempo do ano: 1’55”16, que não deixam nada a desejar.

1. 24”43 de Sarah Sjostrom nos 50 borboleta
Tudo bem, não é prova olímpica. E não foi feito em nenhuma competição internacional. Mas já dissemos antes e voltamos a afirmar: esse tempo de Sarah Sjostrom foi o mais forte da história da natação, temporalmente proporcional e absoluta. Tempo que a faria ser campeã olímpica nos 50 livre na grande maioria das edições modernas. Saiba o que significa esse tempo aqui.
Digno de nota também o ano inteiro da sueca: no Europeu, se sagrou bicampeã no 50 borboleta e 100 livre, ficou em segundo 50 livre e 100 borboleta, e foi crucial para o ouro do revezamento 4×100 livre. No Mundial de curta, ganhou quatro ouros, com dois recordes mundiais impressionantes batidos no mesmo dia: 54”61 de 100 borbo (!) e 1’50”78 de 200 livre, superando a marca de 2009 de Pellegrini.

Não concorda com nossas escolhas? Dê sua opinião de que fatos mereciam entrar nessa lista!

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Um comentário em "14 melhores fatos da natação mundial em 2014"

  1. Rafael Oliveira disse:

    Primeiramente parabéns pelo blog, que é singular no cenário da natação brasileira e mundial. Concordo com todas as escolhas. No entanto, meu destaque de 2014 não é um nadador, mas sim uma prova: os 200 m peito (masculino) na longa, pois é incrível em um ano a evolução dessa prova. Considerando o WR de Yamagushi sendo 02:07.01 é surreal termos em 2014 cinco nadadores para 02:07 (Murdoch, Kock, Balandin, Jamieson, Kordes) e sem contar o imbatível Daniel Gyurta (02:08) que com certeza nada para 02:07, além disso, outros cinco para 02:08 (Koseki, Sprenger, Willis, Titenis, Fink). Isso quer dizer que até as Olimpíadas de Londres e o Mundial de Barcelona 02:08 era praticamente certeza de pódio e 02:07 de ouro, hoje o 200m peito atingiu um novo patamar. Agora a pergunta é: O que esperar para o Rio 2016?

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