florent manaudou

Como Manaudou ganhou os 50 livre? (COM VÍDEO)

14 de agosto de 2015

Curiosidades, Mundial Kazan 2015Nenhum comentário em Como Manaudou ganhou os 50 livre? (COM VÍDEO)

Análise de Dr. John Mullen em Swimming Science

Na final dos 50 livre, Florent Manaudou ganhou facilmente com o tempo de 21”19. O segundo colocado, Nathan Adrian, fez 21”52, 15 centésimos mais lento que seu tempo da semifinal de 21”37. Entendendo as diferenças da estratégia dos dois nadadores, já daria para se saber quem se sairia vencedor.


Saída

Manaudou teve uma reação mais veloz por 5 centésimos. Esse tempo de reação não é tão importante, já que nenhuma correlação foi encontrada com o desempenho da saída e o tempo de reação. Ambos entraram na água em aproximadamente 1 segundo (Manaudou um pouquinho depois, com 1.05 segundos). A distância de entrada não pôde ser calculada, pelo ângulo da câmera na final. Mas Nathan Adrian teve uma distância de entrada de 3.77 metros na semifinal, quando fez 21”37. Manaudou dá 6 golfinhadas submersas ao entrar na água, contra 4 golfinhadas do americano. Nathan Adrian também iniciou suas golfinhadas antes (1.86 segundos contra 2.07 segundos do francês). Esse atraso no início da pernada permitiu ao Manaudou manter sua velocidade inicial por mais tempo (que foi de aproximadamente 3,6m/s).

Adrian 3 kicks Manaudou 6 kicks, .2 difference at 15 mManaudou teve um breakout (o momento exato que a cabeça rompe a água para o início do nado) de 4,37 segundos e seus primeiros 15 metros de 5,05 segundos, comparado com 3 segundos e 5,20 segundos de Nathan Adrian, respectivamente. Como podemos ver, Florent Manaudou dominou a saída. Se Nathan Adrian tivesse conseguido repetir sua saída da semifinal, estaria muito mais próximo do francês nos primeiros 15 metros, já que na semi chegou nesse ponto da prova com 5,07 segundos. Mas a razão para a saída da final ter sido mais lenta não é facilmente compreensível, já que seu tempo de reação, número de golfinhadas, tempo de breakout foram praticamente os mesmos.

Além disso, o francês fez duas braçadas a menos nos primeiros 15 metros do que Adrian e teve uma velocidade média maior: 2,97m/s contra 2,88m/s. Comparado com o Recorde Mundial de Cesar Cielo, há ainda muito o que melhorar tanto para Manaudou quanto para Cielo. O brasileiro teve uma velocidade de 3,06m/s e um tempo de 4,90 segundos nos primeiros 15 metros.

15-25 m

O campeão e o vice tiveram tempos idênticos entre os 15 e 25 metros: 4,5 segundos. Nessa distância, Adrian deu 10 braçadas contra 9 braçadas de Manaudou. Nas semis, Nathan Adrian deu também 9 braçadas. Nesse momento, ambos estavam com uma alta frequência (Adrian: 133 braçadas por minuto; Manaudou: 120 braçada por minutos). Entretanto, a distância da braçada do americano (de 1 metro por braçada) era mais curta que a do francês (de 1,11 metros por braçada). Esse número sugere que Adrian deu uma patinada nos primeiros 25 metros, dando uma braçada a mais que em sua semifinal e três braçadas a mais que o francês.

25-35 m

Entre os 25 e 35 metros, tanto Manaudou quanto Adrian deram 9 braçadas. Mas nesse ponto, a eficiência da braçada de Manaudou estava em 2,20 metros/ciclo comparado com 2,09 metros/ciclo, dando uma vantagem ao francês de 0,23 segundos (4,54s contra 4,77s)

35-50 m

Até a parede, Manaudou deu mais 15 braçadas contra 14 braçadas de Adrian. A frequência do francês aumentou em 10 braçadas por minuto, enquanto a de Adrian aumentou apenas 6. Independente disso, ambos tiveram tempos idêntidos nos últimos 15 metros: 7 segundos.

Análise Geral  de John Mullen

Florent lifts headFlorent Manaudou venceu a prova pelo trecho 25-35 metros. Na saída, Adrian deveria atrasar o início de sua ondulação em aproximadamente 0,25 segundos. Esse atraso o permitiria manter sua velocidade inicial por mais tempo, além de reduzir o total de braçadas da prova. Manaudou deveria tentar manter sua frequência de braçada até a chegada e esperar encostar na parede para levantar a cabeça. Essa levantada cria um arrasto frontal intendo e esses maus hábitos podem custar uma vitória em provas mais disputadas.

 

Análise de Dr. John Mullen em Swimming Science

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