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O legado de Dubai

31 de agosto de 2013

Curiosidades, Mundial Júnior Dubai 2013, NotíciasNenhum comentário em O legado de Dubai

Pode-se dizer que foi o Mundial Júnior mais forte das 4 edições do campeonato. Foram um total de 34 provas com recordes de campeonato batidos, em 42 provas disputadas.

O campeonato pode servir de parâmetro para saber quem serão os novos destaques a nível absoluto nos próximos anos. Isso aconteceu com Tyler Clary e Danila Izotov em anos anteriores, por exemplo. Os comparativos feitos pela Swim Brasil mostraram que VÁRIOS dos nadadores já se destacariam em um Mundial Adulto, com seus fortíssimos tempos.

Foi importante ver a Australia destacando-se e vencendo o quadro de medalhas. Após alguns anos como coadjuvante em Campeonatos Mundiais, os australianos deixam a certeza de que a próxima geração está pronta para retomar a posição de briga com os EUA, como melhor país da natação. Outro país que vem com uma geração fortíssima para os próximos anos e, principalmente para as Olimpíadas de 2016, é a Rússia.

Uma pena foi ver países super tradicionais na natação, como a França e a China, ficarem tão atrás na pontuação. A China não deve dar muito valor ao campeonato, pois sabemos bem que possuem atletas jovens de altíssimo nível, como a campeã olímpica Ye Shiwen, mas a França pode ser um fator preocupante para os próximos anos.

O Brasil teve um bom desempenho. Na pontuação, terminou em 8º lugar e conquistou uma medalha de prata, mantendo a “tradição” de conquistar medalhas em todas as edições do campeonato. Foram 15 semifinais, sendo que 14 finais, e uma medalha de prata conquistada. Melhor campanha do Brasil em Campeonatos Mundiais Junior.

Além da já super realidade Ruta Meilutyte, que já conquistou tudo o que podia com apenas 16 anos de idade, existem alguns nomes que precisam ser destacados: Mackenzie Horton da Australia, que venceu 5 provas, todas com novo recorde de campeonato, sendo que 4 delas foram em provas individuais: 200, 400, 800 e 1500 livre; e 1 no revezamento 4×100 livre. Ainda levou uma prata no 4×200 livre com a equipe australiana. Mas o que mais destaca o nadador de apenas 17 anos é que das 4 provas individuais disputadas, Mack seria finalista em Barcelona em 3 provas!

Mackenzie Horton (do meio) torcendo para seus companheiros australianos

Também bom ficar de olho nos velocistas Caeleb Dressel e Luke Percy, dos EUA e Australia, respectivamente. O primeiro venceu os 100 metros com novo recorde, nadando abaixo de 49 segundos, o outro venceu os 50 livre também com novo recorde, muito perto de quebrar a barreira dos 21 segundos.

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