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O doping que ficou ofuscado

20 de julho de 2015

Doping, Toronto 2015Nenhum comentário em O doping que ficou ofuscado

Diante de tanto acontecimento positivo na natação brasileira, não demos a manchete necessária para um assunto tão polêmico. O doping do peruano Mauricio Fiol.

Ainda no terceiro dia de competição foi anunciado o teste positivo para o nadador vice-campeão dos 200 borboleta. O teste foi feito ainda antes do início do Pan e o resultado saiu em poucos dias, testando positivo para Stanozolol.

Mauricio, dois dias antes, havia obtido uma melhora incrível em sua principal prova, perdendo para o bi-campeão Leonardo de Deus na batida de mão. Seu tempo de 1’55”15, baixo em quase dois segundos seu antigo recorde nacional. Que já era 2 segundos mais forte que o antigo recorde há 1 ano.

Ou seja, 4 segundos de melhora em 200 metros em pouco mais de um ano.

Fiol pediu o exame da amostra B e se mostrou surpreso em redes sociais:
“Hoje é um dia muito difícil para mim, acabo de saber que testei positivo no exame antidoping… estou muito confuso já que sempre sou eu que promovo o jogo limpo, o esforço e com muito esforço cheguei às minhas metas… não entendo o que pode ter acontecido… peço desculpas a todo o país, meu clube, minha família e meus treinadores, meus patrocinadores…

Estou sendo assessorado pelas autoridades do COP [Comitê Olímpico Peruano] para ver o que devo fazer agora”

Vamos aguardar o resultado da amostra B, mas apenas para registro, independente de doping, o estilo de Fiol nunca foi muito técnico. Na própria final dos 200 borboleta em Toronto, era discrepante a diferença no estilo do brasileiro e do peruano. Nas imagens subaquáticas, Leonardo de Deus com um nado bem limpo e eficiente, bastante em cima d’água e Fiol nadando basicamente na força.

 

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