Por que fizemos um documentário?

5 de março de 2015

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Eu tinha 16 anos quando cinco mulheres brasileiras fizeram história nas Olimpíadas. O ano era 2004 e o palco não podia ser melhor: o berço olímpico, Atenas. Do sofá da minha casa, acompanhei esse resultado junto com tantos outros: os 6 ouros do Phelps, aquele 200 livre histórico, a despedida do Gustavo Borges, as golfinhadas do Kitajima.

Todas essas histórias importam. A natação e o esporte são muito ricos para se restringir apenas a falar do cara que ganhou 22 medalhas olímpicas (e essa história é fantástica, é claro. Mas não é a única).

Gostamos do esporte por si só –  acho que a competição tem valor nela mesma, sem precisar encontrar sentidos filosóficos ou existenciais. Amo natação porque amo, e não precisaria de nenhum motivo mais para acompanhar. Mas existem outros motivos, e o esporte vale muito também pela inspiração e pelo que ele conta sobre o mundo.

As Olimpíadas, em especial, reúnem muita coisa dos valores da vida, na sua beleza e nas suas histórias tristes. Não tem como não se apaixonar por ela.

A beleza de buscar um sonho apesar de tudo e abrindo mão de tudo: isso é um pouco da vida. Como o ser humano pode falhar e se rebaixar no meio do caminho em busca de um objetivo ou quando está sob pressão: isso é um pouco da vida. O julgamento alheio, os erros de juízes, até onde a paixão pode te levar, o quanto elogios e fanatismos podem ser volúveis, a superação, o cair sete vezes e levantar oito: isso tudo é um pouco da vida. E por 15 dias a cada quatro anos, as Olimpíadas estão ai, jogando tudo isso na nossa cara.

Foi para contar algumas dessas muitas histórias que fizemos um documentário.

Que venham as próximas.

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