14 melhores fatos da natação brasileira em 2014

31 de dezembro de 2014

Maratonas Aquáticas, Mundial Doha 2014, Pan Pacific 2014, Troféu Maria Lenk 2014Nenhum comentário em 14 melhores fatos da natação brasileira em 2014

O ano para o Brasil foi tão bom, que os acontecimentos brasileiros merecem um top 14 próprio. Muitos ouros, muitos recordes, incluindo mundiais, melhores marcas e barreiras quebradas. Só saberemos futuramente, mas é capaz que o ano de 2014 tenha sido um divisor de águas para a natação brasileira, principalmente da feminina.

Confira abaixo os 14 principais fatos do ano, na visão da Swim Brasil:

14. 50 livre masculino no Maria Lenk
Os resultados de Cielo e Fratus nos 50 livre em abril foram um aviso de que o objetivo nas Olimpíadas é uma dobradinha. A missão não vai ser fácil com algozes como Florent Manaudou, que acabou o ano como melhor tempo do mundo, mas os 21”39 de Cielo e os 21”45 (sucedidos por 21”44, 21”43 e 21”41) segundo e terceiro tempos do ano fazem as medalhas no Rio ficarem cada vez mais próximas.

13. 200 livre feminino do Open
No Brasileiro Junior e Sênior já levantou-se uma excelente expectativa em cima do 4×200 livre feminino. Esse recorde sul-americano, que em 2014 fez 10 anos, já tem seus dias contados. No Open então, essa afirmação ficou ainda mais certa, após duas nadadoras (Larissa Martins e Manuella Lyrio) nadarem abaixo dos 2 minutos. Jessica Cavalheiro quase juntou-se as duas, com 2’00”1. Ainda temos Giovanna Diamante na casa dos 2’00”, Carolina Bilich para 2’01”… quem sabe um quarteto que possa nadar para baixo de 8’00” e novamente buscar uma final olímpica.

12. Medalhas Junior nas Olimpíadas de Piscina e Mundial de Maratonas
O ano de 2014 foi uma prova de que há frutos a serem colhidos seja dos últimos resultados da seleção, seja de um trabalho de anos. A natação foi destaque no Mundial absoluto, foi destaque nas Maratonas Aquáticas, mas também não saiu de mãos vazias dos campeonatos de base. Nas Olimpíadas da Juventude, saímos com 3 medalhas, duas de Matheus Santana, campeão nos 100 e vice nos 50 livre e prata no 4×100 livre misto, com o próprio Santana, Natalia Luccas, Giovanna Diamante e Luiz Altamir. Já no Mundial Junior de Maratonas Aquáticas, Viviane Jungblut, Marcus Silva e Yagoh Watanabe levaram o bronze nos 3km por equipes.

11. A volta de Joanna
Assim como sua aposentadoria repentina no início do ano, Joanna resolveu voltar a fazer o que ama sem mais nem menos, e muito bem. A pernambucana não só voltou a competir, como voltou fazendo quase os melhores tempos da vida, fazendo índice para o Mundial de Kazan nos 200 e 400 medley, com tempaços. A natação feminina brasileira ainda estava de luto, mas Joanna voltou para nossa alegria e a tendência é ter cada vez melhores resultados e superar tempos que duram até uma década.

10. O ano de Larissa Martins
Larissa veio em uma excelente crescente durante o ano que culminou no Open. No começo do ano foi campeã sul-americana e do Maria Lenk. Em junho, no Brasileiro Sênior de Inverno, baixou os 55 segundos pela primeira vez e primeira brasileira a quebrar a barreira sem trajes. Também chegou muito próxima de quebrar a barreira dos 2 minutos nos 200. Depois disso, voltou-se a mini-temporada de curta, onde teve um Finkel espetacular, classificando-se para as provas dos 50 e 100 livre, pela primeira vez com índice individual, batendo o recorde sul-americano da última, tornando-se a primeira brasileira a nadar abaixo de 53 segundos. Em Doha, tornou-se juntamente com Etiene a primeira mulher a conquistar uma medalha em Mundiais, com o ouro do 4×50 medley misto. Ainda levou mais uma medalha no 4×50 livre misto, com o bronze. A cereja do bolo veio no Open,novamente em longa, onde bateu o recorde sul-americano dos 100 livre e quebrou a barreira dos 2 minutos nos 200 livre.

9. O primeiro sub-25 sem trajes
Gracielle Hermann em abril quebrou pela primeira vez a barreira dos 25 segundos nos 50 livre, igualando o recorde sul-americano de Arlene Semeco com 24”76. E é só quebrar um tabu, que fazer 24 pareceu fácil. Repetiu mais algumas vezes durante o ano e ainda abriu a porta da casa dos 24 para Etiene Medeiros, que baixou pela primeira vez no Pan Pacific e acabou o ano como recordista sul-americana e 17º melhor tempo do ano. Gracielle com seu tempo do Maria Lenk é 18º. Antes disso, apenas Flavia Delaroli e Daynara de Paula haviam nadado abaixo dos 25 segundos no Brasil. E ambas de traje.

8. Matheus Santana recordista mundial  e campeão olímpico Junior
O menino é bom. 2014 foi um ano que Matheus saiu do status de promessa e tornou-se realidade. No Maria Lenk em abril, mostrou isso ao chegar em segundo nos 100 livre atrás apenas de Cielo, com impressionantes 48”5, batendo o recorde mundial Junior. Isso o classificou para o Pan Pacific, não só no revezamento, como na prova individual. Mas tão impressionante quanto o tempo, foi a desistência de Matheus da seleção absoluta, para focar nas Olimpíadas da Juventude. Decisão acertada. Saiu de Nanjing campeão olímpico e baixando ainda mais sua marca com 48”25, tempo que é sexto no ranking absoluto do ano. Isso apenas com 19 anos. Matheus ainda levou mais duas medalhas em Nanjing: a prata nos 50 livre e a prata no revezamento 4×100 livre misto.

7. Brasil, a melhor seleção do Mundial de Doha
Quem te viu, quem te vê. O mais impressionante desse feito histórico foi o fato de ninguém ter tido qualquer pretensão de se tornar a melhor seleção da competição. Os resultados brasileiros, em conjunto, foram espetaculares e surpreendentes. Esperávamos medalhas sim. Esperávamos finais sim. Mas o modo como tudo aconteceu foi de certa forma mágico. O Brasil saiu de Doha como o país com mais medalhas de ouro, liderando o quadro de medalhas. Clique aqui e veja os números alcançados por todo o time.

quadro de medalhas

6. Fratus campeão no Pan Pacific
Bruno Fratus já tinha levado o bronze no 4×100 livre, em uma emocionante prova, onde o Brasil perdeu o ouro na batida de mão. Em sua prova principal, os 50 livre, a expectativa era grande e Fratus correspondeu, levando o único ouro brasileiro de Gold Coast, com novo recorde de campeonato, em cima dos americanos Nathan Adrian e Anthony Ervin. Bruno ainda melhorou sua marca no Open com 21”41, terminando o ano como terceiro melhor tempo do mundo, atrás de Cielo e Manaudou. Já garantiu índice para Kazan tanto nos 50, como nos 100 livre, fazendo sua melhor marca pessoal em ambas. Aliás, Fratus foi o mais consistente do ano nos 50 livre, nadando quatro vezes para 21”4!! (Maria Lenk, Pan Pacific, Brasileiro Sênior e Open).

5. Cesar Cielo mais uma vez campeão do mundo
Cielo começou o ano já estabelecendo o melhor tempo de 50 livre, diante de todas as seletivas nacionais. No mesmo Maria Lenk, fez as pazes com os 100 livre nadando para respeitosos 48”13, que terminou o ano como sexto melhor tempo do mundo. Optou por não nadar o Pan Pacific para focar os treinamentos para piscina curta. Deu certo, acabou o ano como campeão mundial dos 100 livre, prova em que ficou com o segundo melhor tempo do ranking. Terminou com a prata nos 50 livre, nessa com o terceiro melhor tempo do ranking, e ainda ajudou o Brasil a levar os revezamentos 4×50 medley masculino, recordista mundial, 4×100 medley masculino e bronze no 4×50 livre misto, saindo de Doha com 5 medalhas, sendo dois ouros. Seu 50 livre de longa do Maria Lenk acabou o ano como segundo melhor tempo do ranking.

4. Allan do Carmo melhor do mundo
Pela primeira vez, Allan do Carmo tornou-se o campeão do Circuito da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas, organizado pela FINA. Teve um ano extremamente consistente, chegando sempre entre os primeiros e vencendo duas das oito etapas de 10km disputadas pelo mundo. Levou o título do circuito brasileiro e acabou 2014 ainda eleito como melhor nadador de Maratonas Aquáticas pela própria FINA. E por fim, foi o Rei do Mar de 2014, pelo evento Rei&Rainha do Mar.

3. O retorno de França
Após as Olimpíadas de 2012, Felipe França deu uma afastada de férias das piscinas e passou o ano de 2013 sem bons resultados. Esse ano, com casa nova e novamente sob os comandos de Sérgio Marques, França voltou a baixar o minuto nos 100 peito na longa, terminando o ano entre os 10 melhores tempos do mundo. No Pan Pacific, levou a prata nos 100. No Mundial de Curta em Doha, foi simplesmente o nadador com mais ouros de toda competição, levando 5 provas. Sendo uma com recorde mundial, no revezamento 4×50 medley masculino e duas individuais, nas provas dos 50 e 100 peito, superando nomes como Adam Peaty e Cameron Van Der Burgh.

2. Ana Marcela mais uma vez a melhor do mundo
O ano de Ana Marcela foi sensacional. Venceu praticamente tudo o que podia. Levou o Circuito de Copa do Mundo da FINA pela terceira vez, após vencer cinco das oito etapas disputadas. Garantiu o título com três etapas de antecedência. Além disso, esse ano ainda venceu a Travessia de 36km Capri-Nápoli com novo recorde, foi Rainha do Mar no Rei&Rainha do Mar. Também levou o título do circuito brasileiro de maratonas. Foi eleita a melhor atleta de Maratonas Aquáticas de 2014 pela FINA. E, por mais que tenha tido resultados ao longo do ano praticamente idênticos a Allan do Carmo, sobressaiu-se ao ser uma das três candidatas a melhor atleta brasileira pelo COB, no Prêmio Brasil Olímpico.

1. O Recorde Mundial de Etiene Medeiros
Uma mulher brasileira ganhando medalha em um Mundial já seria algo inédito, ouro então nem se fala. Mas ganhar com recorde mundial foi demais. Etiene Medeiros é a nadadora de 50 costas mais rápida da história, isso só já merecia o primeiro lugar do ranking. E olha que o ano dela inteiro também fez por merecer. No Pan Pacific, foi finalista nadando borbo, crawl e costas. Baixou os 59 segundos no 100 borbo e os 25 segundos nos 50 livre. No Finkel, fez história superando o recorde sul-americano em tudo que nadava, bateu um dos recordes mais antigos, o 50 livre de Flavia Delaroli de 2005. Saiu da competição como melhor atleta no feminino. Em Dubai, o auge. Dois ouros, com um recorde mundial, tornando-se a primeira nadadora brasileira a conquistar uma medalha em mundial, junto com Larissa Martins e a primeira a levar uma individual. Ainda levou um bronze em outro revezamento. E para fechar o ano com chave de ouro, quase literalmente, ainda bateu mais dois recordes sul-americanos em piscina longa, nos 50 livre e nos 50 costas, nesse último, melhor tempo do ano no mundo e muito próxima ao recorde mundial.

Se discorda com alguma de nossas escolhas, dê sua opinião de que importante fato no Brasil poderia fazer parte desse ranking!

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