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O feito de Samantha Arevalo

16 de julho de 2017

Mundial Budapeste 2017Nenhum comentário em O feito de Samantha Arevalo

A disputa pela prata e bronze na prova de 10km no Mundial de Budapeste parecia estar restrita a três nadadoras: a brasileira Ana Marcela Cunha e as italianas Rachele Bruni e Arianna Bridi. Mas eis que surgiu Samantha Arevalo, por fora, que com um final de prova arrasador ultrapassou as três sem deixar muita chance de reação.

Samantha conquistou a prata, a primeira medalha da história do Equador em Mundiais, e saiu da prova muito emocionada. “Estava trabalhando muito mas me surpreendi com o segundo lugar. Deus me ajudou a ganhar a prata! Foi a segunda vez que nadei um Mundial e a primeira vez na Hungria, gostei muito daqui. Meus irmãos, que são atletas de triathlon, me ajudaram muito a conseguir esses resultado”.

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Aos 22 anos, Samantha já soma duas participações olímpicas: foi 29a colocada na prova de 800 livre nas Olimpíadas de Londres (8’49”29, recorde nacional na ocasião) e 9o na prova de 10km nos Jogos do Rio-2016.

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Ela conseguiu a vaga para o Rio depois de terminar em terceiro na travessia de Setúbal, segunda e última seletiva para a Olimpíada. Um ano antes, havia nadado o Mundial de Kazan, a primeira seletiva, e ficou em um ingrato 12o lugar: embora um bom resultado para uma estreia, a posição a deixou a apenas duas colocações de distância da classificação automática para os Jogos, garantida às 10 primeiras colocadas.

Desde dezembro de 2016, Samantha se mudou para Roma, na Itália, onde está treinando justamente com as italianas que ultrapassou na prova hoje, Bridi e Bruni.

Samantha começou a nadar aos quatro anos em uma piscina na pequena cidade de Macas. “Mas eu também nadava no rio. Meu pai queria que fizéssemos atividade física e que não ficássemos presos em casa o dia todo”, disse ano passado em entrevista à FINA, depois da travessia de Setubal.

“As águas abertas ainda são desconhecidas no Equador. Mas é engraçado que há muitas pessoas praticando águas abertas sem perceber.. em Macas, todos aqueles que gostam de nadar no nosso rio estão praticando águas abertas sem perceber. Eles simplesmente nadam. Acredito que com a minha classificação, isso traga mais visibilidade para a modalidade”, disse na mesma ocasião.

Desde 2012 ela já defendeu o Fluminense em vários campeonatos nacionais, ganhando medalhas no Maria Lenk e Finkel, especialmente nas provas de fundo. Desde 2016 tem focado mais na provas de maratonas aquáticas, decisão que tem se provado acertada.

Uma conquista história para o Equador.

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