Etiene Medeiros. Campeonato Mundial de Desportos Aquaticos. Duna Arena. 27 de Julho de 2017, Budapeste, Hungria. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

O quinto dia de Mundial

27 de julho de 2017

Mundial Budapeste 2017Nenhum comentário em O quinto dia de Mundial

Depois de vencer o 200 livre ontem, Federica Pellegrini fez um post em seu instagram falando como parece banal, mas não é, fazer a prova certa na hora certa no lugar certo. Esse talvez seja um dos principais diferenciais de um grande nadador. Nadar bem na hora certa, controlar os nervos na grande competição objetivo, aguentar a pressão do balizamento com os principais adversários do lado.

Etiene Medeiros fez isso: nadou bem na hora certa, no lugar certo. Tem algo melhor do que melhorar o tempo e fazer a melhor prova da vida justamente na final de Mundial, nadando na raia 4? Um ouro histórico para o Brasil, que vê pela primeira vez uma mulher chegar ao ouro em um Mundial de piscina longa na natação. Ela já era pioneira: foi a primeira a ganhar um Mundial, quando venceu em piscina curta, depois foi a primeira a subir ao pódio de Mundial de piscina longa, ao conquistar a prata no Mundial de Kazan.

Etiene Medeiros. Campeonato Mundial de Desportos Aquaticos. Duna Arena. 27 de Julho de 2017, Budapeste, Hungria. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Etiene Medeiros. Campeonato Mundial de Desportos Aquaticos. Duna Arena. 27 de Julho de 2017, Budapeste, Hungria. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Quem também fez certo na hora certa e emocionou muito a mim e a Carol foi a alemã Franziska Hentke. Aos 28 anos, ela conquistou sua primeira medalha de Mundial, ficando em segundo lugar no 200 borboleta. Nos últimos dois anos, ela vinha fazendo ótimos tempos fora da temporada, liderando o ranking mundial. Mas tanto no Mundial de Kazan como nos Jogos Olímpicos do Rio ela nadou acima de seu melhor, ficando em quinto em Kazan e fora da final no Rio. Dessa vez, Hentke fez a prova certa na hora certa. Sua emoção foi visível na comemoração e tivemos a oportunidade de conversar com ela na zona mista e ver a felicidade que ela sentia.

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Também foi muito legal ver Mireia Belmonte vencendo o 200 borboleta, conquistando a única medalha que faltava, o ouro de Mundial de piscina longa. Outro ponto interessante sobre essa prova foi ver a felicidade de Katinka Hosszu em subir ao pódio, mesmo sendo a medalha de bronze. Ela está vivendo um momento muito bonito, e a própria Mireia comentou isso. “Vivi a mesma coisa no Mundial de Barcelona, então eu sei o que ela está sentindo”.

Caeleb Dressel e Chase Kalisz reafirmaram a força do time dos EUA, sempre se renovando. Kalisz comentou na coletiva de imprensa que tem a oportunidade de observar Michael Phelps desde que tem 6 anos – ele treina em Baltimore, onde Phelps treinou desde criança até 2014. Ele mencionou ainda como foi frustrante não conseguir manter a tradição do país de vencer o 400 medley nas Olimpíadas (ele ficou em segundo, atrás de Kosuke Hagino), e como estava surpreso em ganhar seu primeiro título mundial no 200 medley. Dressel postou no instagram um agradecimento a Nathan Adrian, campeão olímpico do 100 livre em 2012. “Espero ser metade do líder que ele é um dia”. Às vezes chega a ser irritante, mas o fato é que os americanos tem um senso de dever e orgulho de representar o país que são admiráveis.

Uma das imagens mais bonitas do dia foi Etiene Medeiros sendo cumprimentada pelas adversárias – especialmente Emily Seebohm, que parecia genuinamente feliz com a vitória da brasileira.

O melhor esporte do mundo.

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