Grant Hackett, 8 anos depois

1 de agosto de 2015

Mundial Kazan 2015Nenhum comentário em Grant Hackett, 8 anos depois

“Último treino antes do início do Mundial amanhã. Me sinto orgulhoso e sortudo de estar ao lado de meu técnico de 22 anos Denis Cotterell e um de meus parceiros de treino, Thomas Fraser Holmes, líder do mundo no 200 livre em 2014”. Grant Hackett está em Kazan e é oficial: aos 35 anos completados em maio, um dos maiores fundistas da história vai voltar a defender a Austrália em uma grande competição.

 

Na última vez que nadou essa competição, Hackett foi prata no 400 livre, 6o colocado no 800 e 7o colocado no 1500 livre. Um ano depois, conquistou a prata olímpica na prova de 1500m livre, sua sétima medalha olímpica. Na foto, ele parabeniza o campeão da prova Tae Hwan Park, que aos 18 anos ganhava sua primeira medalha de Mundial.

Grant+Hackett+Taehwan+Park+XII+FINA+World+QVP8f79-sdJl

As notícias sobre a volta de Grant Hackett à natação profissional começaram no ano passado. É normal que o ceticismo predomine: poderia ser só a história de uma tentativa frustrada, como aconteceu com Ian Thorpe.

No caso de Hackett, a volta à natação aconteceu muito para superar problemas pessoais. Ele esteve no meio de um divórcio complicado, com brigas com sua ex-mulher e muita exposição na Austrália. Começou nadando porque se sentia bem na água. A coisa evoluiu e, guiado por seu técnico da vida, Denis Cotterrel, Hackett começou a dar resultados expressivos no início desse ano.

Estamos falando de um 3’46” no 400 livre aos 34 anos, terminando em terceiro na forte seletiva australiana. Estamos falando de um tempo que seria recorde sulamericano e, em muitos outros países, classificaria Hackett para o Mundial.

No 200 livre, Hackett fez 1’46”84 e conseguiu a quarta vaga para o revezamento 4×200 no Mundial. O tempo é o 13o melhor do mundo esse ano. O nadador mais velho na sua frente no ranking mundial é Paul Biederman, com 28 anos, 7 a menos que Hackett.

Em Kazan, Hackett terá a chance de aumentar seu extenso currículo de medalha. E, mais do que isso, pela postagem no instagram, dá para ver sua alegria em estar de volta nesse ambiente. Fica a mensagem que ele falou no início do ano: “Sem dúvidas sou o cara mais velho da piscina. Depois de alguns anos difíceis e muita pressão por um grande período, tirar prazer de algo que sou realmente apaixonado parece a coisa certa. Como Roger Federer respondeu quando questionado sobre se aposentar, porque não ganha mais os Grand Slam, ‘talvez eu só ame jogar tênis’.”

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