russia kazan swimming pool

Os 16 melhores fatos do Mundial de Kazan

12 de agosto de 2015

Mundial Kazan 2015Nenhum comentário em Os 16 melhores fatos do Mundial de Kazan

Sem delongas, seguem abaixo os 16 melhores acontecimentos desse atípico Mundial de Kazan:

16- Jamaica não é só país do atletismo

Também está longe de ser o país da natação, mas que o esporte tem uma heroína agora, tem: Alia Atkinson. Alia fez história ano passado ao conquistar o primeiro ouro da Jamaica em campeonatos mundiais, na piscina curta de Doha. Esse ano, conquistou suas primeiras medalhas em piscina longa, terminando em terceiro nos 100 peito e segundo nos 50. Em um país sem qualquer tradição na natação, Alia ano que vem pode tornar-se a primeira medalhista olímpica da história do país nesse esporte.

1 alia atkinson kazan 2015 2

15- A dona dos 200 livre

Ela pode não ter levado o ouro da prova, mas se os 200 livre feminino tem uma dona, essa dona é Federica Pellegrini. A italiana sobe ao pódio nesse evento desde 2004, nas Olimpíadas de Atenas, quando tinha apenas 16 anos. São 11 anos, 2 medalhas olímpicas e 6 medalhas de mundial só nos 200 livre. SEIS! Em Montreal, Melbourne, Roma, Shangai, Barcelona e Kazan. Seis pódios consecutivos em campeonatos mundiais em uma mesma prova. Haja consistência.

federica pellegrini kazan 2015

14- De coadjuvante à protagonista

A partir de agora, Bronte Campbell não será mais citada como a irmã de Cate. Em Kazan, conquistou definitivamente seu espaço entre as principais velocistas da atualidade, lugar que já possuia, mas que era ofuscado por sua irmã mais velha. A velocista não só levou seu primeiro ouro em grandes competições, como venceu tanto os 50 livre como os 100 livre, em cima de nomes como Sarah Sjostrom e Ranomi Kromowidjojo, além de Cate.

bronte campbell kazan 2015 2

13- Australia, o novo país do costas

Ao menos nessa edição… Mitchell Larkin e Emily Seebohm foram um dos principais protagonistas da seleção australiana em Kazan. Mais da metade do total de ouros australianos veio em um estilo que nas últimas 2 décadas vinha sendo dominado pelos americanos. Sem exageros. No masculino, os EUA não perdiam a prova dos 200 costas desde 1998, com Lenny Krayzelnurg, Aaron Peirsol e Ryan Lochte. Nos 100 costas, eles possuem os últimos 5 títulos olímpicos. No feminino, uma hegemonia não tão sólida em mundiais, mas com importantes nomes que colaboraram para a evolução do estilo: Margareth Hoelzer, Natalie Coughlin e agora Missy Franklin. Em Olimpíadas, aliás, as americanas possuem hegemonia de mais de uma década.

Mais do que vencer, os australianos tiveram desempenhos extremamente convincentes, com melhores marcas pessoais e recordes do continente. Emily Seebohm fez, tanto nos 100 como nos 200 – as metragens olímpicas – os melhores tempos do ano, com vitórias bem confortáveis. Assim como Mitchell Larkin nas mesmas provas, chegando próximo ao recorde mundial nos 100 costas (depois tendo seu tempo superado por Ryan Murphy no revezamento) e vencendo com um segundo de vantagem os 200 costas, que é o melhor tempo de 2015 disparado.

emily seebohm kazan 2015

12- Ouro após uma década

Laszlo Cseh é o cara mais consistente da atualidade. Nem Federica, nem Lochte, nem ninguém já esteve tanto tempo subindo ao pódio em Mundiais. São nada menos que SETE mundiais seguidos sempre subindo em pelo menos um pódio. E importante: todas suas medalhas são individuais. E o impressionante é que já subiu ao pódio em 6 provas diferentes, conquistando um total de 11 medalhas. Sendo que duas foram de ouro: uma em 2005 e outra agora em 2015!

Laszlo Cseh of Hungary poses with his gold medal after the men's 200m backstroke final at the Aquatics World Championships in Kazan, Russia, August 5, 2015.              REUTERS/Hannibal Hanschke

11- As classificações olímpicas brasileiras

Dos seis revezamentos possíveis, o Brasil já se garantiu em quatro deles: o 4×200 livre feminino, que está de volta a uma Olimpíadas depois de 12 anos; o 4×100 livre feminino; o 4×100 livre masculino, que chegou a ficar em 4º no Mundial e é um de nossos melhores revezamentos para os Jogos; e o 4×100 medley masculino, que se classificou no último dia do Mundial. Dos 4 revezamentos, apenas 1 pegou final e sabemos que há muito trabalho a ser feito, para chegarem em condição de classificar-se para uma final olímpica, e quem sabe disputar uma medalha.

1 revezamentos brasileiros



10- Pódio triplo

Parece bobo, mas foi muito legal ver 5 nadadoras no pódio dos 200 peito. Mais legal que isso foi ver a comemoração da chinesa e principalmente da espanhola ao verem o placar e descobrirem que haviam conquistado uma medalha. E é nessas horas que a teoria da relatividade se evidencia: um mesmo lugar do pódio, com três nadadoras. Uma recordista mundial não muito contente, uma chinesa feliz mas um pouco indiferente e uma espanhola que não cabia dentro de si de tanta alegria.

1 podio 200 peito

9- O nadador mais rápido da história sem trajes

21”19 foi um tempo muito forte. Não digo surpreendente, pois o francês brincou de nadar para 21 esse ano várias vezes, que nem cabem nos dedos da mão. Mas esse tempo é mais de 1 décimo melhor que o segundo melhor tempo sem trajes da história, dele mesmo. Nadar para 21 baixo em grandes competições é quase já uma marca registrada. Ao contrário do que imaginávamos em 2012, Florent Manaudou veio para ficar e para estremecer o recorde mundial de Cesar Cielo. No ritmo que a coisa está, não duvido que caia em breve.

1 florent manaudou 50 livre

8- As medalhas masculinas

A primeira a gente nunca esquece

Tanto Bruno Fratus, como Nicholas dos Santos, conquistaram suas primeiras medalhas individuais em piscina longa. Bruno, que desde 2010 encontra-se entre os melhores velocistas do mundo, após bater várias vezes na trave, subiu ao pódio em sua principal prova. Nicholas, que já era campeão e vice-campeão mundial de piscina curta, repetiu a prata de Doha na mesma prova, mas dessa vez em piscina olímpica.

bruno fratus kazan 2015 50 livre

Thiago deu calor

Não venceu, mas deu trabalho para o americano Lochte conquistar seu tetra. Thiago Pereira, em sua sexta final consecutiva da prova em Mundiais, subiu ao pódio pela segunda vez, conquistando a prata com convincentes 1’56”65.

1 thiago pereira ryan lochte kazan 2015

7- Primeira medalha da natação feminina brasileira

A cada competição que Etiene nada, um tabu é quebrado. Em Kazan, Etiene conquistou a primeira medalha feminina em piscina longa, com a prata nos 50 costas com recorde sul-americano. A prova não é olímpica, mas esses feitos sucessivos geram confiança para um bom desempenho no Rio ano que vem. Já quebrou a barreira do minuto nos 100 costas duas vezes, que era um tabu pessoal, já conquistou o ouro pan-americano, já conquistou o ouro em mundial de curta com recorde mundial e agora, essa medalha.

1 etiene medeiros 50 costas kazan 2015

6- Um WR inesperado

Apesar de ser abertamente e previamente declarada a intenção de Katinka Hosszu de bater o recorde mundial dos 200 medley, eu honestamente não esperava que isso fosse acontecer. Ela até saiu da prova dos 100 costas, que era cotadíssima a medalha, para dedicar-se naquela etapa única e exclusivamente a um dos mais fortes recordes mundiais batidos na era dos trajes. Ariana Kukors, a antiga recordista, aposto que também não acreditava. A própria americana disse que seria um recorde que duraria para sempre. Mas caiu.

katinka hosszu kazan 2015

5- O Tetra

Ryan Lochte entrou para o seleto clube de tetra-campeão consecutivo em Mundiais. Seleto mesmo, só tem dois membros: ele e Gran Hackett. Ser bi já não é algo nada fácil, tri então nem se fala. Agora, vencer uma mesma prova em Campeonatos Mundiais a cada 2 anos, durante quase uma década, é inacreditável. Tanto que, dos três nadadores que poderiam tornar-se tetras em Kazan, apenas o americano conseguiu.

ryan lochte kazan 2015



4- Zebras

Outro dia, eu e a Bia conversamos sobre quem torce para zebras. E chegamos à conclusão de que não torcemos (não nos pergunte o motivo, é mais forte que nós), mas que ficamos felizes quando elas acontecem. Porque é contagiante. As melhores comemorações vêm de atletas que não esperavam vencer. Legal, Lochte foi tetra, mas a única vez que me lembro dele comemorando de verdade, foi quando venceu Phelps nos 200 medley com recorde mundial em 2011. Ultimamente, ele olha pro placar, dá um sorriso e às vezes levanta o braço. Mas queremos mais. Queremos gritos, socos na água, choro, cara de espanto. E essas reações sempre vêm com zebras, como quando a sueca Jennie Johansson levou os 50 peito, uma vitória que nem sua mãe deve ter botado fé. Ou da própria espanhola no empate triplo. Ou do chinês que ganhou os 100 livre.

1 jennie johansson kazan 2015

3- A campanha da sueca

Há os que falem que teria sido melhor Sarah Sjostrom nadar os 200 livre (incluindo nós), mas não há como retrucar a campanha da sueca do Mundial. Dois ouros inviduais, 2 pratas (1 individual e 1 de revezamento) e 1 bronze individual. Além de dois recordes mundiais. Ainda abriu o revezamento 4×200 para o melhor tempo do ano: 1’54”31, que lhe daria o ouro fácil na prova. E lá vem eu de novo: é compreensível Sarah focar em menos provas inviduais, para não sobrecarregar a já exaustiva semana olímpica, mas alguém avisa pra ela que os 50 borbo não é olímpico e que ela pode substitui-lo pelos 200 livre? Por favor.

1 sarah sjostrom kazan 2015

2- O desempenho britânico

Os britânicos fizeram em Kazan o que se esperava deles nas Olimpíadas de Londres. Por forças do acaso (ou não), a boa safra veio após as Olimpíadas em casa e vimos nesse Mundial uma equipe renovada, extremamente jovem e que protagonizou diversas provas. Adam Peaty e James Guy foram os principais nomes da seleção britânica, que ainda teve Siobhan O’Connor, Jazmin Carlin e os revezamentos como destaque. O país ficou com o quarto lugar no quadro de medalhas da natação, mas só teve menos finais do que os EUA. Isso porque as já renomadas Fran Halsall e Hannah Milley não tiveram uma boa competição…

1 grã bretanha 2

1- A dona do fundo

Katie Ledecky é quem manda. Seu domínio não se trata de longevidade, a questão aqui é superioridade mesmo. Uma superioridade que nem Janet Evans, soberana no final dos anos 80 e começo dos anos 90, conseguiu impor. A americana venceu os 800 livre com quase 25 metros de vantagem sobre a segunda colocada. Foram 10 segundos que separaram ela de Lauren Boyle, que bateu o recorde oceânico. Percebe? Não é que as adversárias da americana são fracas, estamos falando da melhor geração de fundistas da história, em que 8’18” ficou fora do pódio. E mesmo assim, Ledecky faz com que algumas das melhores fundistas de todos os tempos pareçam que estão ali apenas para completar as 8 raias.
1 katie ledecky kazan 2015

Posts relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »