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Os CINCO melhores momentos do sétimo dia em Kazan

8 de agosto de 2015

Mundial Kazan 2015Nenhum comentário em Os CINCO melhores momentos do sétimo dia em Kazan

Etapa para desencantar, com tempos absurdos. Foi uma das etapas mais fortes da competição. E o Brasil conseguiu conquistar uma medalha dentre tantos excelentes resultados.

5- Emily Seebohm, de fato, desencantou

Coroando uma excelente competição da australiana, repetiu o feito de seu compatriota Mitchell Larkin e levou também a prova dos 200 metros. Seu tempo, inclusive, foi recorde da Oceania, e de longe o melhor tempo do ano, com 2’05”81. Mais impressionante que seu tempo total, foi a última parcial para 31”14. Um segundo e meio melhor que a segunda melhor nadadora fechando. Aliás, é quase um segundo melhor que a última parcial do recorde mundial feito por Missy Franklin.

Emily+Seebohm+Swimming+16th+FINA+World+Championships+81tAWZRn9GNl

4- Primeira medalha de Fratus

Finalmente saiu. Bruno Fratus desde 2011 encontra-se entre os nadadores mais rápidos do mundo. No Mundial de Shangai, terminou em 5º. Nas Olimpíadas de Londres, ficou em quarto por apenas 2 centésimos. Em Barcelona, não competiu, devido a uma lesão no ombro. Teve uma recuperação incrível da cirurgia, com um ano de 2014 extremamente consistente, nadando duas vezes para 21”4. Em Kazan, não fez seu melhor tempo, como esperava, mas conseguiu um feito inédito em sua carreira, sua primeira medalha em nível mundial. Bronze nos 50 livre com 21”55. Mais um degrau alcançado, para seu maior objetivo: Rio 2016.

Bruno Fratus. Campeonato Mundial de Desportos Aquaticos no Kazan Arena. 08 de agosto de 2015, Kazan, Russia. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Bruno Fratus. Campeonato Mundial de Desportos Aquaticos no Kazan Arena. Foto: Satiro Sodre/SSPress

3- O tempo de Le Clos

O sul-africano passou a ficar um pouco desacreditado após seus resultados ao longo da competição. Não que tenha feito tempos ruins, pelo contrário. Mas não era o mesmo Chad Le Clos de Londres e Barcelona. Nos 100 borbo, a história foi diferente, não só ganhou seu primeiro ouro em Kazan, conquistando o bi-campeonato da prova, como surpreendeu com o incrível tempo de 50”56, segundo melhor tempo da história sem trajes, atrás apenas de Ian Crocker em 2005 com 50”40. Bom mencionar também a prova de modo geral, que teve mais dois nadadores abaixo de 51 segundos: Laszlo Cseh e Joseph Schoolling.

Chad+Le+Clos+Swimming+16th+FINA+World+Championships+5DXnthTKvjHl

2- O melhor tempo da história sem traje de Manaudou

Florent Manaudou dessa vez confirmou o favoritismo, diferente de seu resultado em Barcelona, conquistou seu primeiro título mundial da prova e com o melhor tempo da história sem traje. 21”19 é mais de um décimo melhor que o segundo melhor tempo sem trajes, que pertence a ele mesmo com 21”31. 21”19 nos deixa acreditar que é possível bater o recorde mundial de Cielo nas Olimpíadas. Será?

Florent+Manaudou+Swimming+16th+FINA+World+orG_zFjkY_al

1- O INSANO tempo de Ledecky

Sim, a briga da americana nunca é com uma das adversárias e sim com a linha do recorde mundial, que geralmente é da última vez que ela nadou polida. Só que a cada vez que nada, ela faz parecer rídiculo o tempo da última Ledecky. Hoje, ela venceu por quase QUATRO segundos seu último recorde mundial. Que já era quatro segundos abaixo do antigo recorde mundial, antes de Ledecky bate-lo pela primeira vez. 8’07”39 foi seu tempo hoje. Tempo que lhe daria a quarta colocação no campeonato brasileiro. Na prova masculina. Sim, 8’07”39 é tempo de homem. Inacreditável.

Katie+Ledecky+Swimming+16th+FINA+World+Championships+O-ECh4ggyGil

Menção Honrosa: Sarah Sjostrom é a única nadadora a já fazer abaixo dos 25 na história. Ela possui todos os tempos do top 5 de todos os tempos. Hoje, venceu com 24”98,  baixando ainda mais o recorde de campeonato de sua compatriota Therese Alshammar e mesmo assim meio segundo acima de seu recorde mundial.

Melhor brasileiro do dia: Como já citei o excelente resultado de Bruno Fratus nos 50 livre, destacamos agora sua parcial no revezamento 4×100 livre misto, com 47”8.

Pior do dia: A ausência do time australiano no 4×100 livre misto, que está dando (corretamente) prioridade à provas olímpicas.

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