Recorde mundial e revezamento francês marcaram o primeiro dia de finais

2 de agosto de 2015

Mundial Kazan 2015Nenhum comentário em Recorde mundial e revezamento francês marcaram o primeiro dia de finais

A etapa não podia começar melhor: Sarah Sjostrom bateu o recorde mundial do 100 borboleta já nas semifinais. A marca de 55”74 quebrou o 55”98 feito por Dana Vollmer nas Olimpíadas e com ele a sueca passa a ser a segunda mulher da história a nadar abaixo de 56”. Amanhã, Sarah buscará seu terceiro título mundial da prova.  Jeanette Ottesen passou com o segundo tempo com 57”04 se poupando um pouco no final. Mas vai ser muito díficil tirar o ouro de Sarah.

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Como duvidar de Sun Yang? Seu tempo para levar o 400 livre pode não ter sido tão forte, mas veio o bicampeonato mundial. James Guy passou forte e liderou até os 300 metros, mas é difícil segurar o final de prova de Sun Yang. O chinês fechou para 56”26 e ultrapassou o britânico, vencendo com 3’42”58. Prata para James Guy, com 3’43”75, e bronze para Ryan Cochrane, que assumiu o terceiro lugar a partir dos 100 metros e com 3’44”59 ganhou sua 7a medalha de Mundial, a primeira no 400 livre.

Vale lembrar que, com seu tempo na seletiva australiana, Mack Horton teria sido prata na prova. Ele não foi bem nas eliminatórias e terminou a prova em 11o, ficando fora da final.

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O ritmo da competição não parou com a Siobhan O’Connor e Katinka Hosszu passando para a final dos 200 medley com os melhores tempos e uma certa tranquilidade. A britânica levou a primeira série com uma vantagem de quase um corpo com bons 2’08”45, segundo melhor tempo do ano. A húngara, na segunda série, brincou de fazer o melhor tempo da história sem trajes com 2’06”84, recorde europeu. Difícil será tirar o ouro de Katinka e a prata de Siobhan. Joanna Maranhão esteve na segunda semi-final, teve boas parciais de borboleta e costas, chegando a passar na quarta posição, mas não teve uma boa parcial de peito, que apesar de fechar com a segunda melhor parcial de toda a semifinal (atrás apenas de Katinka), não foi o suficiente para a melhora de tempo e classificação, terminado na 13ª posição com 2’12”64.

 

classificadas 200 medley feminino kazan 2015

Em uma prova onde parecia que teríamos Nicholas Santos classificado com o melhor tempo, após 23”05 na primeira semifinal, fomos surpreendidas por Florent Manaudou já nadando para 22”84 ainda nas semifinais. A briga pelo ouro amanhã será incrível, dado que o brasileiro nem havia raspado para as eliminatórias (ousado!). Cesar Cielo, por outro lado, teve sorte e entrou com o oitavo tempo, após novamente fazer uma péssima chegada, mas baixando o tempo com 23”29, que por si só não é um tempo ruim. Laszlo Cseh, apesar de não ser velocista, deve ser considerado para essa final, passando com o terceiro tempo: 23”06.

Nicholas Santos. Campeonato Mundial de Desportos Aquaticos no Kazan Arena. 02 de agosto de 2015, Kazan, Russia. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Nicholas Santos. Campeonato Mundial de Desportos Aquaticos no Kazan Arena. 02 de agosto de 2015, Kazan, Russia. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Sim, ela cansa. Após passar alucinadamente para 1’57”13 nos 400 livre e sabendo que podemos esperar tudo de Katie Ledecky, a expectativa era um 3’57” ou até quem sabe um 3’56”. Mas a prova de que a americana é humana foi o cansaço visível a partir da segunda metade da prova, com um ritmo de pernadas mais fraco. Mesmo assim, o que é considerado travada para Ledecky, para o mundo é o terceiro melhor tempo da história: 3’59”13, novo recorde de campeonato. Lá atrás, na briga pela prata a holandesa Sharon van Rouwendaal mostrou a ótima fase que se encontra, repetindo a prata nas provas dos 10km e dos 5km por equipe da semana passada, seu tempo foi de 4’03”02. O bronze ficou com a jovem australiana Jessica Ashwood, batendo o recorde oceânico com 4’03”34.

Sim, doeu.

 

Em outra prova onde tínhamos reais condições de ter dois finalistas, nenhum dos Felipes conseguiu a classificação nos 100 peito. O nível da prova, aliás, foi bem forte, com três nadadores na casa dos 58 segundos, sendo dois abaixo do antigo recorde de campeonato. 11 nadadores abaixo do minuto, um deles Felipe França que teve uma ótima saída e parcial de 50, mas ao contrário do Pan, cansou no final e terminou em 11º com 59”89. Felipe Lima também passou bem, mas com um desgaste maior que o necessário e acabou na 13ª posição com 1’00”19. O recordista mundial Adam Peaty vai para a final com o melhor tempo 58”18 e promete uma bela prova ao lado do antigo recordista, o sul-africano Cameron van der Burgh, que fez sua melhor marca pessoal: 58”49.

semifinal 100 peito masculino

 

No revezamento 4×100 livre feminino, o elenco australiano garantiu o favoritismo e ganhou com 3’31”48 – recorde de campeonato, mas pior que o recorde mundial feito no Commonwealth Games. Bronte Campbell foi o grande destaque do quarteto campeão com parcial de 51”77, enquanto sua irmã Cate fechou para 52”22. Na Holanda, bons parciais de Ranomi Kromowidjojo, abrindo para 53”30, e Femke Heemskerk fechando para 51”99, garantindo a prata para a equipe com 3’33”67. Os EUA terminaram em terceiro e não tiveram nenhuma nadadora para 52”de parcial.

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No revezamento 4×100 livre masculino, os franceses ampliaram a hegemonia que já dura desde as Olimpíadas de Londres e frustraram a expectativa russa de vencer dentro de casa, apesar de terminarem com a melhor parcial da final de Vladimir Morozov com 46”95. Atenção também para a parcial de Fabien Gilot ao lado de Morozov, mantendo a liderança francesa com 47”08. Os brasileiros estiveram na briga por medalha durante toda a prova, mas o eterno Filippo Magnini mostrou porque é bi-campeão mundial da prova, dando o bronze aos italianos.

 

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