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Desclassificação e emoção no rev feminino no Mundial

7 de dezembro de 2016

Mundial Windsor 2016Nenhum comentário em Desclassificação e emoção no rev feminino no Mundial

Um revezamento, muitas histórias. No Mundial, temos mais um prato cheio de emoção e superação das personagens, e ontem foi um desses dias.

Havia grande expectativa da torcida canadense com a performance de sua seleção na penúltima prova da noite, o 4×100 livre feminino. Terceiras colocadas na prova na última Olimpíada, as anfitriãs nadaram a final na raia 4, com a estrela Penny Oleksiak fechando. Aos 16 anos, ela já é a maior nadadora da história do Canadá, depois de ter ganhado quatro medalhas no Rio, incluindo 0 ouro no 100 livre.

Ao lado das canadenses, as italianas na raia 5, com Federica Pellegrini fechando, e as holandesas na raia 3, com Ranomi Kromowidjojo. Uma das maiores forças do 4×100 livre por muitos anos, a Holanda nadou com Ranomi e uma seleção renovada, com média de idade (21,5 anos) ainda menor do que a seleção do Canadá. Além delas, Austrália, Japão, China, França e os EUA, pela raia 1, completavam a prova.

No papel, a seleção americana não era a mais forte. Mas é incrível a força dos EUA em revezamentos de competições internacionais. A chave da vitória aqui foi Kelsi Worrell, segunda nadadora a cair na água. Com 51”04, seu parcial foi o melhor entre todas as nadadoras. Atleta de Louisville, ela é amiga do brasileiro João de Lucca e fez sua estreia olímpica no Rio de Janeiro, parando na semifinal do 100 borboleta.

Mais duas nadadoras fizeram parciais na casa de 51”: a holandesa Ranomi Kromowidjojo (51”36) e a americana Mallory Comerford, fechando para 51”99. Ranomi foi campeã olímpica do 50 e 100 livre em Londres-2012 e tem 11 ouros em Mundiais de curta e longa. No Rio, ficou fora do pódio de suas principais provas, mas vibrou com o ouro de seu namorado na prova de 10km nas maratonas aquáticas. Um casal e três ouros olímpicos: para poucos.

Ontem, Ranomi não escondia a alegria ao receber a medalha ao lado de suas 3 companheiras.

Alegria de uma, tristeza de outras: a terceira posição da Holanda veio após um tempo de espera, com a bizarra desclassificação canadense. Depois de Penny fechar em segundo lugar, as quatro pouco comemoraram – estava claro que o Canadá queria o ouro. No final, nem ouro nem prata: as quatro não nadaram o revezamento na ordem inscrita, e por isso foram desclassificadas. John Atkinson, diretor da Confederação Canadense, disse que a culpa não foi das atletas e que elas foram instruídas erradamente.

A demora em divulgar o resultado oficial deixou as 32 nadadoras à espera ainda na área da piscina. Todas sabiam que alguma equipe seria desclassificada. Quando foi anunciado o nome da equipe da casa, italianas e holandesas gritaram e se abraçaram: as italianas subiram para o segundo lugar, e a Holanda saiu de quarta para terceira colocada. Além de Federica Pellegrini, que já havia conquistado o ouro no 200 livre no mesmo dia, comemoração maior ainda para as demais três nadadoras, Erika Ferraioli, Silvia Di Pietro e Aglaia Pezzato, que tem no revezamento uma das únicas chances de subir ao pódio em uma competição como o Mundial. 

ARGENTO MONDIALE!!! #4x100free #finawindsor2016 #teamitaly

A photo posted by Silvia Di Pietro (@silviadipi) on

Good morning world!!#windsor2016 #fina2016 #worldchampionship #shortcourse #4x100free #silvermedal #wediditagain

Entre tantas jovens, duas nadadoras nascidas na década de 1980 chamaram atenção no pódio dos EUA. Amanda Weir, de 30 anos, abriu o revezamento dos EUA em terceiro lugar para 52”95. Weir esteve no Rio para nadar exclusivamente o 4×100 livre, e embora tenha feito um dos melhores parciais nas eliminatórias, foi tirada da equipe na final para dar lugar a Dana Vollmer. Na época, a amiga e multimedalhista Natalie Coughlin chegou a dar declarações contestando a decisão dos técnicos. Frustração que não impediu que Weir voltasse a treinar quatro dias depois de voltar para casa após o Rio, como afirmou em vídeo na semana passada.

Por fim, reparem na terceira nadadora da foto, Madison Kennedy. Em julho, ela protagonizou um daqueles momentos que só uma seletiva olímpica proporciona, para o bem e para o mal: ficou a 15 centésimos da vaga olímpica do 50 livre, mesmo roteiro de quatro anos antes, quando ficou a duas posições da vaga para Londres. O que também não a impediu de dizer após a prova, aos 28 anos, que enquanto seus braços e pernas funcionassem, ela continuaria nadando. Enquanto os colegas foram e voltaram do Rio, Madison continuou treinando.

Resiliência…

WINDSOR, CANADA - DECEMBER 06: Team United States celebrates with their gold medals after their victory the woman 4x100 Freestyle final on day one of the 13th FINA World Swimming Championships (25m) at the WFCU Centre on December 6, 2016 in Windsor Ontario, Canada. (Photo by Gregory Shamus/Getty Images)

WINDSOR, CANADA – DECEMBER 06: Team United States celebrates with their gold medals after their victory the woman 4×100 Freestyle final on day one of the 13th FINA World Swimming Championships (25m) at the WFCU Centre on December 6, 2016 in Windsor Ontario, Canada. (Photo by Gregory Shamus/Getty Images)

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