BCN2013 – Resumo das finais – Dia 6

2 de agosto de 2013

Mundial Barcelona 2013, Notícias, ResultadosNenhum comentário em BCN2013 – Resumo das finais – Dia 6

Dia com muitas surpresas. Não em relação aos campeões, mas aos tempos feitos tanto nas finais como nas semis. Tivemos 2 quase-recordes mundiais. Um brasileiro passando para a final. Ryan Lochte em seu melhor dia e Missy Franklin incansável.

Final dos 100 livre feminino

Barcelona está sendo um mundial histórico em diversas estatísticas. Assim como no masculino, nunca um homem havia passado os 100 abaixo de 22 segundos, nunca uma mulher havia passado abaixo de 25. Pois Cate Campbell passou e fácil com 24”85! Isso não é nem recorde brasileiro e ela passa no pé. Ao contrário de Morozov, Cate manteve a liderança e por mais que não tenha batido o recorde mundial, nadou para sua melhor marca: 52”34 (abrindo o revezamento ela fez 52”33). Sarah Sjostrom, que está em ótima competição, ficou com a prata também abaixo dos 53: 52”89 e com a melhor volta da final: 27”33. A campeã olímpica Ranomi Kromowidjojo ficou com o bronze, bem atrás com 53”42. Missy Franklin perdeu o pódio por 5 centésimos e perde a chance de conquistar 7 medalhas nesse mundial.

Final dos 200 costas masculino

Ryan Lochte fez história hoje ao tornar-se tri-campeão mundial dessa prova em longa (2007, 2011 e 2013). Ainda por cima, hoje foi a quinta vez consecutiva que ele fez parte do pódio da prova, desde 2005 em Montreal ele leva uma medalha nos 200 costas, hoje com 1’53”79. E não menos importante, recuperou o domínio do que já foi sua principal prova, após perder nas Olimpíadas para Tyler Clary e no Mundial de Curta em Istambul para Radoslaw Kawecki. Aliás, os dois que completaram o pódio hoje. O polonês ficou com a prata, batendo o recorde europeu com 1’54”24 e usou e abusou das ondulações, indo até os 15m em TODAS as 4 impulsões, achei inclusive a ondulação de Kawecki mais eficiente que a do Lochte. Clary, campeão olímpico, ficou com o bronze com 1’54”64 e não ficou triste não, depois de alegar que não teve o melhor dos anos de treinamento.

Semifinais dos 200 costas feminino

Daí, menos de 20 minutos depois de uma prova que dói muito, outra prova que dói mais ainda. Isso para uma pessoa normal, porque Missy Franklin não sente dor, Missy Franklin não cansa, Missy Franklin nada tudo sem descanso e com sorriso. Missy Franklin é um robô? Não sei, mas que ela fez 2’06”46, 18 minutos depois de um 53”4, parecerem ridículos, isso fez. E amanhã declaro impossível ela perder essa prova. E Pellegrini hein? Cria toda uma expectativa e fica de fora da final… soltou? morreu? Também não sei. Ficou em 9º com 2’09”97 e meu palpite é que segurou. Quem sabe Elizabeth Pelton possa dar um susto na compatriota, hoje ela nadou para 2’08”20, mas já fez muito melhor que isso esse ano… Daryna Zevina se destaca mais em curta, mas quem sabe também…

Tempo para entrar na final: 2’09”84

Semifinais dos 50 livre masculino

O que falar dessa prova? 13 nadadores na casa dos 21 segundos. 7 centésimos separam o 3º do 7º tempo. 8 finalistas sendo os OITO medalhistas olímpicos. Sendo que 4 já foram campeões olímpicos. Sendo que 3 deles já foram campeões olímpicos NOS 50 livre. Quer mais? Porque tem mais: São 16 medalhas olímpicas participando dessa brincadeira de amanhã. 3 já foram campeões mundiais  de longa nos 50 livre. Cesar Cielo está entre eles e amanhã pode defender pela segunda vez o título, tornando-se tri-campeão mundial da prova. Seu tempo hoje foi o terceiro com 21”60 empatado com Nathan Adrian. Florent Manaudou fez o primeiro tempo 21”37 e me pareceu o mais inteiro. Anthony Ervin, está que nem vinho, quanto mais velho melhor. Com 32 anos, fez o melhor tempo da vida, 21”42. Bousquet, Morozov, Schoeman (que igualou sua melhor marca e recorde africano) e Bovell são os outros nomes. Marcelo Chierighini nadou bem, fez sua melhor marca pessoal com 21”84 mas ficou em 10º (para ter uma noção de como foi forte).

Tempo para entrar na final: 21”74

Final dos 200 peito feminino

A nova recordista mundial, Rikke Pedersen, dominou a prova desde o início. Passando já nos 50 acima do recorde mundial, pensamos: não vai melhorar seu recorde mas o ouro é seu. Pô, a dinamarquesa passou quase 1 segundo na frente da russa Yulia Efimova, único perigo real. Mas Pedersen deu uma cansada, afinal não dá pra bater recorde todo dia, em compensação, Efimova só cresceu durante a prova e com um final espetacular chegou na frente, melhorando ainda mais sua marca de ontem, chegando muito próximo do recorde mundial e se tornando a segunda melhor nadadora da história nessa prova com 2’19”41. Pedersen teve que se contentar com a medalha especial de Recorde Mundial e a prata, não que isso seja ruim, pois seu tempo foi o segundo melhor de sua vida: 2’20”08. O bronze foi a americana Micah Lawrence, também fazendo o melhor da vida com 2’22”37.

Semifinais dos 100 borboleta masculino

Quem também é incansável é Ryan Lochte. Lá na raia 1, fora das atenções, depois de um 200 costas, teve um final de prova incrível, terminando classificado com o melhor tempo: 51”48. Chad Le Clos, que venceu a primeira semi, está com o segundo melhor tempo: 51”52. Aliás, foram 11 nadadores para 51 segundos. Thiago Pereira infelizmente não foi um deles, terminando em 15º e piorando um pouco da manhã com 52”43. Na final também estará o vice-campeão olímpico Evgeny Korotyshkin e Laszlo Cseh.

Tempo para pegar final: 51”78

Semifinais dos 50 borboleta feminino

Jeanette Ottensen e Ranomi Kromowidjojo nadaram a primeira semifinal juntas e foram as melhores classificadas para a final. Ottensen saiu dos 100 livre, prova em que era a atual campeã mundial, para dedicar-se ao 50 borbo, assim como sua compatriota Lotte Friis fez nos 400 para os 1500, ou seja, a dinamarquesa não veio para brincar nessa prova e está com o melhor tempo: 25”50. Kromowidjojo tem a melhor saída disparada, mas talvez mais descansada amanhã (teve os 100 livre antes hoje) consiga ser tão eficiente no nado quanto. A francesa Melanie Henique quase ficou de fora das semis, tendo que desempatar e surpreendeu com o 4º tempo para as finais. Ainda teve um recorde africano na prova com a egípcia Farida Osman para 26”12, também se classificando.

Tempo para entrar na final: 26”12

Final dos 200 peito masculino

Divisão de prova do húngaro: 1’02”54/1’04”79! DOIS segundos de queda no nado peito! Daniel Gyurta passou os 100 em sétimo! Quer mais domínio da prova do que isso? Domínio mesmo é passar atrás sabendo que vai chegar na frente! Mas também, ele não se tornou tri-campeão mundial à toa né? Aliás, fazem 9 anos que ele ganhou sua primeira medalha olímpica nessa prova, quando tinha apenas 15 anos! Hoje fez sua melhor marca pessoal, com novo recorde europeu e de campeonato e segundo melhor tempo da história da prova: 2’07”23! Até agora não entendi daonde veio isso. Yamaguchi que foi a decepção, o japonês deu o que falar quando bateu o recorde mundial do húngaro, 2 semanas após as Olimpíadas e hoje terminou em 7º, 2 segundos e meio acima do seu recorde que ainda permanece. O alemão Marco Koch ficou com a prata com 2’08”54 e o finlandês Matti Mattsson com o bronze: 2’08”95.

Final dos 4×200 livre masculino

Dentro de tantos competidores (32), para um nadador roubar a cena sem nem mesmo levar o ouro, tem que ser o cara. Sun Yang é o cara. Ele praticamente deu de presente uma medalha para seus companheiros. Eu acho o máximo quando a atenção está voltada para determinadas raias e, DO NADA, surge um foguete inesperado de onde ninguém está nem aí. Foi o que aconteceu hoje no final da prova, quando com os EUA já garantidos com ouro, Rússia (com uma certa vantagem), França e Japão disputavam as outras medalhas. Afinal, foi assim durante toda a prova. Eu que vi da TV, não vi sequer mais nenhum país aparecendo na tela. Mas daí Sun Yang com uma parcial de 1’43”16 passa a França e o Japão para conquistar o bronze para a China. Tudo bem, que esse tempo não chega nem perto do recorde mundial de Paul Biedermann, mas faz muito tempo que não vejo um tempo tão forte nos 200, mesmo lançado. Ryan Lochte, que era para ser o herói americano (e foi), nadou uma parcial de 1’44”98, a segunda melhor da final. Porque o chinês não nadou os 200 livre mesmo? Estados Unidos campeão com 7’01”72, Rússia vice com 7’03”92 e China bronze com 7’04”74. E só para avisar os comentaristas da Record, Sun Yang comemorou sem olhar pra trás, não porque ele é vidente ou um monge sensitivo, mas porque a baliza acende três luzes vermelhas quando a raia conquista a terceira colocação!

Melhor parcial abrindo: 1’45”14 – Danila Izotov (RUS)
Melhor parcial lançado: 1’43”16 – Sun Yang (CHN)
 

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