BCN2013 – Resumo das finais – Dia 8

4 de agosto de 2013

Mundial Barcelona 2013, Notícias, ResultadosNenhum comentário em BCN2013 – Resumo das finais – Dia 8

Acabou. Último dia de finais em Barcelona aconteceu hoje e não poderia acabar melhor, com mais uma medalha brasileira. Hoje não teve recordes mundiais, mas não deixou de ter emoção. Hoje foi dia de alguns favoritos não se darem tão bem, mas mais por mérito dos campeões.

Final dos 50 costas masculino

Daniel Orzechoswki teve uma ótima saída e chegou a liderar os primeiros metros de prova, mas talvez tenha patinado um pouco. A prova foi muito forte e o final de prova dos franceses e de Matt Greevers, principalmente. O brasileiro terminou em 6º com 24”87. O americano saiu mal, mas acabou se recuperando, terminando com a prata empatado com Jeremy Stravius com 24”54. Camille Lacourt foi o mais rápido da final, vencendo com 24”42.

Final dos 50 peito feminino

Yulia Efimova sabe nadar rápido na hora certa. Foi assim nos 200 e foi assim nos 50 agora. Nas duas provas, suas adversárias bateram recordes mundiais nas semifinais. Isso pode destabilizar qualquer nadador, mas a russa não se intimidou e foi agressiva nas duas provas, levando o ouro em ambas. Nos 50, chegou a frente da lituana Ruta Meilutyte que havia dominando as provas de peito em que nadava desde Londres, pois ninguém e invencível e Efimova sabe mais do que ninguém. Ouro para a Rússia com 29”52, prata para a Lituânia com 29”59 (Ruta continua com o recorde das semis) e bronze para Jessica Hardy, que antes de Barcelona era a recordista mundial e hoje igualou esse antigo recorde, que havia sido feito com trajes tecnológicos: 29”80. Nunca houve um pódio de 50 peito com 3 nadadoras na casa dos 29 segundos. E hoje foram 4! Porque Breeja Larson ainda nadou para 29”95!

Final dos 400 medley masculino

Prova impressionante, mas devo dizer que o mais impressionante foi o final de prova de Hagino. Mas hoje, negativamente. O japonês vinha surpreendendo com seus finais de prova e ultrapassagens de última hora, mas hoje foi ultrapassado por 3 nos últimos 100 metros!! A semana intensa de Hagino pesou, afinal foram 7 finais disputadas de provas duras, com 2 medalhas de prata. Hoje, teve a pior parcial de crawl da final e acabou em 5º. Um dos que ultrapassaram o japonês foi Thiago Pereira, que relutou pra nadar essa prova, mas viu que valeu a pena, levando o bronze com 4’09”48! O melhor foi que Thiago nos últimos anos foi criticado pelo fraco final de prova, e hoje fechou com a melhor parcial da sua carreira: 58”33! Quem venceu foi outro japonês, Daiya Seto que esteve entre os primeiros o tempo todo, em uma prova bem consistente: 4’08”69. Impressionante também foi a prova do jovem Chase Kalisz! No borbo estava em sétimo, no costas em sexto, no peito em quarto e terminou com a prata: 4’09”22.

Final dos 50 livre feminino

Prova de 50 metros é sempre uma loteria. Claro que existem favoritos, mas se errar um detalhe pode pular de 1º para oitavo, ou então, se fizer uma prova perfeita, pode levar o ouro. Ranomi Kromowidjojo não foi zebra, claro. Afinal ela é campeã olímpica da prova. Mas a holandesa não vinha de uma boa competição, ela mesma confirmou que não treinou como ano passado para Londres e já colecionava 3 bronzes em Barcelona. Hoje, não só venceu, mas venceu com tempo digno de campeã olímpica, e ainda 2 centésimos melhor que ano passado: 24”05. Cate Campbell, que era a favorita, nadou muito bem também, apesar de não ter a melhor das saídas, terminou com a prata com 24”14. Francesca Halsall, que até comentou em seu twitter que não aguentava mais 4º lugar, hoje ficou com o bronze com 24”30! Pódio muito forte! Destaque também para Simone Manuel que fez 24”80 na final!!! Com apenas 16 anos, a americana nadou para 24” pela terceira vez em Barcelona, sendo que nunca nenhuma americana abaixo de 18 anos havia nadado abaixo de 25 segundos!

Final dos 1500 livre masculino

Se eu fosse adversária de Sun Yang, eu teria raiva dele. Primeiro porque parece que não faz força nadando. Segundo porque cozinha todo mundo sempre até faltar 100 metros e depois resolve começar a bater perna e abre uma distância absurda. O chinês sabia que não vinha das melhores preparações, depois de várias tuburlências desde Londres, problemas com treinadores e federação. Então, seu objetivo em Barcelona era simplesmente chegar na frente, então fez sua estratégia baseado nisso. Ryan Cochrane sabia disso e fez de tudo para abrir distância do chinês, mas Sun Yang não saiu da cola do canadense em nenhum momento. Foram 1400 metros lado a lado e no final o agora bi-campeão mundial acelerou, abriu um corpo de Cochrane e venceu com 14’41”15, fechando para 54”48! O Canadense acabou com sua terceira prata consecutiva em Mundiais com 14’42”48. O jovem italiano Gregorio Paltrinieri ficou com o bronze com 14’45”37.

Final dos 400 medley feminino

Última prova individual do Mundial tinha que ter uma espanhola para levantar a torcida. E justo Mireia, a favorita do público, deixou a prova bem emocionante com muito barulho. Mas Katinka Hosszu foi quem dominou a prova do início ao fim. Chegou a estar um corpo a frente do recorde mundial, na parcial do costas, mas para bater esse recorde, é necessário abrir muito mais, pois fechar para 58” como a chinesa em Londres, ninguém consegue, nem ela mesma, que também esteve na final mas ficou fora do pódio. Katinka venceu com 4’30”41, ficando a apenas 1 décimo de seu melhor tempo, que também é recorde de campeonato feito com trajes em Roma. Mireia Belmonte, fechando para fortes 1’01”63 garantiu a prata com 4’31”21, melhor marca pessoal. Elizabeth Beisel ficou com o bronze logo atrás com 4’31”69.

Final dos 4×100 medley masculino

Até teve disputa… ali no meio chegou a ficar emocionante com Christian Sprenger buscando Kevin Cordes no peito, mas daí Ryan Lochte caiu para o borboleta, que é um estilo proporcionalmente fraco para os australianos perto principalmente do peito e crawl, e a Australia ficou lá pra trás e os Estados Unidos lá pra frente. Daí não teve para ninguém, Estados Unidos venceram fácil. Quer dizer, na verdade não. Os americanos foram desclassificados graças a troca do costas pro peito que foi de -0.04. Uma pena, pois Nathan Adrian que não teve nada a ver com isso, tinha nadado para e melhor parcial da história: 46”69!! Daí quem ficou com o ouro foi a França, que não teve nenhum super parcial, mas 4 nadadores com ótimos tempos. Australia acabou com a prata, principalmente graças a parcial de peito de Sprenger com 58”47, bem melhor que dos adversários. E quem se deu bem com a desclassificação americana foi o Japão, terminando com o bronze.

Melhor parcial de costas: 53”02 – Matt Greevers (USA) – O tempo do americano foi contabilizado, porque ainda não havia ocorrido a infração
Melhor parcial de peito: 58”47 – Christian Sprenger (AUS)
Melhor parcial de borbo: 51”33 – Jeremy Stravius (FRA)
Melhor parcial de crawl: 47”28 – James Magnussen (AUS)
 

Final do 4×100 medley feminino

Agora sim, soberania = ouro. Sem desclassificação e liderando desde a primeira parcial, os Estados Unidos foram campeões com mais tranquilidade do que eu imaginava. Também, olha o time: Franklin, Hardy, Vollmer e Romano! Assim como no masculino, a Australia é meio defasada em um dos estilos no feminino, o peito. Mas mesmo assim Sally Foster deu conta do recado, mas nada comparado a parcial de Jessica Hardy. As australianas terminaram com a prata, graças ao final fortíssimo de Cate Campbell e a Russia comemorou demais o bronze! Principalmente graças a parcial de Yulia Efimova, motivada pelo ouro dos 50.

Melhor parcial de costas: Missy Franklin (USA) – 58”39
Melhor parcial de peito: Yulia Efimova (RUS) – 1’04”82
Melhor parcial de borbo: Dana Vollmer (USA) – 56”31
Melhor parcial de crawl: Cate Campbell (AUS) – 52”09

Posts relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »