Phelps is back

11 de agosto de 2015

Notícias, Resultados2 comentários em Phelps is back

Sei que não é certo se remoer com o que já passou. Se remoer de algo que foge ao seu controle, então, beira o absurdo. Só que nossa, já estava triste com a ausência de Phelps no Mundial de Kazan, apesar de concordar com a díficil decisão da USA Swimming, de puni-lo após dirigir bêbado – já falamos sobre isso. Mas com os resultados desse fim de semana do americano, voltei a ficar inconformada com o destino.

Não é que Michael Phelps nadou bem no Campeonato Americano. Ele simplesmente fez uma das melhores competições de sua vida, se a referência for seus tempos.

Três provas disputadas, três ouros conquistados, três melhores tempos do mundo esse ano. Três tempos que lhe dariam o ouro em Kazan. Três nadadores que receberam o recado: Laszlo Cseh, Chad Le Clos e Ryan Lochte.

Começou a competição fazendo um tempo que nem o próprio Phelps fazia há anos nos 200 borboleta. No dia seguinte, faz o segundo melhor tempo sem trajes nos 100, fatidicamente um dia depois da comemorada vitória de Le Clos. Daí consolida o campeonato ameaçando o recorde mundial dos 200 medley, fechando para 1’54”75, mais de um segundo melhor que o segundo melhor tempo do ano de Lochte.

De uma forma ou de outra, Phelps quis mostrar ao mundo que se estivesse no Mundial, não seria para passeio. Pode apostar que o americano não tinha como única meta estar bem em um campeonato nacional. Essa competição foi um aviso: I’m back. Ou melhor, foram dois avisos: I’m back and I still own it.

phelps

 

Enfim, nada acontece por acaso.

O resto do campeonato americano

Phelps foi indiscutivelmente o grande destaque da competição, mas ainda teve resultados nos últimos dois dias que merecem uma ressalva. Caeleb Dressel, que após o surpreendente 21”53 nos 50 livre, levou os 100 livre para 48”78. O nadador, que vem sendo destaque nos campeonatos universitários entrou definitivamente para a lista dos cotados ao forte revezamento masculino (considerando que ele siga nessa evolução até a seletiva do ano que vem).

Amanda Weir, a recordista americana dos 100 livre, venceu a prova com 54”24, 1 décimo a frente da campeã olímpica dos 200 Allison Schmitt.

Bom tempo também para Craig Benson nos 200 peito, que levou a prova com 2’09”68 (com um final absurdo de 32”3). Único abaixo dos 2’10”. Quem também estiveram na final foram o britânico medalhista olímpico Michael Jamieson, que acabou apenas na quarta colocação com 2’10”91. E não quis falar antes, para não perder a magia, mas Phelps também nadou os 200 peito, terminando em quinto com 2’11”30.

E nos 200 costas, a vitória de Jacob Pebley com 1’56”66, que é agora o 11º melhor tempo do ano no raking mundial.

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2 comentários em "Phelps is back"

  1. Daniel Takata disse:

    Vejo por um outro ponto de vista. Depois da suspensão, Phelps disse que não iria colocar uma gota de álcool na boca até a Olimpíada e que voltaria a treinar como nos velhos tempos. O resultado vimos agora. Caso ele não tivesse sido suspenso, talvez ele não estivesse se dedicando com tanto afinco e no Mundial talvez ele tivesse tido resultados bons, como no Pan-Pacífico do ano passado, mas não extraordinários. Muitas vezes a expectativa é melhor que a realidade, e nesse particular caso acredito que a perspectiva do que ele poderia ter feito em Kazan é mais animadora do que se ele realmente tivesse participado do Mundial. Por essa ótica, acredito que foi melhor para ele (e para sua participação olímpica) as coisas terem acontecido como aconteceram.

    • mm Carolina Moncorvo disse:

      Oi Takata! Concordo completamente, foi exatamente o que quis dizer. Os resultados dele foram provavelmente reflexos de não estar no Mundial, mas que é uma pena que não houveram os duelos diretos, extraindo completamente o fato de que isso provavelmente implicaria em um Phelps menos motivado. Por isso que no fim digo que as coisas não acontecem por acaso.
      Apesar de que, independente do incidente, acho que teremos um Phelps monstruoso no Rio, no melhor sentido da palavra. Ele não voltaria a nadar com outro propósito.

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