5 medalhas para o Brasil no primeiro dia de finais

14 de julho de 2015

Toronto 2015Nenhum comentário em 5 medalhas para o Brasil no primeiro dia de finais

Primeiro dia muito forte de finais no Pan-Americano. O Brasil teve um excelente início de competição, conquistando duas medalhas de ouro e três de bronze, além de muitos atletas melhorando tempo e dois recordes sulamericanos superados. Grande início também da equipe canadense, que venceu três provas e conquistou seis medalhas.

Antes da prova parecia que a disputa ia ficar entre Natalie Coughlin e Ariana Wanderpool-Wallace. E foi assim até os 75 metros, quando a atleta da casa Chantal Van Landeghem fez um final de prova incrível e ultrapassou as duas, para delírio da torcida. Com parciais de 25”79 e 28”04, a canadense fez 53”83, superando o recorde pan-americano feito por Natalie Coughlin de manhã.

Coughlin, a maior medalhista olímpica da história da natação feminina, piorou frente o tempo da manhã e nadou para 54”06, seguida de Ariana com 54”15. Foi a primeira medalha individual da história de Bahamas na natação.

Entre as brasileiras, Larissa Oliveira igualou o recorde sulamericano com 54”61, terminando no quinto lugar. Em entrevista ao Sportv, Larissa se disse feliz por nadar pela terceira vez para 54”. Graciele Herrmann foi sexta com 55”01.

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Na prova masculina, Marcelo Chierighini passou na frente com um forte parcial de 22”76 mas não aguentou o segundo parcial de um dos grandes nomes do dia, Federico Grabich. O argentino passou 22”95 e voltou para 25”31, cravando 48”26, seu melhor da vida e a quinta melhor marca do mundo em 2015. Foi a segunda vez que um argentino venceu o 100 livre no PAN, repetindo o feito do campeão mundial José Meolans, em 2003.

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A prata ficou com o canadense Santo Condorelli, 48”57, e o bronze com Chierighini, 48”80. Matheus Santana terminou em sétimo com 49”58.

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Foto: Satiro Sodré/SSPress

Excelente 200 borboleta feminino com novo recorde sulamericano de Joanna Maranhão. Passando 1’01”84, Joanna fez 2’09”38, superando em 3 centésimos seu recorde feito ainda com trajes e ficou com o bronze, beliscando a prata (Katherine Mills, 2’09”31). O ouro ficou com a canadense Audrey Lacroix com 2’07”68, um pouco acima de seu melhor do ano feito em Canet.

Na final B, Manuella Lyrio fez uma ótima divisão de provas e nadou para seu melhor tempo da vida: 2’13”37.

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Foto: Satiro Sodré/SSPress

Na prova masculina, ótima disputa entre Leo de Deus e Mauricio Fiol. O peruano passou na frente com 54”27, mas Leo forçou a partir da metade da prova e assegurou a ponta. No final, quando a prova parecia decidida, o peruano cresceu muito e 14 centésimos separaram o ouro e a prata.

Mesmo chegando errado, Leo fez 1’55”01, novo recorde panamericano, sua melhor marca pessoal e 6o tempo do mundo esse ano. O nadador se sagrou ainda bicampeão pan-americano da prova e garantiu o primeiro ouro da natação brasileira em Toronto.

Mauricio Fiol também comemorou muito o segundo lugar com 1’55”15, seu melhor da vida, assim como o terceiro colocado, Zack Chetrat (1’56”90). Kaio Marcio, bronze no PAN de 2011 e ouro em 2007, cansou no final e terminou em 5o com 1’58”51.

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Foto: Satiro Sodré/SSPress

Sem palavras para o revezamento 4×100 livre feminino e a performance brasileira, sem se intimidar com as equipes canadense e americana. Fazendo frente ao Canadá (com time A completo) e EUA (com duas campeãs olímpicas), as brasileiras dizimaram o recorde sulamericano com 3’37”39, colocando o Brasil em boa posição para alcançar a vaga olímpica no Mundial de Kazan.

Larissa Martins – 54”67
Graciele Herrmann – 54”72
Etiene Medeiros – 53”99 (!!!)
Daynara de Paula – 54”01

No masculino, bom trabalho da equipe brasileira com Matheus Santana (49”28), João de Lucca (48”06), Bruno Fratus (48”56) e Marcelo Chierighini (47”76), assumindo a ponta a partir dos 250 metros e ficando com o ouro. Com 3’13”66, o Brasil bateu o próprio recorde panamericano feito em 2011. A prata ficou com o Canadá com 3’14”32 e os EUA com o bronze, com 3’16”21.

Com o ouro do revezamento, Thiago Pereira chegou a sua 19a medalha de PAN – o atleta nadou a eliminatória e por isso também recebe a medalha, mesmo sem ter nadado a final.

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Foto: Satiro Sodré/SSPress

 

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