Foto: Satiro Sodré/SSPress

Os 5 melhores momentos do quarto dia em Toronto

17 de julho de 2015

Toronto 2015Nenhum comentário em Os 5 melhores momentos do quarto dia em Toronto

Em um dia onde tivemos mais finais femininas que masculinas, já sabíamos que coisa boa estava por vir. Um dia histórico para a natação feminina brasileira. Ou melhor, mais um dia histórico para a natação feminina brasileira. Hoje foi dia de desencantar!

 

5- O primeiro desencanto

O desencanto começou ainda nas eliminatórias, com as meninas de peito Jhennyfer Conceição e Beatriz Travalon nadando abaixo de 1’09” pela primeira vez na prova dos 100. O tempo ainda é um pouco distante das melhores do mundo, mas é um grande passo em uma das provas que nosso país possui mais dificuldade, principalmente depois da era dos trajes.

Jhennyfer Conceição Panamericano Toronto

Foto: Satiro Sodré / SS Press

4- O incrível 1’05”46

É o que dá fazer seletiva um ano antes. Não é possível que os americanos não saibam que brota campeão a cada competição por lá. Katie Meili não está em Toronto à toa, se classificou-se para o Pan é porque esteve entre as 5 melhores na seletiva americana ano passado. Mas 1’05”46… esse tempo é mais de um segundo melhor que o tempo da campeã na seletiva, 2 segundos melhor que seu próprio tempo nessa seletiva e segundo melhor tempo do ano, atrás apenas da recordista mundial Ruta Meilutyte. Uma pena não tê-la daqui duas semanas no Mundial. Melhor tempo do Pan até o momento, em nossa opinião.

Katie Meili Panamericano Toronto

3- Os 50 livre feminino

Não foi só a medalha de prata de Etiene Medeiros, nem o excelente tempo de Arianna Vanderpool-Wallace. Foi toda a prova. Antes de Toronto, o recorde pan-americano da prova era 25”08. Ou seja, nunca em um Pan-americano uma mulher nadou abaixo de 25 segundos. Hoje, sete mulheres nadaram abaixo dessa barreira. 24”9 ficou em sétimo! Daí, para melhorar, Etiene faz um tempaço de 25”55, recorde sul-americano, oitavo tempo do mundo. Arianna torna-se a primeira nadadora de Bahamas (em ambos os gêneros) que conquista um ouro na natação em Pans. E Natalie… bem Natalie é Natalie. Completou o pódio, deixando aquele momento ainda mais especial.

Etiene Medeiros Arianna Vanderpool Natalie Coughlin

Foto: Satiro Sodré / SS Press

2- A primeira dobradinha brasileira em Toronto

Já era esperado, mas veio muito mais especial do que o imaginado. Os dois Felipes repetiram as colocações de 2011. França bi-campeão dos 100 peito, mas dessa vez com melhor marca pessoal, melhor tempo da natação brasileira sem trajes e muito próximo ao recorde sul-americano. E o mais importante, terceiro melhor tempo do ano. França não teve uma virada e uma chegada muito encaixada, tendo que deslizar em ambas. Felipe Lima não teve um final tão forte igual a seu xará, mas fez o bom tempo de 1’00”01, ficando com a prata. Boas expectativas para essa prova no Mundial.

Felipe Lima Felipe França Panamericano Toronto

Foto: Satiro Sodré / SS Press

1- O mais forte desencanto

Nos 100 costas feminino, vieram dois desencantos de uma só vez. O primeiro foi o desencanto pessoal de Etiene Medeiros na prova. Ela já vem se destacando no topo do ranking mundial dos 50 costas há um tempo, mas nunca havia feito um tempo expressivo na prova dos 100. Isso mudou hoje. Baixou pela primeira vez o minuto, destruiu o recorde sul-americano, bateu o recorde pan-americano, nadou abaixo do índice olímpico (apesar de não ser seletiva para o Brasil) e ainda fez o sexto melhor tempo do mundo esse ano. O outro desencanto foi tornar-se a primeira nadadora brasileira a conquistar um ouro em Pan-americanos. Etiene quebra-tabu Medeiros.

Etiene Medeiros Pan-Americano Toronto 2015

Foto: Satiro Sodré / SS Press

Menção honrosa: Muito legal ver Guilherme Guido chegando próximo a sua melhor marca, ainda com trajes. Seus 53”35 entram no top 8 do mundo, enfatizando a probabilidade de final em Kazan.

Pior do dia: O barulho da torcida em momentos inapropriados. Hoje, por três vezes houve “última forma”, em que os nadadores já estão em cima do bloco e o árbitro pede para que desçam, para reiniciar o processo de partida. Geralmente, isso ocorre quando a torcida não faz silêncio no momento da partida. Isso ocorreu nas Olimpíadas de Londres, prejudicando os finalistas dos 50 livre masculino. Torcida é um fator importantíssimo e esta energia é incrível, seja dos canadenses, seja em qualquer lugar do mundo. Mas saibam o momento de passarem essa energia.

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