Os 5 melhores momentos do terceiro dia

16 de julho de 2015

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Uma etapa estranha. Com ótimas notícias. Mas nem tanto. Desclassificações. Doping. Muita confusão. Mas as quebras de tabu e as melhoras de tempo se sobressaíram.

5- Quarto melhor tempo do mundo

Qual a motivação de uma medalhista olímpica chegar em um Pan-Americano, após ficar de fora do Mundial? Essa pergunta vale para Natalie Coughlin, para Allison Schmitt e agora para Caitlin Leverenz que venceu os 400 medley com o quarto melhor tempo do mundo: 4’35”46, um tempo que lhe colocaria em Kazan. Mas ócios do ofício.

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4- Terceiro melhor tempo do mundo

A americana Kelsi Worrell venceu os 100 borboleta hoje com 57”78, em sua primeira competição internacional. Mas não é a final que mereceu essa posição de quarto melhor momento do dia. Foi seu tempo na eliminatória: 57”24, terceiro melhor tempo do mundo. Atrás apenas do mito Sarah Sjostrom e de Jeanette Ottensen, um tempo muito forte – não sei se as duas americanas nadam abaixo no Mundial de Kazan, talvez uma.

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3- Destruindo tabus

Engraçado o efeito de um tabu. Como a dificuldade de superar um resultado pode bloquear a capacidade de faze-lo. É quase um efeito cósmico. Foram 11 anos para superar um tempo. Foi superado em maio por 2 segundos. E é só bater esse tempo que, na segunda oportunidade, as meninas o superam por quase 10 segundos. O recorde que durou 11 anos foi dizimado hoje: 7’56”36 é o novo recorde sul-americano. Manuella Lyrio, Jessica Cavalheiro, Joanna Maranhão e Larissa Martins foram as protagonistas de um revezamento que após 3 ciclos olímpicos voltou a despontar em nível mundial.

Foto: Satiro Sodré/SSPress

Foto: Satiro Sodré/SSPress

2- Brandonn de ouro

Brandonn Pierry é um fenômeno desde infantil. Sem exageros. É aquele prodígio jovem que seguiu a linha reta da ascendência, sem vieses. Sua carreira mal começou, mas no momento vive o auge como campeão panamericano, melhor marca pessoal e mais que isso, novo recorde Mundial Júnior: 4’14”47. Só teremos certeza de seu ouro amanhã, já que ele chegou atrás de Thiago Pereira, que foi desclassificado. Mas o que importa? Sua forte comemoração foi feita antes mesmo de saber sua colocação. Tempaço que o deixa cada vez mais próximo de sua primeira Olimpíada. E lá, de buscar uma final. [A decisão foi tomada e a desclassificação de Thiago permanece]

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Foto: Satiro Sodré/SSPress

1- Destruindo tabus [2]

Há dúvidas? Desculpem ser repetitiva, mas melhorar o tempo após 11 anos por si só já é algo notável. Baseado ainda em todas as circunstâncias, de precocidade, final olímpica, estagnação, trauma, superação… 11 anos. Sua principal prova, sua prova favorita, declarado pela própria Joanna. Seu antigo tempo era 4’40”00. Chegou a bater na trave desse tempo MUITAS vezes. Incontáveis vezes, virando um tabu. E quebrou o tabu com 2 segundos de vantagem. 4’38”07. Um tempo que a coloca entre as melhores nadadoras do mundo. Mas mais do que isso, um tempo que lhe dá confiança para superar sua melhor colocação em uma Olimpíada.

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Menção honrosa: O argentino Santiago Grassi, de apenas 18 anos, conquistou a prata nos 100 borboleta com o bom tempo de 52”09, a poucos centésimos do ouro. O nadador é uma das principais promessas da natação argentina e é bom ficarmos de olho.

Pior do dia: Olha. Hoje, infelizmente tivemos mais de um fator negativo a se considerar. Mas nada ganha de um doping. Mauricio Fiol foi pego no doping com Stanozalol, em uma exame feito logo antes do início da competição. O peruano havia ficado em segundo nos 200 borboleta, a poucos centésimos do bicampeão Leonardo de Deus. Com uma melhora de mais de 3 segundos de seu melhor tempo. Seu tempo chegou a ser top 10 do mundo.

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