natação toronto panamericano

Os 5 melhores momentos do último dia em Toronto

18 de julho de 2015

Toronto 20151 comentário em Os 5 melhores momentos do último dia em Toronto

Sem dúvida, a melhor edição de Panamericano da natação brasileira. Nem vamos comparar quadro de medalhas. A questão é que a qualidade técnica, a confiança, a energia dos nadadores do Brasil estavam diferentes. Isso resultou em uma competição de altíssimo nível, com melhores marcas pessoais, com superação, com quebras de tabus. Hoje, fechamos a competição com chave de ouro. Os 5 melhores momentos do dia:

5- A dancinha de Sierra Schmidt

Começamos a transmissão com a fundista campeã dos 800 livre, dançando na borda da piscina antes de cair para a prova que lhe deu o ouro.  Uptown Funk foi a música aleatória que estava tocando em seu Ipod. Dancinha que ajudou-a a conquistar a prova com recorde e também contagiou quem a estava assistindo.

sierra schmidt panamericano toronto

4- 6 anos depois

Guilherme Guido chegou muito próximo ontem a sua melhor marca nos 100 costas, fazendo o melhor tempo sem trajes da América do Sul. Hoje, no revezamento, em uma revanche pessoal com Nick Thoman, dessa vez levou a melhor e com novo recorde sul-americano: 53”12, quarto melhor tempo do mundo! Sempre bom e motivador ver nadadores melhorando seus tempos após vários anos. Guido está em sua melhor forma, o que é nítido não só pelo tempo, mas por sua postura. E é mais um que estamos ansiosas para assistir em Kazan.

Foto: Satiro Sodré/SSPress

Foto: Satiro Sodré/SSPress

3- Natalie is Natalie

Natalie é a uma das maiores medalhistas olímpicas da natação feminina com 12 medalhas. Ficou de fora do Mundial de Kazan esse ano, ganhando vaga para o Pan-Americano, competição que nunca havia disputado, já que os EUA nunca levam sua principal equipe. Em Toronto, mostrou-se uma Natalie muito mais rápida e técnica que em Irvine, na seletiva. Mostrou-se a Natalie. Hoje, abriu o revezamento americano com 59”05 de costas. Esse tempo é apenas 1 décimo acima de sua melhor marca pessoal, feita em 2008 com traje tecnológico. Vimos hoje uma Natalie em sua melhor forma. Com 32 anos.

natalie coughlin toronto panamericano

2- A carta na manga de Brandonn

Não quero dar uma de sabichona. Mas a medalha de Brandonn não foi surpresa, nem seu final de prova. Essa sempre foi a estratégia dele. Isso aconteceu por exemplo no Maria Lenk, quando bateu o recorde brasileiro pela primeira vez. A questão é que, ao lado de adversários de altíssimo nível como o medalhista olímpico Ryan Cochrane, o início de prova mais lento fica muito mais nítido e até preocupante, devido a distância gerada. Ainda mais que vários adversários tentaram acompanhar o canadense, em uma tentativa falha de manter o ritmo até o final. Brandonn, por mais jovem que seja, foi muito sereno e maduro na prova, fazendo sua estratégia de aumentar o ritmo a cada 500, não se influenciando pelo ritmo a seu redor. Por volta da metade da prova, a distância que o brasileiro estava sobre os líderes foi diminuindo, até chegar nos últimos 500, onde o verdadeiro “ataque” começou e apenas o campeão e o vice sobreviveram. Brandonn sai de Toronto com um ouro, um bronze, duas melhores marcas pessoais, um recorde brasileiro e um recorde mundial júnior. Agora foco em Cingapura.

brandonn pierry toronto panamericano

Foto: Satiro Sodré / SS Press

1- Henrique x Thiago

Esse é um duelo que já perdura mais de 5 anos. Depois que Henrique alcançou o nível mundial da prova, ele e Thiago sempre fizeram belíssimas disputas. Lembro da primeira vitória de Henrique sobre Thiago na seletiva olímpica em 2012. Esse tipo de rivalidade só é benéfica para ambos, que os incentivam à evolução. Se Henrique não estivesse na prova, Thiago levaria o ouro, mas provavelmente não teria feito 1’57” e fechado para 28”98. Nem Henrique teria feito o melhor tempo da vida, com a ausência do Mister Pan. Para nós brasileiros, a dobradinha seria brasileira de qualquer maneira. Hoje foi com a vitória de Henrique Rodrigues, terceiro melhor tempo do mundo. Thiago sai também muito satisfeito com sua 22ª medalha em Pan-Americanos, tornando-se o maior medalhista da história da competição. Além do quarto melhor tempo do mundo. Ter ambos no pódio em Kazan seria épico. Ainda mais com a ausência de Phelps e Hagino…

henrique rodrigues thiago pereira toronto panamericano

Foto: Satiro Sodré / SS Press

Menção honrosa: A parcial de 30”51 da Joanna, fechando os 200 medley em um nível fortíssimo. Para se ter uma noção, na final da prova no Mundial de Barcelona, apenas Ye Shiwen (o maior mito do sprint final) e Mireia Belmonte (o segundo maior mito do sprint final) fecharam melhor que isso. Nem Katinka, que foi ouro, nem Coutts que foi prata. E muito menos da quinta a oitava.

Pior do dia: A competição ter acabado.

 

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Um comentário em "Os 5 melhores momentos do último dia em Toronto"

  1. Daniel Takata disse:

    Carol, gostaria de deixar meus sinceros parabéns aqui pelos relatos desse Pan e principalmente pela qualidade dos textos. É nítida sua evolução nos últimos tempos e seus textos ficam cada vez melhores, interessantes e agradáveis. A impressão ao ler alguns textos seus recentes é: “gostaria que eu tivesse escrito esse texto”, de tão boas as percepções e conexões. Continue assim!

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