Mais um dia de tempos fortes e poucos índices na Grã Bretanha

14 de abril de 2016

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Mais um dia difícil na seletiva britânica, com nadadores experientes ficando sem índice para o Rio. A Grã Bretanha optou por adotar tempos mais fortes do que o índice A da FINA para o primeiro colocado de cada prova; para o segundo, a regra também é diferente, e serão convocados apenas 6 no feminino e 6 no masculino, dependendo da relação de seus tempos com os índices estabelecidos. Confuso (e bem rigoroso, talvez até demais em nossa opinião).

O único índice da noite veio com Max Litchfield, de 21 anos, na prova de 400 medley. E foi com emoção: por apenas 3 centésimos. Max nunca representou a seleção britânica adulta (sua estreia será no Europeu de Londres, no próximo mês), e estava eufórico após marcar 4’12”05, terceiro melhor tempo do mundo este ano. No twitter, descreveu a experiência como surreal e disse que ainda não consegue acreditar no que aconteceu.

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Entre os nomes que não alcançaram a marca estão por exemplo Fran Halsall, medalhista do 50 livre no Mundial de Barcelona e uma das 3 mulheres a nadar abaixo de 24” sem trajes na prova (seu melhor é 23”96; além dela, temos Cate Campbell e seu 23”84, e Sarah Sjostrom com 23”98).

O tempo hoje, 24”48, foi meio segundo acima do seu melhor da vida e também de sua melhor marca da temporada (24”23). Além disso, está acima do 24”37 estabelecido pela Federação Britânica para a prova. Halsall ainda pode acabar sendo convocada (e deve ser), mas não escondeu a frustração em não garantir a vaga. “Os treinos tem sido fabulosos então vir aqui e nadar para este tempo me deixa desapontada, para ser honesta”.

Outra medalhista de Mundial que não nadou bem foi Jazmin Carlin. Bronze no 800 livre em Kazan, Carlin fez 8’27”49, quase 10 segundos acima da marca que fez na Rússia ano passado. Ela disse que colocou muita pressão em si mesma para não perder as Olimpíadas. “Queria ter nadado para meu melhor mas a pressão estava lá, quatro anos atrás eu estava arrasada”, disse a atleta ao SwimVortex. Carlin ficou com febre na época da seletiva britânica para Londres e não conseguiu se classificar para as Olimpíadas. Ela ainda tem o 400 pela frente.

No 100 livre masculino, Duncan Scott foi a surpresa da noite, superando Ben Proud. Scott, de 18 anos, nadou para 48”66, depois de baixar do 49”pela primiera vez nas eliminatórias (48”81). Campeão europeu júnior, ele estava muito feliz em ser campeão e sem palavras, especialmente em Glasgow, onde nasceu. O índice, de 48”16, ficou longe.

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No 200 borboleta, Aimee Willmott também ficou acima da marca de 2’06”51, nadando para 2’08”82, mas ficou muito satisfeita com o título nacional. Segunda colocada no 400 medley com um forte 4’35”, ela tem boas chances de integrar o time – mas terá que esperar a definição ao final da competição.

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