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NCAA: Caeleb Dressel destruiu dois recordes históricos (COM VÍDEO)

26 de março de 2016

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De uma cultura propriamente americana, março é um dos meses mais esperados pela natação e o esporte de modo geral dos EUA. É quando acontecem as finais do NCAA, tanto no feminino quanto no masculino. Vale lembrar, que o NCAA é a principal competição universitária americana e de onde sai a maioria dos principais atletas para a seleção nacional na natação.

Diversos nomes que estiveram presentes nas edições feminina e masculina estarão competindo a seletiva americana em junho, em busca de uma vaga olímpica. E muitos devem conseguir. Principalmente entre as mulheres, que possuem sempre uma média de idade mais jovem nas seleções.

Feminino

No feminino, por exemplo, estiveram representando os EUA no último Mundial nomes como Lia Neal, Rachel Bootsma e Leah Smith. Missy Franklin só não está nessa edição, porque optou por se profissionalizar. Simone Manuel optou por dar uma “pausa” na carreira universitária, para focar na seletiva olímpica. Ambas estiveram em Kazan ainda elegíveis no NCAA.

E talvez justamente por ser ano olímpico, não vimos esses principais nomes brilharem tanto quanto algumas novatas.

A exemplo da freshman Ella Eastin, que fez o melhor tempo da história nos 200 medley com 1’51”65 e ainda levou os 400 medley para 3’58”40 (lembrando que NCAA é disputado em piscina de jardas).

Outra freshman que roubou os holofotes foi Lilly King, provavelmente o maior destaque de toda a competição, que fez duas melhores marcas da história, tanto nos 100 peito, como nos 200 peito, como primeira nadadora a baixar os 57 segundos (56”85) e os 2’04” (2’03”59).

Kelsi Worrell, campeã pan-americana dos 100 borboleta em Toronto, fez história na mesma prova, baixando o recorde que já era dela por quase meio segundo, fazendo 49”43. A nadadora de Louisville é bastante cotada à vaga olímpica.

Apesar de nenhuma super estrela, o conjunto do time da Georgia novamente fez a diferença, dando o título do geral (que também inclui os resultados dos saltos ornamentais). Stanford ficou em segundo lugar, com participação da brasileira Julia Ama, que inclusive escolheu a competição como última de sua carreira.

Masculino

Mais recente, nesse último fim de semana, a edição masculina deu o que falar com Caeleb Dressel baixando ainda mais seu absurdo recorde nos 50 livre, fazendo 18”20. O nadador já provou ser o homem mais rápido da história em jardas, dono das 5 melhores marcas de todos os tempos e agora todos querem ver se é capaz de transferir seus incríveis fundamentos para a piscina longa. Fundamentos que o levaram também a bater o recorde dos 100 livre com o tempaço de 40”46!

Assista aos 50 livre:

Ryan Murphy, que esteve em Kazan e ajudou a equipe americana a conquistar o ouro no 4×100 medley, também fez história, baixando pela primeira vez os 44 segundos nos 100 costas, e logo para 43”49 (na verdade, já havia feito 43”51 abrindo o revezamento 4×100 medley dias antes). E não parou por aí, o nadador da California ainda levou os 200 costas hoje com 1’35”73, um segundo abaixo do antigo recorde que já era dele mesmo.

Assista aos 100 costas:

E pra não me limitar apenas aos dois fenômenos americanos, falo também do fenômeno singapurano Joseph Schooling, que estraçalhou os recordes dos 100 borboleta, prova em que é medalhista do Mundial de Kazan, com 44”01 e dos 200 borboleta hoje com 1’37”97 (esse mais de um segundo abaixo do antigo recorde de 1’39”33). Bom mencionar também Jack Conger na prova dos 200, que ficou com a prata a poucos centésimos com 1’38”07, fazendo de longe o segundo melhor tempo da história.

Os resultados de Schooling e Conger ajudaram o time do Texas a ser campeão mais uma vez e com boa vantagem sobre o segundo colocado

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