Quinta-feira histórica para a natação brasileira

4 de dezembro de 2014

Mundial Doha 2014, ResultadosNenhum comentário em Quinta-feira histórica para a natação brasileira

Que etapa para o Brasil no Mundial.
– 3 ouros
– 1 recorde mundial
– 6 recordes sulamericanos

O destaque individual sem dúvida foi Felipe França, que esteve presente nos três ouros, com participação crucial nos dois revezamentos.

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Semifinais
No 100 livre feminino, Larissa Oliveira melhorou o recorde sulamericano, nadando para 52”75. Ela terminou em décimo na semifinal, ficando a 19 centésimos da vaga para a final de amanhã. Sarah Sjostrom, Femke Heemskerk e Ranomi Kromowidjojo foram as únicas a nadar abaixo de 52” e são favoritas ao pódio.
Tempo para final: 52”56

No 50 livre, Cesar Cielo garantiu seu lugar na raia 4 , nadando para 20”80. Vladimir Morozov nadará na raia 5 (20”88) e Florent Manaudou na raia 3 (20”93). A final vai ser incrível! Alan Vitória terminou em 16o, com 21”52.
Tempo para final: 21”20

Daynara de Paula foi muito bem na semifinal do 50 borboleta, bateu o recorde sulamericano da prova e passou em sexto para a final, com 25”54! Daiene Dias fez 25”92 e ficou em 12o lugar. Jeanette Ottesen foi a única a baixar dos 25”na semi.
Tempo para final: 25”68

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Foto: Satiro Sodré/SSPress

Finais
A etapa não poderia começar de forma melhor, com o ouro e recorde mundial para o Brasil no 4×50 medley masculino. Guilherme Guido (23”42), Felipe França (25”33), Nicholas Santos (21”68) e Cesar Cielo (20”08), somando 1’30”51, mais de dois segundos abaixo do antigo recorde. As parciais do peito e do borboleta foram de longe as melhores entre os finalistas.

Depois do ouro no revezamento, Guilherme Guido ficou em quinto na prova individual do 100 costas, em uma final muito apertada, com 10 centésimos separando a prata do 5º lugar. A vitória ficou com James Larkin, com 49”57, o único a nadar abaixo de 50”.

Na prova feminina, Katinka Hosszu, mordida depois das derrotas de ontem, bateu o fortíssimo recorde mundial dos 100 costas, nadando para 55”03. A húngara comemorou muito depois da prova… Aliás, muito forte também o tempo de Emily Seebohm (55”31) e Daryna Zevina (55”54). Etiene Medeiros foi sétima com 57”72, nadando acima de seu recorde sul-americano batido na semifinal. 

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Felipe França mal tinha começado sua sequencia de vitórias. Agora na prova individual do 100 peito, levou com novo recorde de campeonato e muito próximo ao seu recorde sulamericano feito com traje, com 56”29. O brasileiro deixou para trás a revelação peitista do ano, o britânico Adam Peaty que terminou com a prata com 56”35.

A final do 50 peito feminino teve o esperado duelo entre Ruta Meilutyte e Alia Atkinson. Ruta chegou melhor e levou, sem recorde mundial, mas com direito a choro depois da prova. 28”84 x 28”91. O recorde de Jessica Hardy permanece mais um ano.

O japonês Daiya Seto mais uma vez ofuscou o badalado Kosuke Hagino, levando o titulo mundial do 400 medley – e com folga. Com 3’56”33 ele liderou de ponta a ponta e colocou mais de 4 segundos de distância sobre Hagino. Agora Seto tem o ouro no Mundial de curta e longa. David Verraszto foi bronze.

O segundo recorde mundial individual do dia veio com Chad Le Clos, que fez 48”44 no 100 borboleta, superando uma marca que vinha perseguindo durante toda a Copa do Mundo. Marcos Macedo ficou em oitavo na prova, com 50”47, piorando em relação à semifinal. Ryan Lochte também nadou e foi sétimo.

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Depois do 100 costas de Katinka, esperávamos mais do seu duelo com Mireia Belmonte no 800 livre. Mas a disputa acabou sendo mais com Jaz Carlin do que com Katinka, e depois da metade da prova a espanhola abriu vantagem e ganhou com certa tranquilidade,  8’03”41, recorde do campeonato mas pior que seu recorde mundial de 7’59”34.  Carlin acabou com a prata em disputa intensa com Sharon van Rowendaal, vencendo por apenas um centésimo!

Antes de falar do revezamento 4×200 livre, pausa novamente para o tempo de João de Lucca abrindo: 1’41”85, que daria a ele o bronze na prova individual e foi o suficiente para abrir o rev em primeiro já batendo o recorde sulamericano! O Brasil terminou em sexto lugar, com 6’54”53, de novo recorde sulamericano e com parciais muito fortes também de Fernando Ernesto e Gabriel Ogawa. A disputa pelo ouro foi boa, com Tyler Clary fechando muito bem e garantindo o ouro para os EUA depois de cair em terceiro. Prata para Itália e bronze para Rússia.

No revezamento 4×50 medley misto, a prova mais emocionante do dia, o Brasil fez história, com mais um ouro. A prova em si já é emocionante pela troca constante de posições, baseada na estratégia de cada país. O Brasil por exemplo foi um dos únicos a optar abrir com uma mulher, entregando o costas em 7º, mas o tempo de Etiene Medeiros foi simplesmente recorde sulamericano e o melhor tempo do ano na prova com 25”83! Felipe França buscou bem entregando em 5º com 25”45, outro tempaço. Só que daí, a maioria dos países já tinham usado seus dois homens. Nicholas Santos veio buscando todo mundo, entregando em primeiro com 21”81 e Larissa Martins teve a dificílima missão de segurar Fran Halsall da Grã-Bretanha e conseguiu, fechando para 24”17. Ouro muito comemorado, principalmete por se tratar da primeira medalha feminina em Mundiais!!

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