revezamento feminino

As 15 melhores provas de 2015 – do BRASIL

30 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015Nenhum comentário em As 15 melhores provas de 2015 – do BRASIL

15- 400 livre de Leo de Deus – Maria Lenk

Leonardo de Deus quebrou o recorde sul-americano mais antigo da natação brasileira em abril de 2015 nos 400 livre, tornando-se o primeiro brasileiro a baixar os 3’50”. O recorde anterior era do venezuelano Ricardo Monasterio de 2003 com 3’50”01. Com um ritmo de prova alucinante, esperava-se até que Leo nadasse na casa dos 3’47, 3’48. O nadador forçou bastante na passagem, o que acabou comprometendo principalmente os últimos 50 metros, mas que foi suficiente para estabelecer o novo recorde. Uma pena que o nadador não irá focar nessa prova, como nos 200 borboleta, em que foi campeão pan-americano e nos 200 costas.

leo_de_deus_1

14 -100 livre de Etiene Medeiros – Open

É meio injusto falar que fomos pegas de surpresa, pelo ano incrível que Etiene Medeiros estava tendo. Mas 54”26 de 100 livre foi algo bastante surpreendente, quase meio segundo abaixo do antigo recorde sul-americano. Para quem mal tinha nadadoras na casa dos 54 segundos há pouco tempo, ter uma quase para 53 só comprova que o trabalho com a natação feminina brasileira está surtindo efeito.

Etiene Medeiros. Trofeu Daltely Guimaraes, Campeonato Brasileiro Senior na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Etiene Medeiros. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

13- 400 medley de Brandonn Pierry – Open

Ficamos na dúvida se colocávamos os 400 medley do Pan ou do Open. Mas a prova do Open, além de ter tido um tempo um pouco mais forte que do Pan-Americano, ainda teve dois feitos oficializados: o índice olímpico – no Pan ainda não valia – e o recorde mundial Junior – que no Pan não foi validado. 4’14”07 foi seu tempo e a comemoração foi uma espécie de redenção pessoal, pois foi a última oportunidade do nadador de conquistar o recorde mundial junior, por sua idade.

Brandonn Almeida. Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Brandonn Almeida. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

12- 200 medley de Henrique Rodrigues – Pan

O nível da prova foi bem legal. O tempo de 1’57”06 de Henrique Rodrigues terminou o ano como sétimo tempo do ranking mundial e é uma das únicas provas que temos dois nadadores no top 8. Thiago Pereira nadou melhor que isso em Kazan e já incluímos os 200 medley dele e de Lochte nas melhores do mundo. No Pan, o protagonista foi Henrique, que com melhor marca pessoal, nos fez lembrar a seletiva olímpica de 2012, onde ele venceu Thiago pela primeira vez, conquistando seu primeiro índice olímpico.

henrique rodrigues thiago pereira toronto panamericano

11- 100 peito de Felipe França – Pan

Seu 59”21, que lhe deu o ouro no Pan-Americano, encontra-se como quinto melhor tempo do ano no ranking mundial. Felipe França teve um ano muito consistente e com esse tempo confirma que está, sim, na briga por medalha no Rio ano que vem (após classificar-se, claro), ainda mais agora perto do recorde sul-americano e da casa dos 58 segundos.

felipe frança campeão pan-americano

10- 200 livre de João de Lucca – Pan

Não só o fato de estar em 11º no ranking mundial de 2015, nem de ter batido o recorde sul-americano da prova, mas os 1’46”42 de João de Lucca no Pan-Americano foi o desencanto do nadador, que já era renomado em piscina de jardas, com um dos melhores tempos da história do NCAA, mas ainda não havia conseguido transferir esse potencial para piscina olímpica. Sem contar sua comemoração, uma das mais legais do ano.

Joao de Lucca.  Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Joao de Lucca.  Foto: Satiro Sodre/SSPress

9- 1500 livre de Brandonn Pierry – Mundial Junior

Brandonn de novo. Evitamos repetir nadadores nas melhores provas do mundo, mas aqui não foi possível. Os 1500 livre de Brandonn não foi seu melhor tempo do ano, mas foi um fato inédito: primeiro ouro em provas olímpicas em Mundiais Junior. Leonardo Guedes foi o primeiro campeão mundial Junior, na prova dos 50 costas em 2006. Depois disso, conquistamos algumas várias medalhas, mas sem ouros. Seu tempo foi de 15’15”88, um pouco pior que o que fez no Maria Lenk (outra prova que deve ser lembrada) com 15’12”20, novo recorde brasileiro.

Brandonn Almeida. Campeonato Mundial de Natacao no OCBC Aquatic Centre. 29 de agosto de 2015, Cingapura. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Brandonn Almeida. Foto: Satiro Sodre/SSPress

8- 400 livre de Luiz Altamir – Open

Foi uma das comemorações mais bonitas de 2015, se não a mais. No último dia do Open, Luiz Altamir, nadando quase que sozinho, venceu os 400 livre com 3’50”32, índice olímpico e que fez toda a arquibancada comemorar, principalmente os treinadores do Flamengo, equipe do nadador. O jovem ainda foi muito bem nos 200 livre, prova em que possui até o momento uma das vagas do revezamento.

Luiz  Altamir. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Luiz Altamir. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

7 – 4×200 livre do Pinheiros – Maria Lenk

Tudo bem que o recorde foi batido poucos meses depois, mas neste sétimo lugar está a quebra de um tabu que já durava 11 anos. Um recorde feito na final olímpica de 2004, que sobreviveu à era dos trajes e que poderia ter sido batido já ano passado, se as brasileiras tivessem tido oportunidade para isso. O fato é que, com a chegada de Joanna Maranhão e Manuella Lyrio na equipe do Pinheiros, o recorde que demorou tanto para ser batido, acabou sendo quebrado por uma equipe de Clube, que ainda teve Larissa Martins e Gabrielle Roncatto, baixando em mais de 2 segundos. E tabu é assim, basta ser quebrado e se torna banal. No Pan, as brasileiras destruiram o recorde de abril por mais de 5 segundos, entrando Jessica Bruin no lugar de Gabi.

4x200 feminino maria lenk

6- 50 costas de Etiene Medeiros – Mundial

Apesar da prova não ser olímpica, o feito conquistado por Etiene Medeiros na final dos 50 costas no Mundial de Kazan, além de ser inédito, pode tornar-se a porta de entrada da natação feminina para provas em nível internacional. Primeira medalha feminina em Mundiais de Piscina Longa, dando continuidade à sequência de quebras de tabu feitas pela nadadora. Seu tempo foi também novo recorde sul-americano: 27’’37.

etiene medeiros 50 costas mundial kazan

5- 50 livre de Bruno Fratus – Mundial

Um dos melhores resultados do ano, definitivamente, foi os 50 livre de Bruno Fratus na final do Mundial de Kazan. Mesmo não tendo feito sua melhor marca pessoal na final, a conquista do bronze foi quase um desencanto, já que há aproximadamente um ciclo olímpico, o velocista tem terminado o ano no top 3 do ranking, mas sem medalhas em Mundiais. E junto com essa medalha, ainda menciono seus 21’’37 abrindo o revezamento do Pinheiros no Open, tempo que lhe dá a segunda marca do ano, atrás apenas do campeão olímpico e mundial Florent Manaudou.

bruno fratus kazan 2015 50 livre

4- 100 costas de Etiene Medeiros – Pan

Como foi dito acima, ninguém quebra mais tabus do que Etiene Medeiros. Antes mesmo de sua medalha em Kazan, ela já havia quebrado mais de um tabu em uma só prova em Toronto. Nos 100 costas no Pan, a brasileira tornou-se a primeira sul-americana a baixar do minuto na prova em piscina longa e a primeira nadadora do país a conquistar um ouro em Jogos Pan-Americanos, isso tudo em prova olímpica, mantendo-se com o 9º melhor tempo da temporada de 2015, com seus 59”61.

etiene medeiros panamericano toronto costas

3- 200 medley de Thiago Pereira – Mundial

A prova foi um marco. Thiago Pereira dispensa qualquer tipo de apresentação, mas deixe-nos relembra-los antes de dar continuidade: Thiago está presente em finais de Mundiais e Olimpíadas nas provas de medley, desde 2004. Mas só em 2012, conquistou uma medalha olímpica e só em 2013 uma medalha em Mundial de Longa. Esse ano, sem a presença de Phelps, mas com Ryan Lochte, Thiago pela primeira vez disputou a prova de igual para igual e acabou com a prata com 1’56’’65.

1 thiago pereira ryan lochte kazan 2015

2- 4×100 livre feminino – Pan

Essa prova foi incrível e a segunda mais marcante para nós por diversas razões: tempo espetacular, recorde pulverizado, atitude e confiança das meninas frente às americanas e canadenses, medalha. Vamos começar pelo tempo feito, que em 2015 terminou em 7º no ranking mundial; foi 3 segundos abaixo do antigo recorde sul-americano feitos com traje; teve a primeira nadadora brasileira nadando 100 livre na casa dos 53 segundos em piscina longa, mesmo que lançada; e resultou em uma medalha de bronze. Mas como geralmente o que nos emociona não é tempo, mas significado, o que somatizou para um segundo lugar dos melhores do ano foi a postura das brasileiras que, além de parciais incríveis, teve Daynara de Paula ondulando os últimos 50 metros lado a lado com um dos melhores submersos da história: Natalie Coughlin.

revezamento feminino

1- 400 medley Joanna – Pan

Acho que já deixamos isso claro em diversos outros posts. Os 400 medley de Joanna Maranhão foi a prova mais marcante do ano para nós, mais do que o tempo, por toda a história que ela representa. Antes de mais nada, representa a superação pessoal, mas olhando de fora, via-se um tempo feito em 2004 em uma final que por si só já foi histórica e que durou longos 11 anos (assim como o 4×200), para que a própria nadadora o superasse. O recorde brasileiro chegou a ser ameaçado por Joanna algumas diversas vezes, mas quebrar a barreira de 4’40”00 acabou virando um tabu, que sobreviveu inclusive aos trajes. Ela ainda chegou a parar de nadar e a primeira grande competição após seu retorno foi logo um 4’38”03, que ainda foi coroado por uma medalha de bronze no Pan-americano.

joanna maranhão panamericano toronto

 

MENÇÃO HONROSA: A 23ª medalha

Não é uma prova, são 23. Thiago Pereira tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos (de todos os esportes e todos os países), após conquistar a 23ª medalha em Toronto.

(3.06) 23 medalhas

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