As 15 melhores provas de 2015 – no MUNDO

30 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015Nenhum comentário em As 15 melhores provas de 2015 – no MUNDO

15- 100 peito de Yulia Efimova em Kazan

Como poucos esperavam, Yulia Efimova levou a prova dos 100 peito sobre a favoritíssima Ruta Meilutyte, no Mundial de Kazan. Muito em função da lituana não estar na melhor forma, mas muito também por mérito da russa e de sua torcida a favor. A prova entrou no nosso top 15 pela emoção da ultrapassagemna segunda metade da prova já que Ruta passou bem forte na frente. Veja o vídeo para relembrar:


14- 200 borboleta de Laszlo Cseh em Kazan

O húngaro já encontra-se há mais de uma década entre os principais nadadores da prova, sempre subindo aos pódios internacionais, mas seu último título de mundial foi há 10 anos nos 400 medley, depois disso viu-se parado pelos algozes Phelps, Lochte e por fim Chad Le Clos. Em Kazan, cansou de ser sexy coadjuvante e levou o título sobre o sul-africano, em uma prova fortíssima.


13- 200 livre de James Guy em Kazan

Até o momento, pode-se dizer que Kazan é a competição da vida de James Guy. E não é à toa, o jovem despontou ano passado, quando foi medalhista nos 400 livre tanto no Commonwealth Games como no Mundial de curta em Doha, e, apesar de 19 anos de idade, no Mundial teve maturidade para confirmar seu favoritismo na prova, desbancando nomes como Sun Yang e Paul Biedermann, com o tempo de 1’45”14.


12- 200 costas de Emily Seebohm em Kazan

Como já deve saber, Emily Seebohm foi o grande nome do nado costas em 2015. Sua superioridade foi indiscutível, nadando 10 vezes na casa dos 58 segundos, tendo os 5 melhores tempos do ano. Em Kazan, venceu as duas provas olímpicas do estilo, que teve um gosto de redenção. Primeiramente, pela sequencia de vices, após bater recorde nas semifinais e principalmente pelo acidente sofrido em Maio, quando caiu de um cavalo. Mas os 200 costas do Mundial foi a grande prova da nadadora na temporada, pelo modo como foi nadado, fora da briga pelo ouro durante praticamente toda a prova, mas com os últimos metros decisivos, deixando para trás as favoritas Missy Franklin e Katinka Hosszu.

 

11- Recorde Mundial nos 200 costas de Mitch Larkin no Australiano de curta

O ano incrível de Mitchell Larkin, que teve além dos ouros no Mundial de Kazan, diversos fortes tempos durante as etapas de Copa do Mundo, foi coroado com o Recorde Mundial de piscina curta nos 200 costas. Com 1’45”63, o australiano bateu um recorde que durava desde 2009, pelo então russo Arkady Vyatchanin e também quebrou um tabu, já que um australiano não batia um recorde mundial individual desde o mesmo ano.





10- Recorde Mundial de Gregorio Paltrinieri no Europeu

O recorde era antigo, bem antigo, e histórico. O antigo detentor era nada menos que Grant Hackett. O próprio Paltrinieri ficou surpreso, disse que estava se sentindo bem nas eliminatórias, mas que nunca imaginaria um recorde mundial. Pois o bateu por mais de 2 segundos, com 14’08”06.

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9- 200 medley de Ryan Lochte nas Finais

A prova foi especial por diversos motivos. Primeiro por que tendenciosamente tínhamos dois brasileiros na final. Um deles, Thiago Pereira, disputou de igual pra igual com Ryan Lochte e foi a primeira vez que vi Thiago realmente disputando o ouro contra o americano. O principal foi o fato de que Lochte tornou-se o primeiro tetra campeão mundial da história, ganhando desde 2009 a prova.


8- 200 peito de Viktoria Gunes no Mundial Junior

Viktoria Gunes foi uma das grandes surpresas do ano. Ela terminou em 2015 com o melhor tempo do ano na prova dos 200 peito, com sua vitória no Mundial Junior de Cingapura. Ela havia sequer pego final no Mundial absoluto, algumas semanas antes. Pois em seguida, baixou quase 3 segundos de sua antiga melhor marca, que era até então recorde mundial Junior e foi a única nadadora do ano a baixar os 2’20” – e quarta da história. 2’19”64, novo recorde mundial Junir, quase recorde mundial absoluto, tempo que lhe daria ouro em Kazan – fácil.

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7- 100 borboleta de Sarah Sjostrom em Kazan, na Semi e Final

A primeira grande aparição de Sarah Sjostrom foi em 2009, conquistando logo o título mundial em Roma na prova dos 100 borboleta com novo recorde mundial. A sueca tinha apenas 16 anos na época e seu recorde durou até as Olimpíadas de Londres, quando Dana Vollmer tornou-se a primeira nadadora abaixo dos 56 segundos. Só em 2013, Sarah voltou a despontar nas provas de borboleta e também começou a mostrar ao mundo sua habilidade nas provas de livre. Em 2013, foi novamente campeã do mundo nos 100 borboleta, mas foi só em Kazan que Sarah recuperou seu recorde mundial e voltou a melhorar sua marca, batendo tanto na semifinal, como na eliminatória: 55”74 e 55”64. Em 2016, estará em busca de sua primeira medalha olímpica.

SEMIFINAL


FINAL

6- Recorde Mundial de Cate Campbell no Australiano de curta na passagem dos 200

Cate Campbell havia nadado a prova dos 100 livre para 51”38. Três dias depois, não satisfeita, tentou novamente o recorde mundial que pertencia a sua compatriota Lisbeth Lenton com 51”01, só que agora na parcial da final dos 200 livre. Dito e feito, Cate tornou-se a primeira mulher da história a nadar abaixo dos 51 segundos em 100 metros, com 50”91.

5- 50 livre de Manaudou em Kazan

A prova em si é sempre um atrativo, ainda mais com brasileiros. Ainda mais com brasileiro subindo no pódio. Mas a prova está em quinto lugar de nosso ranking devido ao tempo de Florent Manaudou: 21”19. É o melhor tempo da história por mais de 1 décimo. Está cada vez mais difícil bater o francês em grandes competições.


4- 200 borboleta de Phelps no Campeonato Americano

Não quisemos colocar mais de uma prova do mesmo nadador nessa lista, mesmo porque metade das provas seriam do Phelps e da Ledecky. Então, essa quarta posição também encontra-se os 200 medley e os 100 borboleta de Phelps nessa mesma competição. E não foram só os fortíssimos tempos que ficaram marcados. A ausência de Phelps em Kazan foi muito sentida, mas ele conseguiu se fazer presente, competindo simultaneamnte no Campeonato Americano, gerando inevitáveis comparações. E claro, Phelps ganharia tudo. E não é que foi a competição mais forte após seu retorno, foi a competição mais forte do nadador, desde 2009 com trajes. Escolhemos os 200 borboleta, com o melhor tempo dos últimos 6 anos: 1’52”94.

3- 200 medley de Katinka Hosszu em Kazan

Katinka Hosszu, apesar da fama de dama de ferro, começou a ter grandes resultados em piscina longa recentemente. Claro, ela já havia sido campeã mundial em 2009, mas nada que condissesse com seu apelido, até então. Para se ter uma ideia, a húngara ainda não possui nenhuma medalha olímpica. E até Kazan, também nunca havia batido um recorde mundial em piscina longa. Pois fez logo em um dos mais difíceis recordes feitos na era dos trajes: 2’06”15 de Ariana Kukors, feito naquele mesmo mundial, onde Katinka inclusive estava no pódio. O novo recorde: 2’06”12 e muito choro.






2- 100 peito de Adam Peaty no Campeonato Britânico

Adam Peaty estreou os recordes mundiais de 2015, fazendo um dos mais inacreditáveis tempos da natação. Ele baixou por mais de meio segundo o antigo recorde, que já era muito forte, feito na Olimpíada de Londres por Cameron Van Der Burgh. 57”92 de 100 peito é algo que até um minuto antes da prova podia ser considerado ainda inimaginável. O britânico provou que o impossível é nada.

1- 800 livre de Katie Ledecky em Kazan

Mais um ano em que Katie Ledecky ganha a melhor prova do ano. A americana não pára de fazer o inacreditável. O nível de suas provas já ultrapassou o absurdo. A nadadora já disputaria provas masculinas na maioria dos países do mundo. Para se ter uma ideia da evolução da prova após a aparição de Ledecky, o antigo recorde mundial era de 8’14”10 da britânica Rebecca Adlington. Ledecky baixou em Londres para 8’13”86, em um “regional” nos EUA para 8’11”00 e em Kazan ela pulverizou o próprio recorde, para 8’07”39!! Sua parcial inicial de 400 livre ganharia o bronze no Mundial, sua parcial de volta lhe daria a quinta posição na prova dos 400. Esses 800 livre representa todo o ano incrível da americana, que ainda teve mais dois recordes mundiais nos 1500.


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