Entrevista: Manuella Lyrio

19 de janeiro de 2015

Entrevista com Bia Nantes1 comentário em Entrevista: Manuella Lyrio

De volta ao Pinheiros depois de 5 anos no Minas Tênis Clube, Manuella Lyrio está empolgada. Depois de ficar com catapora no Mundial de Curta de Doha e quebrar o braço nas férias, a nadadora de 25 anos quer fazer pela primeira vez o índice individual para o Mundial. Nessa entrevista, ela fala sobre o período em que parou de nadar, a expectativa para os treinos e os melhores momentos da carreira.

Qual sua expectativa nessa volta ao Pinheiros depois de 6 anos?
A equipe está muito diferente, não é a mesma de quando eu treinava aqui. Mas me sinto em casa um pouco, tenho muitas lembranças boas, revejo algumas pessoas que estão desde aquela época. A expectativa é de nadar pra caramba.

Qual o principal objetivo do ano?
O objetivo principal é o Maria Lenk, para conseguir índice para o Mundial, que eu nunca consegui até hoje. E tem o PAN também, mas eu conseguindo o Mundial, acho que a chance de ir para o PAN é alta.

Para qual prova você está focando esse ano?
Os 200 livre, e o 400 também. Apesar do Pinheiros ter fama de velocista, acho que vai dar para nadar um 400 legal. 

Você tem nadado o 200 borboleta nos absolutos também, é uma prova que você gosta?
Gosto de nadar sim, mas não treino muito. É diferente. Vou bem tranquila, sem obrigação, mais para ajudar o clube. Não tenho grandes objetivos nela..

Já está treinando com o Amém?
Sim, mas não estou nadando ainda porque quebrei o braço. Mas já estou com o grupo, fazendo trabalho de perna.

Foto: Satiro Sodré, SSPress

Foto: Satiro Sodré, SSPress

Além de quebrar o braço você ficou doente no Mundial né?
Sim, tive  catapora. Fiquei meio triste,  sabe quando você quer dar seu melhor e não pode? Via todo mundo nadando muito bem e eu lá me sentindo mal. Agora teve o braço. Eu me machuquei nas férias, e vou ter que ficar 6 semanas sem nadar, mas já pretendo voltar na quarta semana, que é para pegar o treinamento em altitude. Viajamos para lá no sábado. Mas se Deus quiser, isso ficou no ano passado, espero conseguir por pra fora tudo que ficou engasgado no começo do ano.

Você gosta de treinar? Está animada pra treinar com a Joanna e a Larissa do lado?Sim, gosto de treinar. Tem dias que dá uma preguicinha, mas na maioria das vezes eu gosto da sensação de ter saído bem do treino. Acho que os treinos vão ser bem legais, tem também a Gabi [Roncatto] e a Aline [Rodrigues], que são mais novinhas e nadam bem. Eu sou muito competitiva, na primeira vez que treinei aqui tinha a Monique Ferreira, era legal.

No Open, mesmo depois da catapora, você nadou de novo para 1’59 no 200 livre. Gostou dos resultados?
Gostei, não estava esperando muito. 

Você se destacou na natação desde a base, bateu o primeiro recorde sul-americano com 16 anos, no revezamento 4×200 livre. Teve algum momento que ficou de saco cheio de nadar?
Eu sempre gostei muito. Na fase de adolescente você fica meio perdida, se pergunta se é isso mesmo. Acaba fazendo mais por fazer, sem as coisas claras na cabeça. Até parei um pouco nessa época, em 2009, quando sai do Pinheiros. Nadei o Maria Lenk, fui viajar depois e resolvi parar. 

Por que voltou?
Eu vi que era aquilo que eu queria. Sentia falta de competir, de sentir frio na barriga… As coisas para mim foram acontecendo muito rápido. Eu não tinha muito tempo de pensar, quando eu via acontecia. Quando eu parei que as coisas ficaram mais claras, comecei a pensar mais profissionalmente. Amadureci.  

E logo depois disso você foi pro Minas, onde ficou até o ano passado.. 
Foi uma experiência ótima em BH. Gostei de tudo, dos técnicos, da cidade, das pessoas. Voltei mais buscando uma mudança.

Manuella fez parte do revezamento 4x200 bronze no PAN de 2007...

Manuella fez parte do revezamento 4×200 bronze no PAN de 2007…

E seu começo na natação foi em Brasilia?
Sim, comecei a nadar em uma academia, Baleia azul. O Minas Tênis de Brasília abriu um concurso para treinar de graça e eu passei na seletiva. Lá me federei e comecei a treinar mais sério. De lá fui treinar com o Hugo Lobo, que foi quando eu realmente comecei a treinar, dobrei. Nadava bastante lá, por isso que me destaquei desde novinha.

Qual era o volume?
Não lembro exatamente, mas lembro que tinha dobra. A gente treinava bastante.

... e na prata em Guadalajara-2011

… e na prata em Guadalajara-2011

Qual foi sua competição inesquecível?
Acho que o mundial de Barcelona, quando bati o recorde sul-americano. Foi inesquecível. 

Falando em recorde, e você treinando com Joanna e Larissa, você e as meninas conversam sobre o 4×200?
A gente acha que dá para bater. Eu e a Larissa já temos abaixo de 2’00, não acho difícil a Joanna fazer abaixo de 2’00 também. A gente conversa disso, estamos empolgadas.

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