#tbt: Atenas 2004

5 de março de 2015

#tbtNenhum comentário em #tbt: Atenas 2004

Já que estamos em uma semana comemorativa com o lançamento do Documentário As Meninas de Atenas, nada mais justo relembrar justamente essa Olimpíada que foi histórica não só para a natação feminina, mas para muitas estrelas da natação mundial.

Em minha opinião, aquele evento foi um divisor de águas que despediu-se de uma geração de gigantes dos anos 90 e deu boas vindas à uma geração de fenômenos, muitos dos quais se sobressaem até hoje. Quer ver?

Foi em Atenas a primeira medalha olímpica de Laure Manaudou, quando venceu os 400 livre.

Foi em Atenas a primeira medalha olímpica de Federica Pelegrini, com apenas 16 anos, quando terminou em segundo nos 200 livre.

Primeira medalha olímpica de Kosuke Kitajima, vencendo os 100 e 200 peito:

Aliás, foi onde Phelps conquistou sua primeira das 22 medalhas olímpicas que possui. A primeira e a oitava também, já que saiu de lá com 6 ouros e 2 bronzes.

E a primeira medalha de Ryan Lochte, em segundo nos 200 costas…

Foi também a redenção de Ian Thorpe, que após ser desclassificado na seletiva australiana em sua principal prova, os 400 livre, conseguiu classificar-se e tornar-se bi-campeão da prova. Aliás, foi sua despedida olímpica, precoce.

Foi a despedida olímpica também de Alexander Popov, sem medalhas…

Foi o bi-campeonato de Pieter van den Hoogeband nos 100 livre…

…de Gary Hall Jr, nos 50…

…de Inge de Bruin, também nos 50…

(com despedida olímpica dos últimos dois)

… e de Yana Klochkova nos 200 e 400 medley:

Foi o local da despedida de Gustavo Borges:

E da vitória sul-africana com recorde mundial no 4×100 livre em cima dos americanos:

Isso sem contar fatos marcantes como a queridinha americana Amanda Beard; a zebra Kirsty Coventry, que depois tornou-se bi-campeã olímpica; primeira medalha de Daniel Gyurta nos 200 peito com apenas 15 anos; Aaron Peirsol desclassificado nos 200 costas, mas depois voltaram atrás dando-lhe o ouro; Natalie Coughlin, Brendan Hansen, Katie Hoff, Lisbeth Lenton, final de Thiago Pereira, final de Gabriel Mangabeira e, claro, as três finais femininas brasileiras, como Joanna Maranhão, Monique Ferreira, Mariana Brochado, Paula Baracho e Flavia Delaroli.

Ao mesmo tempo em que que dávamos adeus, com grande pesar, a ícones como Inge, Pieter, Thorpe, Yana, Popov, Hall Jr, Gustavo… começamos a simpatizar com a versatilidade de Phelps, com os grillz de Lochte, com a audácia de Kitajima, com a precocidade de Hoff, com o pioneirismo de Coventry, com a rebeldia de Manaudou, com a simpatia de Lisbeth. E com as meninas de Atenas.

É cada vez mais claro que as Olimpíadas de Atenas foi uma das mais marcantes edições na natação. Da minha memória, definitivamente a melhor… até o momento. #tbt

Posts relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »