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Homossexualidade: com a palavra quem (de fato) entende

2 de julho de 2015

Diário de Joanna50 comentários em Homossexualidade: com a palavra quem (de fato) entende

Rosa é cor de menina, azul é cor de menino.

Menino com cabelo grande parece afeminado, menina de cabelo curto fica masculinizado. Judô pros meninos, ballet pras meninas.

Menina na escola brinca de elástico e almofadinha, menino joga futebol.

Minha infância foi assim, eu cresci acreditando que tinha que usar brinco pra ser mais feminina, que sentar de perna aberta era coisa de menino, que menina tinha que ter modos, que gostar de jogar futebol de botão era esquisito, eu tinha mesmo que curtir barbie. Não, eu não cresci numa família religiosa e tradicional, essa era apenas como as coisas deveriam ser.

Mas e o menino que não gosta de jogar futebol? E a menina que não quer usar brinco e odeia boneca?

A homossexualidade é uma condição e não uma opção como muitos vem tentando afirmar. É o “perigo” da democracia, o direito de se expressar, ao mesmo tempo que os homossexuais encontram aos poucos mais espaço e vão comemorando pequenas vitórias, os homofóbicos e reacionários reagem bradando a favor dos “bons costumes”, entoando versículos da bíblia (do velho testamento, apesar de Jesus ter vindo pra pregar o novo, citando o levítico mas esquecendo que gosta muito de comer carne de porco) demonstrando uma moralidade seletiva.

Não satisfeitos em bradar contra as fotos coloridas do facebook, o beijo de duas atrizes na novela, a campanha de uma perfumaria , entre outros absurdos, eles adentram na política, querendo de forma ditatorial assassinar a laicidade do estado, em troca de palavras da bíblia.

Antes que me chamem de anti cristã, atéia, eu vos confesso: sou extremamente religiosa, eu filtro de todas as fontes: espírita, católica, evangélica, budista. Quase todos os Domingos estou na missa das 11h numa igreja perto da minha casa, ao mesmo tempo tenho livros espíritas e budista na cabeceira e também sigo um pastor evangélico que admiro.

Mas chega de falar de mim, eu não sou homossexual, não passo na pele os preconceitos, então pedi para dois amigos muito especiais (um deles meu irmão caçula) falarem um pouco sobre sua condição sexual e o mundo atual:

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– Comecem se apresentando: nome, no que trabalham, de onde são…

* Sílvio: Me chamo Silvio Melo Junior, recifense, 21 anos, estudante de arquitetura e urbanismo.Várias pessoas chegaram para me perguntar se eu teria optado por arquitetura e urbanismo por não ter sido “homem o suficiente” para estudar engenharia civil. Isso me irritava antes, hoje eu consigo enxergar isso com piedade porque é isso que a ignorância e a arrogância merecem.

* Yuri: Me chamo Yuri Dantas Martins,32 anos, soteropolitano, Relações Públicas e trabalho como consultor de negócios de uma grande empresa de telefonia. Ou seja, bom partido né? Porém infelizmente ainda não achei meu príncipe encantado. No entanto, juro que sou um gordinho gostoso e super de família.

– Foi mais difícil assumir a homossexualidade pra família ou pros amigos?

* Sílvio: Se assumir gay, para qualquer pessoa, no início é difícil. Eu, particularmente, de algumas pessoas já esperava uma reação negativa como forma de autoproteção. Felizmente não tive grandes problemas com amigos e familiares mais próximos e hoje carrego a bandeira com muito orgulho, jamais escondo de ninguém quando me perguntam porque é minha maneira de ser ativista diariamente. Um fato que marcou muito a minha vida foi quando eu disse a uma professora quando eu estava fazendo intercâmbio que um “amigo” estava vindo do Brasil me visitar e que iríamos viajar juntos. Eu já estava relativamente acostumado a mentir dessa forma no meu país. Mas qual a razão de eu fazer isso em um lugar onde ninguém me conhecia? Na verdade isso não deveria acontecer com ninguém mas foi um período da minha vida. Depois da aula ela veio conversar comigo dizendo que se sentia conectada a mim de alguma forma e tinha descoberto o porquê. Ela sabia que quem estava vindo me visitar era o meu (ex)namorado, e que se eu tivesse qualquer razão para esconder isso de alguém no Brasil, ela não existia ali. E ainda me contou sobre o seu filho que mudou-se para Los Angeles para estudar artes cênicas e que tinha sofrido muito no México (onde eu estava estudando) por conta da sua orientação sexual. A partir dali, minha vida mudou e eu parei de me esconder porque não existe razão pra isso. Hoje em dia, tenho orgulho em caminhar com outro homem de mãos dadas, de se despedir decentemente no aeroporto, ou de dizer que vou viajar com meu companheiro.

* Yuri: Então, contei primeiro para meus amigos e depois para minha mãe. Geralmente é sempre nessa ordem. Na época meu primo e minha prima já eram gays assumidos e por isso tive mais facilidade com a família. Meu pai que não gostou muito da ideia, mas hoje em dia é de boa e sabe lidar tranquilamente. Agora será que contei no momento certo? Será que existe momento certo para contar? Alguém pode me dizer? Não existe padronização e acredito que cada um tem seu tempo e sabe da sua vida. Muito foda julgar! Bom, comecei a falar e escutei alguns questionamentos do tipo: “Poxa! Eu te defendia e você me escondeu esse tempo todo?”. Defendia??? Por acaso eu tinha cometido algum crime para precisar de defesa? Talvez para alguns fanáticos evangélicos sim. Para eles sou um grande pecador e vou arder no inferno. FODA-SE! Se  meu Deus não me amasse não teria me dado à sorte da aceitação de 100% das pessoas que AMO. Você disse MEU Deus Yuri? Sim! Definitivamente o meu DEUS não é o mesmo DEUS que o deles e meu exército é composto apenas por pessoas do bem.

– O fato de serem nordestinos traz uma bagagem mais pesada pelo estigma do “cabra macho da peste”?

* Sílvio: Não acho que esse estigma ainda exista, mas acho que a mentalidade do nordestino é um pouco mais fechada por diversos fatores históricos e que tornam a nossa vida um pouco mais complicada. Mas é algo que vai mudar em médio prazo porque o mundo caminha na mesma direção. Uns mais rápidos e outros mais lentos. Mas caminham.

* Yuri: “Salvador, Bahia, território africano, baiano sou eu, é você, somos nós, uma voz, um tambor. Oxente, cê num tá vendo que a gente é nordeste?Cabra da peste…” Cabra da peste?Xiii…Será que esse Pitbull não é Leci gente? Nunca sofri bullying por ser nordestino e nem precisei pagar de machão por isso. Acredito que a cobrança independe da região de nascimento. O preconceito é cruel para todos e machuca da mesma forma. Apesar disso, creio que minha personalidade forte me ajudou a bloquear qualquer tipo de comentário ofensivo. Vou pra cima mesmo!!!E dai?Vixeeee!!! Imaginem se eu fosse militante!!!Fora que querendo ou não, sou respeitado não apenas pelo fato de não levar desaforo para casa, mas por ser quem eu sou.É isso que importa e que vale a pena.

– Já passaram por alguma situação constrangedora em público?

* Sílvio: Um amigo gay bailarino que malha comigo, ao terminar o treino de musculação, foi se alongar e a academia começou a rir da maneira em que ele se alongava. Existe algo mais patético do que rir de outra pessoa que simplesmente está se alongando? SE ALONGANDO? Esse tipo de fato acontece muito pouco comigo e acho que é por isso que me irrita tanto.

– Como enxergam a bancada religiosa na política brasileira?

* Sílvio:  Uma hora ela vai deixar de existir. Mesmo que demore ou que eu nem esteja vivo para isso. Por enquanto, nosso dever é fazer o ativismo diário.

* Yuri: Me irrita!

– O que mais irritam/entristecem vocês?

* Sílvio: O preconceito dentro da nossa própria comunidade “Não gosto de bicha espalhafatosa”, “tudo bem ser viado, mas afeminado é demais”, “pelo menos não é travesti”, etc.

– Sonham em constituir família, ter filhos?

* Sílvio: Sonho em constituir família mas hoje não penso em ter filhos. Acho que não tenho dom. Mas amanhã eu sou outra pessoa.

* Yuri:E os planos para o futuro Dr. Yuri? Vai se casar e construir família? Aloka! Pergunta que não quer calar e que persegue tanto gays quanto héteros depois que atingem certa idade. Bom, sou muito imediatista e não penso muito nisso. Mas pretendo casar sim. Filho? Tô fora! Contento-me apenas em ser titio e padrinho. Antes que perguntem, não quero ter não por achar que não serei capaz de ser pai. Apenas acho que financeiramente não compensa e que não é garantia de felicidade. Não me julguem e nem fiquem horrorizados com o que eu disse tá?Ainda posso mudar de ideia né? Meu marido pode querer muito e apaixonado sou um bestão.

 

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image2Bom é isso, espero que tenham curtido. Como deu pra perceber, Sílvio (meu irmão) e Yuri (meu irmão baiano de coração) são pessoas completamente diferentes, Yuri respondeu praticamente todas as perguntas em uma só (esse é meu baiano amado!), porém, ambos desejam o que todo mundo deseja independente da condição sexual: felicidade e liberdade para ser aquilo que se é por inteiro!

Pro próximo post, eu gostaria da opinião de vocês sobre qual tema abordar, vou colocar aqui embaixo e vocês vão comentando e dizendo o que gostariam, ok?

– Vegetarianismo e Segunda sem Carne;

– Amor no esporte e relacionamento a distância: isso existe?

– Rivalidade saudável entre mulheres dentro da natação

– Presença dos pais no esporte; até onde ajuda e onde começa a prejudicar.

Mais alguma sugestão? Como sabem estou embarcando pro Pan Americano no Canadá e de lá será difícil postar porque o foco é na competição, mas prometo na volta, fazer um sorteio bem legal de uniformes da seleção e mascote dos jogos!

Beijos!

 

 

 

 

 

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50 comentários em "Homossexualidade: com a palavra quem (de fato) entende"

  1. Dudinha disse:

    Que coisa mais linda, fico tão feliz de ver meu amigo tão bem resolvido, sem se importar com a opinião alheia. Fiquei muito honrada em saber e acompanhar toda a trajetória dele e ver como ele conseguiu passar por cima de tudo isso! Acho muito legal a forma que você lida com isso junto com toda a família de vocês, juca. Conheço pouco Yuri mas já gostei dele de cara e dá pra perceber o quanto ele é feliz e resolvido da mesma forma. E é ótimo você conseguir achar pessoas assim durante sua passagem na vida.

    Juca, parabéns pelo blog, e tenha certeza que estarei sempre aqui acompanhando tudo, beijos.

  2. Paulo disse:

    Amor no esporte e relacionamento a distância: isso existe? Acho que é um excelente tema. Tenho um casal de amigos que mantiveram o seu relacionamento de pé mesmo ela estando na espanha e ele aqui e que se conheceram por causa da natação.

  3. Teresinha maranhão disse:

    Hoje a condição gay do meu filho está completamente resolvida em minha cabeça. Não nego que no princípio tive medo,mais por situações adversas que ele pudesse enfrentar e provavelmente por algum preconceito meu(idéias pré formadas). Como meu marido cresceu com tia que é gay e muito querida por ele, encarava isso sem nenhuma diferença, nenhuma mesmo, e ele me ajudou bastante. Fiz terapia, pq precisava trabalhar EM MIM , essa imperfeição e sempre disse a meu filho desde a nossa primeira conversa, quero que você seja feliz, independente de qq condição sexual( na época eu chamava opção).
    Sempre fiz e faço questão de coisas que procurei passar para os tres, honestidade, bondade, determinação e integridade, e tudo isso, posso bradar com o maior orgulho, consegui das minhas 3 crias. Amo a todos de paixão, cada um de seu jeito, amo meus bichos( e os bichos do mundo todo) , amo meu companheiro, minha mãe ( frágil de saúde mas estamos juntas) e SOU FELIZ, GRAÇAS A DEUS. Ps, esqueci, amo minhas orquídeas.

  4. Camila disse:

    Rivalidade saudável entre mulheres dentro da natação!

    To amando ler o blog, Joanna! Você escreve muito bem e tenho certeza que será um sucesso :)

  5. Bárbara disse:

    Amor no esporte e relacionamento a distância! Acho incrível teu relacionamento com Luciano, e sei que são pouquíssimas as pessoas que passariam pelo que vocês dois passam dia após dia. Beijão!

  6. Lamento que a atleta Joana Maranhão não me represente:
    tenho vergonha de atleta que diz que não representa uma parcela da população que não concorda com ela. Saqui a pouco está representando só os católicos, ou só os mineiros, ou só os filiados ao PSB, ou só os nascidos no ano de 1972…esse tipo de pensamento dissemina o espírito de intolerância a diversidade de opiniões. Lamentável.
    Mas pra quem é medico do SUS independente d e opinião dos pacientes, credo, cor, se votou ou não no PT, de apoia ou não a redução na maioridade penal, é foda ouvir isso de uma atleta que vai competir no PAN, representar somente as pessoas que pensam como ela.

    • Joanna Maranhão disse:

      O ódio nas redes sociais tem se mostrado tão latente que não nos permite mais uma interpretação racional. Se a senhora é a favor ou contra a redução da maior idade penal, isso não importa, o que aconteceu ontem na câmara foi imensamente maior do que a minha e/ou a sua opinião, foi um golpe a democracia, uma manobra criminosa e quanto a isso não restam dúvidas. Hoje a sua vontade de redução da maior idade penal foi acatada, e se amanhã uma outra emenda entra em pauta e sua opinião não for acatada e Eduardo Cunha dá o “seu jeitinho” de aprovar o que ele quer comprando deputados, como a senhora vai se sentir?

    • yuri disse:

      Se passou Lea!!!

  7. Débora disse:

    Meu voto vai para: Presença dos pais no esporte; até onde ajuda e onde começa a prejudicar. Me interessa muito!
    Joanna, parabéns pelo blog, adorei os posts até agora.
    Beijos

  8. José Marcus disse:

    Sou gay, sou professor de biologia, e sei bem o que é preconceito, machuca é uma dor silenciosa, ensino aos meus alunos que independente de qualquer coisa, somos seres humanos ! Apenas seres humanos

  9. Sandro disse:

    O gayzismo é forte mesmo na nossa sociedade marxista cultural. Triste!

  10. Gustavo Mendes disse:

    Muito bons seus posts Joanna! ! Acompanho sempre, suas colocações são exelentes e fazem refletir muito! Gostaria de ver vc escrevendo sobre o vegetarianismo e a segunda sem carne que acompanho no seu Instagram em relação a opções , valores e em relação ao esporte , como se adequar ao treinamento esportivo quando vegetariano , como substituir … Mas os outros assuntos são muito interessantes e pelo que escreve , todos serão excelentes!!!
    Há, gostei da parte dos sorteios dos uniformes e mascotes !! Me escolheee kkkk , Beijos e um ótimo campeonato em Toronto !!!!

  11. Rita de Cassia Andrade Ribeiro -AE-SSA disse:

    Se já te admirava a partir de hoje virei tiete!

    Parabéns pelo seu blog, pela entrevista sobre homossexualidade (não tenho esta orientação, mas é um assunto que me inquieta e no meu TCC fiz questão de pesquisar sobre a família homoafetiva e adorei) e pelo seu posicionamento com referência ao social do nosso país. Quero conhecer mais sobre as suas ações ok?

    Você decididamente, me representa!

    Parabéns!

    • Joanna Maranhão disse:

      Oi Rita, obrigada pelo carinho e seja bem vinda. Que esse blog sirva pra gente discutir idéias e evoluir nossa linha de pensamento.
      Beijos!

  12. Rinaldo disse:

    Boa noite Joanna,
    Descobri o seu”Diário” agora a pouco, após ler o seu posicionamento com relação à “REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL”. Concordo totalmente com a sua atitude e me surpreendi ao ler sobre o seu trabalho na ONG. Fico feliz por conhecer que existem pessoas como você.
    Para completar o meu contentamento, li a matéria sobre as famílias homoafetivas.
    Me espantou no entanto, algumas reações destrambelhadas aqui postadas por pessoas que não concordam com você(com o se você precisasse disso) e além de escreverem mensagens confusas e mal escritas ainda utilizam palavras inadequadas.
    Definitivamente você me representa.
    Parabéns e siga em frente….. Os cães ladram e a caravana passa….

    • Joanna Maranhão disse:

      Fico feliz que tenha gostado, sinta-se a vontade pra discordar também, rs. Minha intenção é expor minhas idéias e ouvir a opinião das outras pessoas, as que diferem da minha principalmente, desde que com respeito, é assim que a gente constrói uma linha de pensamento. Beijos!

  13. Rinaldo disse:

    Boa noite Joanna,
    Descobri o seu”Diário” agora a pouco, após ler o seu posicionamento com relação à “REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL”. Concordo totalmente com a sua atitude e me surpreendi ao ler sobre o seu trabalho na ONG. Fico feliz por saber que existem pessoas como você.
    Para completar o meu contentamento, li a matéria sobre as famílias homoafetivas.
    Me espantou no entanto, algumas reações destrambelhadas aqui postadas por pessoas que não concordam com você(como se você precisasse disso) e além de escreverem mensagens confusas e mal escritas ainda utilizam palavras inadequadas.
    Definitivamente você me representa.
    Parabéns e siga em frente….. Os cães ladram e a caravana passa….
    PS: Gostaria de saber mais sobre a sua ONG

  14. Joanna, acabei de escrever pvt msg para vc no seu Fb, e agora vim ler o blog e fiquei pasmo. Boa redação, clara e forte.E que capacidade de lidar com comentários adversos é essa? Minha cara, vc está de parabéns.
    Ah, o mais importante, além dos depoimentos (mt bons) do seu irmão e seu amigo, é uma curta frase que vc escreveu e precisa ser reiterada até marcar a pedra: homossexualidade (e não “homossexualismo”, pelamor!!) não é opção, nem escolha. Orientação sexual *É*. Existe. E ainda nem tão rígida. E tua sexualidade deveria importar só a quem a vive contigo, ou quem pretende -mais ninguém.
    Parabéns pelo post, e continua escrevendo :)

    • Joanna Maranhão disse:

      Obrigada Marcelo! Como eu disse no comentário acima, eu espero que esse espaço aqui sirva pra gente debater temas sem se agredir, proponho uma “suíça da internet”, rs. Ninguém é dono da verdade, mas temos muito a crescer com debates principalmente acerca de temas polêmicos. Obrigada pelo toque, já tinha escrito errado no IG e vou corrigir por aqui também, valeu!

  15. Joanna,
    não queria ser repetitivo no elogio, mas… rsrsrs “muito bom ler o que você tem a dizer”. Acho que nem sempre suas ideias serão compatíveis com todos os leitores, mas a forma clara, argumentativa e firme com que escreve dá o exemplo inclusive pra quem quer contrariar. Cada um pode ter sua opinião, mas que ela seja embasada e não vazia, advinda de modinhas no pior estilo papagaio de pirata como a gente vê aos montes nas redes sociais.
    Quanto à questão do Post, acho que a homofobia, assim como o racismo ou qualquer outra forma de preconceito ou discriminação é fruto do problema mais enraizado na nossa sociedade: a falta de educação. E eu não digo somente a educação escolar, mas a educação que vem de casa, que ensina aquelas regrinhas básicas de respeitar a todos, ser honesto, dizer bom dia, com licença, esperar sua vez na fila, enfim… a cada dia eu me convenço e me entristeço ao perceber que os nossos maiores dilemas são efeitos da postura do nosso povo e não a causa. Somos um povo mal-educado e por isso há tanto desrespeito e por isso é tão difícil aceitar o outro sem querer moldá-lo aos seus gostos e conveniências. Infelizmente não sei se haverá solução quando olho a volta e vejo que hoje, meus amigos – gente de uma nova geração – que se tornaram pais, são tão complacentes com seus filhos, fazendo todas suas vontades e os convencendo que são os reis do pedaço.

    Quanto ao tema do novo post: voto na rivalidade!!! Polêmica! rsrsrsrsrsrs

    • Joanna Maranhão disse:

      Obrigada Rodrigo!!! :)

    • Joanna Maranhão disse:

      Oi Rodrigo! Acho importante que a gente faça valer a nossa opinião, estou aberta ao diálogo (ao diálogo) e não as ofensas, se a gente quer combater violência, não pode utulizar argumentos violentos. Eu espero que esse espaço do blog sirva pra isso, pra se debater temas, sejam eles polêmicos ou não, de forma educada, será difícil, mas irei tentar criar esse limite e elevar o nível dos debates por aqui.

  16. Henri Nicholas disse:

    Menina, que surpresa agradabilíssima ler suas colocações, que maturidade e lucidez !! Lamentavelmente não é comum encontra-la entre nossos jovens atlletas. FORÇA E SIGA FIRME EM SEUS PROPÓSITOS.
    Meu voto na enquete sobre próximo tema fica em ” Presença dos pais no esporte; até onde ajuda e onde começa a prejudicar”.

    Um grande abraço de seu mais novo admirador.

  17. Parabéns, Joanna. Muito bacana a sua iniciativa de começar um blog e de não temer falar de assuntos ainda considerados tabus pela sociedade brasileira, é preciso ter coragem e muita paciência para assimilar e responder, de forma ponderada, às críticas negativas e pejorativas que volta e meia algum feliz posta. Eu, que mantenho o meu blog no ar desde 2002, fiquei muito feliz em ver a blogosfera brasileira sendo enriquecida pelas suas contribuições. :) Um abraço e força sempre!

    • Joanna Maranhão disse:

      Isso mesmo Alexandre, responder a críticas algumas vezes tão violentas é difícil, mas se a gente responder na mesma moeda, cria um ciclo vicioso de ódio, e se queremos combater isso, temos que responder de forma branda, não é fácil mas tenho tentado. Fico feliz que tenha gostado do blog, seja bem vindo!

  18. Edson disse:

    Oi Joanna!! Muito feliz o seu” artigo”. Fiquei muito contente e feliz ao saber das suas ideias e também da forma como você encara determinados assuntos. Muitas vezes somos vítimas dos estereótipos que criamos sobre as pessoas, que bom que você é uma desportista com um pensamento tão progressista e focado na nossa realidade! Que você obtenha sucesso na competição!!! Obrigado por representar o nosso país! Felicidades!!!!

    • Joanna Maranhão disse:

      Muito obrigada Edson e seja bem vindo a esse espaço para debates de idéias, ainda que a gente discorde, temos que sempre saber discutir de forma educada. Grande abraço!

  19. Nezio disse:

    Boa noite,
    Primeiro, parabens pelo blog e pelas opinioes sensatas. Quanto ao texto, gostaria de sugerir um tema relacionado q tenho pesquisado e achei mto interessante. Eh sobre Ideologia de Genero. Talvez seja o primeiro assunto onde a igreja utilize argumentos cientificos mais concretos q os defensores desta causa. Tbm eh curioso q os homossexuais tendem a apoiar de cara esta ideologia e dps podem ver q ela nao eh tao boa assim.
    Sugiro primeiro ver a opiniao do Pe Christian
    https://youtu.be/VMSZlj-sO2Q
    Depois, msm q vc nao tenha visto o link acima, nao deixe de ver o documentario abaixo. Tem no youtube tbm; o nome eh lavagem cerebral.
    http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=33021
    Talvez seria ate interessante vc voltar a discutir c os seus amigos sobre este caso especifico q tah na moda devido ao PNE e dps, quem sabe, escrever sobre.
    Abraços e mais uma vez parabéns!

    • Joanna Maranhão disse:

      Oi Nezio, te agradeço pelas sugestões e informações, obrigada por ter enviado o documentário, adoro assistir a vídeos desse tipo.
      Bem vindo ao blog!Fique a vontade para colocar suas opiniões.
      Grande abraço!

  20. Gabi disse:

    Caramba, tu existe mesmo Joanna? Rs..
    Bom, a gente tem mais ou menos a mesma idade ,lá em Atenas naquele quinto lugar eu conheci você e lá virei fã da nadadora, que bom que eu virei,pq gracas aquele quinto lugar lindo, com direito a uma cena de amizade de deixar coração de pseudoatleta(no caso o meu) transbordando emoção ,eu sempre tentei acompanhar e fui descobrindo uma Joanna mais do que uma atleta “cabo machu” a se torcer. Nordestina como eu,educadora física(das boas, daqueles que se importam a cima de tudo com o nome educação que a gente carrega. É tb sou EF.) e uma ativista das boas causas, n só de uma, das boa. Mostrando teu instan a alguns amigos, chegamos a conclusão:” se essa menina fosse aqui do Ceará, tinha perigo não, ela era da turma.” Acho que seriamos boas amigas, rs.. Lá vai vc pra mais um pan e lá vou eu pra frente da TV de novo como sempre torcer ,agora não só pela nadadora,mas por uma mulher e tanto! Sua fã Joanna.

    • Joanna Maranhão disse:

      Oi Gabi!Cearense?Que coisa maravilhosa!Tenho tantas lembranças massa dos campeonatos em Fortaleza…muito obrigada pela mensagem, viu?Pela torcida, por tudo!Seja bem vinda a esse espaço. E antes que eu esqueça, vou ser madrinha dos jogos escolares em Fortaleza, quem sabe a gente não se conhece e eu entro pra turma, hehe.
      Abraços!

      • Gabi disse:

        Massa! Jeb’s tá muito bem de madrinha! Pois precisando de guia turístico estamos aqui! Rs..
        Boa sorte no Pan Joanna! Os cabeças chatas aqui vão ta na torcida!! Bj

  21. Natália disse:

    Joaninha, cara…VC arrebenta!!!
    Já deixei MSG pra VC em todas as redes possíveis, mas tinha q passar aqui pelo blog pra mais uma vez te dar muitos parabéns!!! Pela atleta e hj pela pessoa.
    O ódio na nossa sociedade hj está imperando, mas descobrir pessoas como VC me faz acreditar q vale a pena permanecer na luta. Acredito q esses tempos sombrios vão passar e nossa sociedade vai dar um salto de qualidade, as pessoas vão perceber q tão preconceito num vai levar ninguém a lugar nenhum. Enfim, minha torcida VC tem até no céu (já q debaixo d’agua tu já ta hehehe) espero a oportunidade de ve-la ao vivo em breve, quem sabe em mais uma olimpíada ne???
    Abraço apertado!!!

    • Joanna Maranhão disse:

      Natália, que comentário lindo…muito obrigada!Sim, o ódio tá muito aflorado, as pessoas primeiro te denigrem, te xingam pra depois, talvez, ouvir o que você tem a dizer. É um contexto sombrio mas que só pode ser contornado com tranquilidade e amor, não sou uma pessoa calma (pelo contrário) exercito a tranquilidade todos os dias pra esse universo louco não me engolir. Muito obrigada mesmo, grande abraço!

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