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Brasil brilhando no Mundial Paralímpico

15 de julho de 2015

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Começou na segunda-feira (13), em Glasgow, Escócia. 580 atletas de 70 países disputarão as provas da competição mais importante da modalidade depois das Paraolimpíadas. O Brasil, uma das seleções paralímpicas mais fortes do mundo, compete com 23 atletas. A competição é importante ainda porque as medalhas de ouro e prata garantem vaga para as Olimpíadas do Rio – as vagas são do país, não do atleta. A estimativa da Confederação Paralímpica Brasileira é que o Brasil tenha entre 25 e 30 atletas em 2016.

Passados três dias de finais, o Brasil soma 3 medalhas de ouro e 4 de prata na competição.

Daniel Dias já ganhou 3 ouros  no Mundial: 50m costas S5 (35”34, novo recorde de campeonato), 200 livre S5 (2’27”28) e revezamento 4×50 livre misto 20 pontos.

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No revezamento, Daniel nadou ao lado de Joana Neves, Esthefany de Oliveira e Clodoaldo Silva. O revezamento mesclou três gerações diferentes da seleção, com nomes consagrados como Clodoaldo e Daniel e estreantes como Esthefany.

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Matheus Sousa se tornou o primeiro atleta S11 a nadar abaixo de 1’00 no 100 livre no Brasil, com 59”20, ficando com a prata. No segundo dia, ele foi prata também no 400 livre (4’45”45). Sousa chegou a sentir o gostinho do ouro por alguns minutos, porque o norte-americano Bradley Snider, que venceu a prova, foi desclassificado. Mas, depois de protesto, o resultado foi revertido e o americano manteve o ouro.

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Edênia Garcia comemorou muito sua melhora de tempo nadando costas no 50 livre, e nadará o 50 costas no domingo

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A australiana Tiffany Thomas-Kane, de 13 anos, fez sua estreia em Mundiais com direito a recorde mundial no 100 peito SB6, com 1’34”95. “Não poderia ser melhor. O Rio vai ser muito bom. Espero que eu possa competir lá”.

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André Brasil (23”20) e Philipe Rodrigues (23”81) fizeram uma dobradinha linda no 50m livre S10 (dobradinha no 50 livre masculino em Mundial… será que a história se repete em Kazan?). André Brasil gritou muito ao ver o resultado e chorou compulsivamente na zona mista.  “- P***! Desculpa até o termo gente, mas 2014 foi um ano muito difícil. Disse que aqui seria um termômetro para muita coisa. Me machuquei e fiquei longe dos esportes, foram dois longos meses sem cair na água, reclamando que estava sem velocidade… Queria lembrar de tanta gente… Só consigo pensar no meu filho – disse André, antes de completar: “Em 2003 não tinha tamanha noção da grandiosidade que era ser pai, já foi uma situação muito diferente, e por tudo aquilo que aconteceu foi aquele que mais deu força para que eu pudesse estar aqui. Estar longe dele e da minha família por diversos momentos…É para eles!” – disse ele em reportagem ao Globo Esporte.

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Carlos Farrenberg, o Carlão,  foi prata no 50 livre S13 com 24s13.  “Nadei muito bem de manhã e sabia que podia ir além. Claro que ele (Boki) é o recordista da prova e ia nadar muito rápido, mas cheguei aqui para fazer meu melhor. Vou agora me preparar para os 100m. É só no sábado e até lá tem muito a trabalhar ainda”.

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